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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Há 7 anos ...

Hoje meu filho querido completa 7 anos de vida!




Há exatos 7 anos, eu me tornava mãe, depois de um longo e cansativo trabalho de parto, mas extremamente gratificante e empoderador, pois fui capaz de parir meu filho naturalmente.

Há 7 anos, Deus me deu um presente maravilhoso, que foi meu filho, com quem aprendi a ser mãe: a primeira mamada, a primeira troca de fraldas, o primeiro dentinho, a primeira febre, a primeira palavra, o primeiro passo e todos os outros primeiros.

Há 7 anos eu tinha o privilégio de colocar uma vida no mundo e espero que esta vida faça diferença nele.

Há 7 anos eu descobria a sensação de ter nos braços uma vida gerada em meu ventre.

Há 7 anos eu comecei a ser mais feliz.

Obrigada, meu filho, por estes 7 anos de tua vida em minha vida!


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O Xou da Xuxa no Twitter

Em tempos de twitter, meu blog tem ficado às moscas, coitado. Tem sido muito mais dinâmico e divertido ler as mensagens das pessoas, que nem lembro de entrar no meu próprio blog. Como é muito mais dinâmico postar lá, acabo nem indo a outros sites.



O assunto da hora tem sido a Xuxa (Argh! #odeioaxuxa #prontofalei) e sua desastrada aventura no Twitter, que tem rendido mensagens bem engraçadas, de maneira que fica impossível não ficar espiando o Twitter toda hora. Quando meu filho nasceu, eu pensava: "Tomara que a Xuxa já não esteja mais pela mídia quando ele for maior". Não queria ver meu filho influenciado pela cultura da Xuxa, pois como professora de ensino fundamental, eu já havia enfrentado os filhos da Geração Xuxa: o que valia era seguir o líder negativo. Esse foi um dos motivos que me fez desistir de lecionar em 1996, apenas três anos após minha formatura em Matemática.

Meu filho vai cumprir 7 anos amanhã e a Xuxa ainda está no topo das manchetes da mídia: irritando-se e xingando os tuiteiros ou ofendendo o Festival de Cinema de Gramado. Meu desejo não se tornou realidade, mas pelo menos essa celebridade está fazendo o favor de enterrar-se a si mesma, apenas confirmando minha aversão a ela. Fazer uma cesárea ao vivo na televisão, alfabetizar a filha em Inglês, mesmo sendo filha de brasileiros e morando no Brasil e sentir-se ofendida à reação dos fãs só mostra que a Xuxa tem muita embalagem e pouquíssimo conteúdo, e que ela só chegou onde chegou devido à sua aparência e suas escolhas*, no mínimo, duvidosas. É esse tipo de celebridade que meu filho irá admirar? Não, de maneira alguma. Eu quero que meu filho admire uma mulher pelo seu conteúdo e inteligência, não somente pela sua aparência. Ele irá dar valor aos estudos, mesmo que isso não o torne um milionário. E ele sabe que sua mãe não gosta da Xuxa. Um dia ele irá entender o porquê, eu espero ...



* O único ponto a favor em suas escolhas é que ela tem excelente gosto para homens, vide Luciano Szafir. hehehe ...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Amamentação e Gripe A

Amamentação e Gripe A (H1N1 - “Gripe Suína”)



A amamentação é recomendada para proteger bebês durante surto de gripe suína pelo United States Breastfeeding Committee:

“Os bebês não amamentados estão especialmente vulneráveis a infecções e hospitalização por doença respiratória severa. Mulheres que dão bebês à luz devem ser estimuladas a iniciar cedo o aleitamento e a alimentar os filhos com frequência.


Pesquisas mostram, sem dúvida, que a amamentação é uma fonte segura e confiável de alimento, com uma infinidade de células e anticorpos que combatem totalmente as doenças, ajudando a proteger os bebês contra germes e enfermidades. Mães expostas à gripe produzem proteção específica aos filhos, transmitindo-as aos bebês através de seu leite. As formulas preparadas não oferecem essas propriedades específicas de combate a infecções. A suplementação desnecessária com fórmula deve ser eliminada, para que o bebê possa receber o máximo possível de anticorpos protetores maternos e outros fatores protetores imunológicos.


Além de manter o aleitamento materno, pais e cuidadores ajudam a proteger o bebê contra disseminação de germes, quando:

Adultos e bebês tiverem as mãos lavadas, com freqüência, com sabão e água, em especial, após os bebês colocarem as mãos na boca.

Mães e bebês forem mantidos próximos o mais possível e encorajados, bem cedo e com frequência, a terem contato pela pele.

Houver limites de partihamento de brinquedos e outros itens que tenham passado pela boca do bebê, com a lavagem completa das mãos, usando sabão e água, e dos objetos.

Chupetas (inclusive o prendedor da chupeta e a alça) e outros itens forem mantidos afastados da boca dos adultos ou de outros bebês antes de serem dados ao seu bebê .

Tiverem nariz e boca cobertos ao tossir ou espirrar. ”

United States Breastfeeding Committee (USBC) – Comitê de Aleitamento Materno dos Estados Unidos. O United States Breastfeeding Committee (USBC) é uma coalisão independente e sem fins lucrativos de 41 organizações profissionais, educacionais e governamentais influentes, Representando mais de meio milhão de profissionais preocupados e famílias atendidas, o USBC e as organizações filiadas têm a mesma missão de melhorar a saúde do país através do trabalho conjunto de proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno. Mais informações sobre esse centro podem ser obtidas em www.usbreastfeeding.org.


Vejam o artigo completo aqui.
Fonte: Amigas do Peito

domingo, 15 de março de 2009

Notícias e Agradecimento



Estive sumida por um bom tempo do blog, mas é que como não passo mais o dia todo na frente do computador, então vou deixando para postar outra hora ... e essa hora nunca chega...

Quero agradecer a todas as minhas amigas e amigo virtual pelo apoio recebido. Eu li cada um dos comentários e foi muito bom saber que há tanta gente torcendo por mim neste momento difícil de minha vida. Vera, Elaine, Andréa, Max, Ana Paula, Lola, Cris, Drika, Geo, Carol, Isabella, Luma, Juca e Sonia: muito obrigada, queridos amigos!!! Adoro vocês!!!

Apesar de ter perdido meu emprego, a experiência não está sendo tão ruim assim: tenho passado mais tempo com meus filhos. Como estou em casa, posso ser a mãe que nunca consegui ser: estou uma perfeita mãe e dona-de-casa que cuida dos filhos. Pude acompanhar meu filho em sua primeira semana de aula na escola nova (pública), algo que eu não poderia fazer, se estivesse trabalhando ainda. Posso acompanhá-los às aulas de natação e assistí-los, enquanto dão suas primeiras braçadas. Como é minha mãe quem patrocina a natação, não precisei cortar essa despesa. Faço almoço todo dia, sempre faço um agradinho para eles para o lanche da tarde: bolo, panquecas, bolinhos de chuva, biscoitinhos, etc. Fazia muito tempo que não ia para a cozinha com prazer, já que estava sempre cansada demais para cozinhar. Como minha filha não está indo à escola, tenho passado mais tempo com ela. Meu filho pergunta todas as manhãs: "Mãe, hoje é sábado?" E eu respondo: "Não, meu filho, por quê?". Ele replica: "Porque tu estás em casa." É uma situação tão nova para ele, que ele custa acreditar que estou em casa todos os dias. Ao menos, enquanto não arranjo um emprego novo.

Enviei meu currículo para várias vagas, mas até agora não recebi nenhum chamado para entrevista. O ano ainda está devagar e há muita gente disponível no mercado. Estou vendo outras opções, como fazer um concurso público, já que tenho tempo disponível no momento.

Minha mãe e meu irmão foram este fim de semana para passar uma semana na Argentina, onde mora minha família, e eu fiquei morrendo de vontade de ir, mas não posso gastar neste momento. Hoje é o aniversário de minha prima e minha mãe pôde estar lá com ela para comemorar, já que a mãe dela, sobrinha de minha mãe, já é falecida e minha prima não tem muitos parentes. Eu só vejo meus parentes a cada cinco anos, em média. Ainda bem que hoje nos comunicamos por msn e e-mail, o que ajuda muito a diminuir a distância, mas não é a mesma coisa. Quem mora longe da família, sabe bem o que eu sinto.

Assim sendo, ainda estou à procura de uma nova oportunidade. Espero que não demore muito para aparecer.

Obrigada pelo carinho de todos vocês. :-)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A crise me pegou ...

Faz tempo que não tenho postado no blog, porque as coisas não andavam nada bem em meu trabalho e eu estava extremamente desanimada para tudo, inclusive para blogar. A semana começou turbulenta, com o Sindicato fazendo paralisação na porta de minha empresa em função da demissão em massa anunciada na semana anterior. Na sexta-feira, o pior aconteceu: fui demitida, juntamente com 240 outros colegas.

Foi a primeira vez, em 12 anos, que fui demitida. Desde que comecei a trabalhar na área administrativa, em 1997, eu sempre pedia demissão de um emprego, para começar em outro. Fazia 5 meses que eu estava neste emprego. Recusei uma proposta e uma entrevista em duas empresas diferentes, para ir trabalhar ali e deu no que deu. Sou uma desempregada agora. Como podem imaginar, passei o Carnaval muito depressiva, sem ânimo para nada. Tudo bem que eu não pulo Carnaval e nem olho os desfiles das Escolas de Samba, mas como desempregada, nem pude pensar em sair e gastar, já que não sei quando voltarei ao mercado de trabalho e preciso economizar cada centavo, já que sou a única provedora de minha casa. Meus filhos dependem de mim para nosso sustento, pois moro sozinha com eles e sou descasada. Já comecei a fazer cortes, iniciando pela creche particular da minha filha. Ela iniciaria no Jardim de Infância neste ano e eu optei por deixá-la na escola particular, ao invés de matriculá-la na escola pública, já que eu recebia o reembolso-creche da empresa em que trabalhava. Sem salário e sem reembolso, não tive alternativa, senão tirá-la dessa escola e batalhar para tentar conseguir uma vaga em uma escola pública, cujas aulas começam na semana que vem. Se não conseguir, paciência, ela ficará comigo e eu mesma a ensinarei, afinal, é somente Jardim de Infância, e não 1º ou 2º ano do Ensino Fundamental.

Já faz um tempo que tenho pensado em trabalhar por conta própria e acho que vou fazer isso mesmo, já que no passado eu me sustentava com aulas particulares, na época em que estava na faculdade. Tudo bem que eu era solteira e morava com meus pais, mas penso em "atacar" em várias frentes nas áreas em que domino conhecimento, pois sou formada em Matemática e sou fluente em Inglês e Espanhol. Alguém precisa de uma aula particular? Estamos aí ... :-)

Enfim ... o ano começa realmente em março e eu estou com um novo desafio e em busca de novas perspectivas. Espero que 2009 seja mais generoso comigo daqui por diante.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Ficar com os avós pode ser pior para os bebês?

Segundo um estudo britânico feito recentemente, sim.

Os avós trazem coisas positivas e negativas, segundo os pesquisadores.

Muitos dos bebês que ficam aos cuidados dos avós enquanto os pais trabalham talvez se saíssem melhor em creches e na escola maternal, afirma um estudo britânico.

Os avós com frequência podem ajudar a desenvolver o vocabulário de um bebê, mas talvez não possam oferecer outras experiências educacionais e sociais que uma criança necessita, dizem pesquisadores do Institute of Education, em Londres.

Eles verificaram que crianças que foram cuidadas pelos avós aos nove meses de idade foram consideradas como tendo mais problemas de comportamento aos três anos do que as que ficaram aos cuidados de uma creche, escolinha, babá ou outro membro da família.
Um artigo sobre o trabalho será publicado na próxima edição da revista científica Journal of Social Policy, da editora Cambridge University Press.
Motivos
A pesquisa envolveu 4.800 crianças britânicas nascidas em 2000 e 2001 que estão sendo monitoradas por um estudo de longo prazo, o Millennium Cohort Study.

Os problemas de comportamento relatados pareceram afetar crianças de todos os níveis sociais.
As pesquisadoras Kirstine Hansen e Denise Hawkes também constataram que crianças de três anos que, aos nove meses de idade, ficaram na escola maternal e em creches, com frequência estavam mais preparadas para a vida escolar do que as que tinham sido cuidadas pelos avós, babás, pessoas da família ou amigos.
Em média, elas conseguiram mais pontos em uma avaliação que mediu sua compreensão de cores, letras, números, tamanhos, comparações e formas.
Entretanto, crianças cujas mães tinham alto nível educacional apresentaram vocabulários maiores se criadas por um dos avós - na maioria dos casos, a avó materna.
O estudo não investigou os motivos pelos quais as crianças deixadas aos cuidados dos avós parecem apresentar mais problemas de comportamento.
Os pesquisadores mencionaram, no entanto, estudos anteriores que concluíram que ambientes pré-escolares como a escola maternal podem ajudar as crianças a desenvolver o traquejo social de que necessitam para se relacionar com os colegas.
"Crianças que são cuidadas pelos avós, por outro lado, passam mais tempo com adultos", disseram.
Ao concluir o estudo, os pesquisadores argumentaram que avós que cuidam dos netos merecem apoio, ao invés de críticas.
Meus filhos sempre ficaram com meus pais, em especial minha mãe, para eu poder sair para trabalhar desde que eles tinham 5 meses de idade, cada um. Sem a ajuda preciosa dela, eu teria gasto uma fortuna em escolinha e eles não teriam sido cuidados com o amor e carinho de uma avó devotada. Se eu não tivesse opção, lógico, os teria deixado na escolinha. Mas, enquanto bebê pequeninos, nada melhor que minha mãe para cuidar deles!
Lógico que deixar os filhos serem cuidados pela avó tem suas desvantagens, já que ela os mima muito, mas quem não gosta de receber um carinho de avó? Que meus filhos aproveitem ao máximo a avó que eu nunca tive e nem pude curtir. Minha avó materna morreu antes de eu nascer e eu sempre morei longe de minha avó paterna, que, além de tudo, nunca foi carinhosa ou amorosa como as avós devem ser. Assim, eu nunca fui mimada por nenhuma avó e acho o máximo que meus filhos possam curtir seus avós, enquanto os têm. Se é pior para eles em termos de comportamento, pode ser, mas em termos de amor, é muito melhor.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Uma história de amamentação

Autor: Charles Attwood

Meu tataravô, Dr. Curtis Burke Attwood, que praticava medicina em Newberry, Carolina do Sul no século 18, não acreditaria se soubesse que temos hoje profissionais especializados em aleitamento materno, que atuam como consultores. Eles recebem certificado específico de uma entidade (um conselho) de classe, a International Board of Lactation Consultant Examiners. Nos tempos do meu avô, praticamente todas as mulheres amamentavam seus bebês, mas hoje apenas 59,7% das mães começam a amamentação no hospital e, depois de seis meses, só 21,6% continuam fazendo isso. O objetivo da campanha Healthy People 2000, que visa melhorar a saúde da população para o próximo milênio, é ter 75% das mulheres amamentando seus bebês ao saírem do hospital e 50% seguindo esse procedimento seis meses depois. Como se vê, estamos muito aquém dessa meta.

As vantagens do aleitamento materno são enormes. Os bebês ficam menos sujeitos a doenças agudas e alergias. Os vínculos entre a mãe a criança são reforçados, muito mais que entre mães e filhos que foram alimentados com mamadeira. Então por que só 1/5 das crianças até seis meses de idade mamam no peito? Eu sempre reclamei com meus colegas que nós não dispensamos tempo suficiente para explicar a nossas pacientes esses procedimentos e outras práticas saudáveis. O que acontece, na verdade, é que não damos a elas tempo para fazerem perguntas. Atualmente, as gestantes mal passam 24 horas dentro da maternidade depois de dar à luz; portanto, não temos muita oportunidade de explicar as coisas adequadamente - e frequentemente elas também não tomam a iniciativa de perguntar. Não é à toa que pensamos estar sendo mal compreendidos.

Recentemente, tive uma paciente que embora intimidada pela nossa postura apressada e distante, tentou, com muito esforço, extrair de nós algumas informações básicas. Tentou. Gloria, esse era o nome da jovem mãe, tinha dado à luz ao seu primeiro fiho, no meu hospital. Ela chamou a enfermeira e perguntou se ainda poderia amamentar o bebê, estando resfriada. "estou com tosse e com o nariz escorrendo", disse ela, "e fico preocupada com isso". Ela ia receber alta aquele dia e queria algumas respostas. Animado pela decisão dela de amamentar, orientei a enfermeira a dizer que fosse em frente. Sugeri que a enfermeira colocasse algumas máscaras descartáveis de rosto ao lado de sua cama, para que ela as utilizasse durante as mamadas. Dessa forma, Gloria não precisaria se preocupar muito. Deveríamos ter conversado com ela pessoalmente sobre aleitamento materno, mas ela estava de saída e não havia tempo. Mais tarde, durante a minha visita, parei no seu quarto. "Olá, Gloria", saudei, ao entrar e foi quando eu vi uma coisa que nunca mais esquecerei. Ponha-se agora no meu lugar. Precisei de todo o esforço possível de concentração para não alterar a minha expressão facial. Deparei com Gloria, com uma expressão confusa no rosto, e duas máscaras faciais, uma em cada seio. Depois que a história se espalhou por todo o hospital e as risadas finalmente cessaram na sala dos médicos, refleti sobre a humilhação por que Gloria passara e a sua extrema necessidade de orientação que não tivemos tempo de lhe dar. Meu bisavô Curtis Burke Attwood não teria achado a menor graça nesse episódio.

Texto retirado do livro: Dieta Vegetariana para Pais e Filhos
Foto: Minha filha Melissa mamando em meu peito, novembro de 2004.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Famosa teve parto de cócoras!


Cássia Linhares: 'Fiz um parto de cócoras como as índias'

A atriz Cássia Linhares tornou-se mãe no dia 30 de dezembro de 2008. De parto de cócoras, ela deu à luz Eduarda, que nasceu com 3,3kg e 49cm, no hospital Barra D'Or.

- Mesmo na emergência, pois nenhuma maternidade tinha vaga disponível, conseguimos fazer um lindo parto humanizado, de cócoras como as índias - conta a atriz, que se diz realizada com a maternidade. - Estou completamente apaixonada, mudada, melhorada e tudo mais 'ada' de melhor no mundo.

De tão agarrada que já está à filha, a atriz não sabe nem se vai contratar uma babá:

- E sabe que nem sei se terei por enquanto, estou com tanto ciúmes dessa menina. Ai, que amor é esse?!

(Notícia retirada daqui.)

O parto de cócoras é um parto mais rápido, pois é auxiliado pela gravidade, mais cômodo para a mulher e mais saudável para o bebê, pois não se tem mais a compressão de importantes vasos sanguíneos que acontece com a mulher deitada de costas. (Retirado daqui)

Desde a mais remota antigüidade, as mulheres procuravam posições que facilitassem o parto. Nas gravuras antigas o mais comum é ver mulheres ajoelhadas, de cócoras, ou em banquinhos baixos de parto. De um jeito ou de outro o que se observa é que as costas estão em posição vertical. A posição das pernas é variável.

Na civilização ocidental, com a entrada da figura do obstetra no parto, as mulheres foram colocadas deitadas de costas em mesas cada vez mais específicas, com as pernas abertas, para que a região genital pudesse ser bem observada. E assim é que funciona até hoje, para a maioria dos médicos e hospitais.

Algumas vantagens do parto de cócoras:

- O parto é mais rápido, pois é auxiliado pela gravidade;

- A oxigenação do bebê é melhor, pois não ocorre a compressão da veia cava pelo peso do útero;

- A necessidade de episiotomia é menor;

- A mulher se sente mais no controle da situação;

- O companheiro tem uma participação mais ativa ao prover o suporte da posição.

(Retirado daqui.)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Benefícios da amamentação prolongada

Por Kelly Bonyata



(Tradução publicada no site Amigas do Parto, original no site KellyMom - Breasfeeding & Parenting)



Amamentar crianças maiores têm benefício nutricional



Pesquisas mostram que o leite materno durante o segundo ano de vida da criança é muito parecido com o leite no primeiro ano (Victora, 1984). No segundo ano de vida, 500ml de leite materno proporciona à criança:
95% do total de vitamina C necessário
45% do total de vitamina A necessária
38% do total de proteína necessária
31% de caloria do total necessária
(UNICEF/Wellstart: Promoting Breastfeeding in Health Facilities: A short course for Administrators andPolicy Makers; WHO/CDR 93.4)
Leite materno permanece sendo um fonte importante de proteina, gordura, cálcio e vitaminas mesmo após os dois anos de vida (Jelliffe and Jelliffe,1978)
Alguns médicos podem pensar que a amamentação vai interferir em relação ao apetite da criança para outros alimentos. Contudo não existem pesquisas indicando que a criança amamentada têm maior tendência a recusar outros alimentos que a criança que já desmamou.
Na verdade, a maioria dos pesquisadores em países subdesenvolvidos, onde o apetite de uma criança desnutrida pode ser de importância vital, recomendam que a amamentação continue para crianças com desnutrição severa (Briend et al, 1988; Rhode, 1988; Shattock and Stephens, 1975; Whitehead, 1985).
Crianças maiores que ainda amamentam adoecem menos
Os fatores de imunidade do leite materno aumentam em concentração, à medida que o bebê cresce e mama menos. Portanto, crianças maiores continuam recebendo os benefícios da imunidade (Goldman et al, 1983).
Um estudo de Bangladesh demonstra, dramaticamente, os efeitos que essa imunidade pode ter. Nessas péssimas condições de vida, descobriu-se que crianças desmamadas entre o 18º e 36º mês de vida dobraram os riscos de morte (Briend et al, 1988). Este efeito foi atribuído especialmente aos fatores de imunidade, apesar de que, provavelmente a nutrição também foi muito importante.
Claro que, em países desenvolvidos o desmame não é uma questão de vida ou morte, mas a amamentação por mais tempo pode significar menos idas ao pediatra. Crianças entre 16 e 30 meses, que ainda são amamentadas, adoecem menos e por menos tempo que as que não são (Gulick, 1986)
Crianças amamentadas têm menos alergias
Está bem documentado que quanto mais tarde se introduz leite de vaca e outros alimentos alergênicos, menos provavelmente essas crianças vão apresentar reações alérgicas (Savilahti, 1987).
Crianças amamentadas são mais espertas
Crianças que foram amamentadas têm melhor performance na escola e maiores notas (Horwood and Fergusson, 1998). Os autores desse estudo, que acompanhou crianças até os 18 anos descobriram que quanto mais tempo as crianças são amamentadas, maiores as notas que recebem nas avaliações.
Crianças amamentadas são mais ajustadas socialmente
Um estudo com bebês amamentados por mais de um ano mostrou uma ligação significante entre a duração do período de amamentação o ajustamento social em crianças de 6 a 8 anos de idade. (Ferguson et al, 1987). Nas palavras dos pesquisadores: "Existem tendências estatísticamente significantes para que a desordem na conduta diminua com o aumento da duração da amamentação". Mamar durante a infância ajuda bebês e crianças a fazer uma transição gradual. Amamentação é um amororso jeito de atender as necessidades dasa crianças e bebês. Ajuda a superar as frustrações, quedas e machucões e o stress diario da infância.
Atender as necessidades de dependência da criança, de acordo com o tempo único da criança é a chave para ajudar a criança a alcançar sua independência. Crianças que conquistam sua independência em seu próprio ritmo são mais seguras dessa independência que as crianças dorçadas a isso prematuramente.
Amamentar crianças maiores é normal
A "American Academy of Pediatrics" recomenda que as crianças sejam amamentadas por ao menos todo o primeiro ano de vida, e por mais tempo se a mãe e o bebê quiserem (AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS Policy Statement, 1997). A Organização Mundial de Saúde reforça a importância de amamentar até os dois anos de vida ou mais (Innocenti Declaration, 1990). A média de idade de desmame, em todo o mundo é de 4.2 anos. (Davidowitz, 1992)
Mães que amamentam por mais tempo também são beneficiadas
a) A amamentação prolongada pode diminuir a fertilidade e suprimir a ovulação em algumas mulheres
b) A amamentação reduz o risco de câncer de ovário (Schneider, 1987)
c) A amamentação reduz o risco de câncer de útero (Brock, 1989)
d) A amamentação reduz o risco de câncer de câncer de endométrio (Petterson, 1986)
e) A amamentação protege contra osteoporose. Durante a amamentação a mulher experimenta uma diminuição na densidade óssea. A densidade óssea de uma mãe que está amamentando pode ser reduzida, em geral em 1 a 2%. No entanto, a mãe tem essa densidade de volta e pode até ter um aumento, quando o bebê é desmamado. Isso Não depende de um suplemento adicional naalimentação da mãe. (Blaauw, 1994)
f) A amamentação reduz o risco de câncer de mama (McTieman, 1986; Layde, 1989; Newcomb, 1994; Freudenheim, 1994).
g) A amamentação tem demonstrado diminuir a necessidade de insulina da mãe diabética (Davies HA, British Med J, 1989).

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Mulheres redescobrem o parto natural

O Brasil é um dos recordista de cesarianas no mundo. Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza uma taxa ideal em torno de 15% do total desse tipo de intervenção nos partos, no País, ainda de acordo com o órgão, alguns serviços privados de saúde atingem cifras de mais de 90%. Até na rede pública brasileira as cesarianas ficam entre 30 e 40%. Contudo, algumas mulheres invertem a tendência e estão preferindo o parto natural. Em Curitiba, um dos maiores defensores desse método foi o médico obstetra Moysés Paciornik, que morreu em 26/12/2008, após sofrer uma parada ardíaca ao ser submetido a uma cirurgia.


Além de defender que os bebês nasçam por intervenção cirúrgica apenas quando houverem riscos para a vida da mãe ou da própria criança, ele foi um grande divulgador dos benefícios do parto de cócoras. Nele, como o próprio nome diz, as mulheres têm seus filhos acocoradas - como fazem as integrantes de tribos indígenas - e não deitadas.“O parto normal deitado nasceu na Europa, mas não é o mais indicado à saúde da mulher, pois pode causar problemas no canal vaginal. As mulheres que passam por ele, quando estão perto da menopausa, geralmente apresentam problemas de útero e bexiga. Em contrapartida, isto não acontece com as índias, que geralmente têm dezenas de filhos sem passar por cesariana e permanecem com a saúde perfeita”, afirmou o médico durante entrevista concedida a O Estado na semana anterior ao Natal. Segundo Moysés, quando a gestante deita para ter o filho, seu canal vaginal se estreita em torno de 28%, o que dificulta a passagem do bebê e o obriga a forçar caminho para nascer.

Já no parto de cócoras, o períneo (região que, para as mulheres, começa na parte de baixo da vulva e vai até o ânus) vai para trás e a bexiga sobe, o que faz com que o canal de parto se alargue e o nascimento seja facilitado.

“O parto de cócoras é menos dolorido e muito mais rápido, pois a mãe empurra a criança de maneira mais fácil. Quando comecei a divulgá-lo por aqui (no Paraná), há cerca de 30 anos, ele foi muito criticado. Porém, atualmente, está sendo cada vez mais aceito e tido seus benefícios reconhecidos”, declarou. “O parto de cócoras é muito gratificante para a mulher, pois é ela quem o realiza e não o médico. Além disso, ela vê o filho nascer, o que não acontece no parto deitado.” Em Curitiba, no hospital público Victor Ferreira do Amaral e no particular Santa Cruz, já existem mesas de parto especiais que permitem que a mulher fique em variadas posições e não apenas deitada.
Vivência
A missionária Cynthia Palumbo, de 46 anos, vivenciou tanto a experiência de ter um filho por cesariana quanto por parto normal de cócoras. Há 26 anos, devido a algumas complicações gestacionais, ela teve seu primeiro filho por procedimento cirúrgico.
Na segunda gestação, ficou decepcionada ao ouvir de um médico que, por ter tido o primeiro bebê por cesariana, não conseguiria ter o segundo de forma natural. Foi então que ela procurou Paciornik e conseguiu fazer o parto de cócoras. Posteriormente, teve outros cinco filhos por este método, sendo o último há dez anos.

“O primeiro parto de cócoras foi um pouco difícil, mas mesmo assim bem mais tranquilo do que a cesárea. A partir do segundo, foi ficando cada vez mais rápido e fácil. Além disso, a recuperação é muito mais rápida. Nos dias seguintes à cesariana, eu mal conseguia levantar em função da dor que sentia e era mais difícil fazer as coisas, inclusive cuidar do bebê.”
Artigo publicado no Paraná Online em 01/01/2009.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Depois da folga ...


Estive sumida do blog devido ao alto volume de trabalho nestas primeiras duas semanas de janeiro. Mudaram o sistema da empresa em que trabalho nesta virada de ano, de modo que ninguém se achava, nem se entendia, até termos um treinamento para clarear as coisas. Além disso, a empresa foi vendida e ninguém sabe o que irá acontecer daqui para a frente. Só nos resta esperar ...

Quanto ao lado pessoal, aproveitei os dias de folga desde o natal até o ano novo, para passar tempo com meus filhos e fazer tudo o que não consigo fazer durante a semana, já que trabalho. Pude levá-los, pela primeira vez, às aulas de natação, assistir enquanto faziam aula - um em cada turma, já que a Melissa está na turma dos iniciantes e o Gabriel já está mais adiantado. Pude também visitar minha melhor amiga, que não via há um ano, mas mantínhamos contato constante por telefone. Nossos filhos brincaram alegremente a tarde toda, enquanto aproveitamos para botar o papo em dia.

Fui também a Charqueadas, a cidade onde passei a maior parte de minha infância, visitar um de meus melhores amigos daquela época, o Marcos. Ele e a esposa estão no processo de adoção de duas lindas menininhas e eu tive a oportunidade de conhecê-las. O Marcos passou por uma provação muito grande há 3 anos atrás, ficou em coma por 40 dias, desenganado pelos médicos, mas conseguiu se recuperar. Além disso, passou por um transplante de rim no ano passado, doado pela própria esposa. Depois de tudo isso, ambos decidiram tocar a vida em frente, adotando essas crianças.

Agora a maior novidade da semana: comprei um peixe e uma tartaruga para meus filhos, pois eles os viram na casa de minha melhor amiga e quiseram ter um bichinho também, de modo que temos dois novos integrantes na família: Blue, o peixinho, e Turtle, a tartaruga, devidamente batizados pelo meu filho.
Ontem comecei a ler sobre aquarismo e fiquei encantada com tudo que se pode fazer. Já fiquei doida para comprar mais peixes, um aquário grande, plantas, mas o peixinho que comprei é um Beta, o chamado peixe-de-briga, e, por sua agressividade, ele não pode ser colocado junto com outros peixes. A tartaruga tampouco pode ser colocada junto aos peixes, já que ela os comerá, de modo que tenho dois aquários separados, um para cada animal. É incrível como eles reconhecem quem lhes dá de comer - no caso, eu - e vêm junto à superfície, esperando por seus bocados. O peixinho já começa a abocanhar a água, louco por suas bolinhas de ração e a tartaruga fica olhando para minha mão. Eu sempre tive cachorros e gatos como bicho de estimação e nunca pensei que gostaria tanto de ter um peixe ou um réptil como animal de estimação.
Update em 15/01/2009: Infelizmente, o Blue morreu. Ontem à noite, ao chegar em casa, encontrei-o FORA do aquário. Eu não sabia que os Bettas pulavam e deixei o aquário destampado. Como ele ainda se debatia, quando fui pegá-lo, coloquei-o de volta no aquário, mas ele não sobreviveu. Eu fiquei mais triste que meus filhos com a morte dele. :-(((((

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Parto Domiciliar do filho de Márcio Garcia causa polêmica

"Uma reportagem do jornal O Dia de hoje fala sobre a polêmica que causou o parto do filho do ator Márcio Garcia e de Andréa Santa Rosa, realizado em casa. "

Eu vi o post acima sobre a polêmica do parto domiciliar do Márcio Garcia e Andréa Santa Rosa no blog Nave Mãe e resolvi colocar a reportagem aqui:

Parto em casa: uma técnica polêmica

Obstetra afirma que conforto do lar não compensaria falta de segurança

Dar à luz de forma natural, sem injeções e anestesia, dentro da própria casa? Ou optar por ter o bebê num hospital e contar com profissionais e equipamentos preparados para qualquer imprevisto?

O nascimento do pequeno Felipe, filho de Andrea Santa Rosa e do ator Márcio Garcia, em casa, alimentou a polêmica em torno dos partos caseiros. A criança veio ao mundo pelas mãos da enfermeira Heloísa Lessa, 48 anos, parteira há 20. Com 202 nascimentos no ‘currículo’, ela crê que a mulher precisa “colocar o bebê” por conta própria, sem interferências externas, na posição em que mais se sentir confortável e num ambiente acolhedor. Tudo isso para que os hormônios citocina e endorfina — necessários ao parto — sejam produzidos naturalmente.

Leia a reportagem completa aqui.

Ainda sobre este assunto, coloco aqui a entrevista que a revista Caras fez com a parteira Heloísa Lessa, sobre o parto domiciliar da Andréa Santa Rosa:

Mulher de Márcio Garcia dá à luz em casa... sem anestesia. Andréa Santa Rosa já está bem após ter dado à luz Felipe, na manhã de ontem, na residência do casal, no Rio de Janeiro.

De acordo com a enfermeira obstetra Heloisa Lessa, responsável pelo nascimento do terceiro filho do ator, o parto domiciliar, sem anestesia, é doloroso, mas proporciona um prazer enorme à mãe e ao bebê e, inclusive, diminui a ocorrência de depressão pós-parto. "Há dor, mas, ao final, a mulher tem a sensação que extrapolou os seus limites, é uma viagem", declarou a parteira em entrevista exclusiva ao Portal Caras.

Ela já realizou mais de 200 partos fisiológicos ou naturais, ou seja, sem o uso de anestesias ou fórceps. Há quase duas décadas atuando nas casas das gestantes, Heloisa conclui que o método está virando uma tendência. "Até o ano 2000, fazia três partos por ano. Agora, são 35 a cada 12 meses em média".

Por Patrícia Moraes

-Foi a primeira vez que Andréa deu à luz em casa?
-Sim. A primeira vez, no nascimento de Pedro, foi cesariana. Na segunda, quando Nina nasceu, ela fez um parto normal no hospital e com anestesia. A Andréa é do tipo de mulher que não gosta de tomar remédios. Então, optou pelo parto fisiológico, em casa.

-E como a mulher se prepara para esse tipo de parto?
-Ela tem que se convencer de que é capaz de dar à luz sem anestesia, como deve ser. Mais de 85% das mulheres são capazes, as outras têm mesmo que procurar o hospital. Não há ritual, nem preparação. Há um pré-natal bem feito, para se ter informações sobre a saúde de mãe e filho. Se não corresse tudo bem com a Andréa, por exemplo, nós iríamos para um hospital. Tenho uma equipe de plantão para qualquer emergência.

-Como é o nascimento?
-No caso do Felipe, a Andréa começou a sentir contrações às 21h e ele só nasceu às 6h30. No intervalo entre as contrações, a mulher descansa. Quando vem aquele pico de dor, eu faço massagem, seguro a mão e converso com a parturiente. Tudo para acalmá-la e não prejudicar o momento.

-O que acontece com o corpo da mulher ao ser adotado esse tipo de procedimento?
-Há muita liberação de hormônio. Ao contrário do parto no hospital, que estressa a mulher por causa da preparação, dos médicos e do ambiente, o parto em casa é perfeito para a mulher relaxar e curtir o momento. O organismo libera oxitocina, responsável pelas contrações, e endorfina, que, como a cocaína, proporciona um prazer enorme. É uma verdadeira viagem. Tem que passar por isso para entender.

-E a dor?
-É grande. Não vou dizer que a mulher não sente nada. Há dor, mas, ao final, a mulher tem a sensação que extrapolou os seus limites. Toda mulher, na hora, fala: 'Eu não agüento mais'. A Andréa chegou a dizer que queria desistir. Aí, eu liguei para o hospital e disse que estávamos indo. Quando desliguei o telefone ela disse: 'Já cheguei até aqui. Vamos continuar'. E o bebê nasceu. Como era de madrugada, o Márcio estava dormindo e acordou quando a cabecinha do bebê já estava aparecendo. Foi uma experiência incrível para pai, mãe e bebê.

-Como é após o nascimento?
-O bebê nasce e logo vai mamar no peito. Isso aproxima a criança e mulher. Por isso, não há depressão pós-parto depois desse procedimento. A satisfação da mulher é enorme. Peço que a mãe fique em casa, em repouso, por uma semana, acompanhando cada novidade do filho. Depois, tudo volta ao normal.

-A senhora tem filhos?
-Tenho três. Minha história é muito parecida com a da Andréa. Na primeira gravidez, não estava muito ambientada com a idéia do parto natural, meu bebê estava sentando, então, fiz cesárea. Mas, já no segundo, quis fazer parto normal. Foi de cócoras, com as luzes apagadas. No terceiro, foi em casa. Minha neta, Julia, de 2 anos, também nasceu assim. Foi uma das experiências mais marcantes da minha vida. Foi lindo.




quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Parto Domiciliar de Famoso!





Bebê veio ao mundo nesta quarta-feira, 10, de parto natural.

Um ambiente tranqüilo, familiar e sem a intervenção de medicamentos. Foi assim que Felipe, terceiro filho do ator Márcio Garcia e de sua mulher, a nutricionista Andréa Santa Rosa, veio ao mundo na manhã desta quarta-feira, 10, na casa do casal, no Joá, na Zona Sul do Rio. Pesando 3.950kg, o bebê nasceu às 6h da manhã, na cama do casal, e sem o uso de anestesia no parto. O nascimento foi assistido pela parteira Heloísa Lessa e pelo paizão Márcio, que fez questão de acompanhar tudo de perto.

“A Andréa estava bastante tranqüila, porque já sabia bastante coisa sobre o parto natural. Tanto é que ontem (09) ela estava no dentista quando começou a sentir algumas dores, mas continuou o tratamento e foi para casa numa boa”, contou a mãe do ator Eliana Garcia, que fez questão de ir paparicar o neto logo cedo.
Para continuar lendo a matéria, clique aqui.
Assim como a Fernanda Lima, que teve seus filhos gêmeos de parto normal, a mulher de Márcio Garcia optou por um parto domiciliar assistido por parteira. Só tenho que elogiar aos dois, por terem feito uma escolha tão bela, consciente e empoderadora e ainda tornar isso público.

Quem sabe assim mais mulheres desfaçam o mito do parto domiciliar e vejam que afinal de contas, não é um bicho de sete cabeças, é mais uma opção - senão a melhor - de parir um filho.
Não é necessário um hospital, nem procedimentos médicos, nem anestesia e nem tecnologia para parir. Tudo o que se necessita é de apoio, carinho e um profissional qualificado para atender o parto - e este não precisa ser, necessariamente, um médico.
Parabéns, Andréa Santa Rosa e Márcio Garcia, é de celebridades como vocês que o Brasil precisa!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Crianças nascidas de cesariana podem ser mais propensas à asma

PARIS (AFP) - As crianças nascidas de cesariana podem ser mais propensas adesenvolver asma do que os nascidos de parto normal, segundo um estudo holandês realizado com cerca de 3.000 crianças, que será publicado na edição desta semana da revista especializada Thorax.

O número de crianças que sofrem de asma aumentou consideravelmente nas últimas décadas, principalmente nos países industrializados.

Paralelamente, a proporção de partos por cesárea aumentou na maioria dos países desenvolvidos, passando de 5% nos anos 1970 para mais de 30% em 2000em certas regiões do mundo.

Caroline Roduit e seus colegas do Instituto holandês da Saúde e do Meio ambiente durante 8 anos 2.917 crianças nascidas entre maio de 1996 edezembro de 1997 na Holanda. Deste total, 247 (8,5%) eram nascidas porcesariana. A Holanda tem taxa de natalidade por cesariana fraca em relação aos demais países ocidentais.

No total da população estudada, 12,4% das crianças tiveram asma aos oitoanos de idade.

Os pesquisadores mostraram que as crianças nascidas de cesárea tinham risco maior de ter asmas, com mais probabilidade ainda entre as crianças cujos pais eram alérgicos e que tinham, portanto, uma "predisposição" a esta doença. O risco era multiplicado por dois entre as crianças com um dos pais alérgicos e por três entre as crianças com os dois países alérgicos.

"Nossos resultados destacam a importância das interações entre fatores genéticos e ambientais no desenvolvimento da asma entre as crianças", indicaram os pesquisadores.

"O aumento do percentual de cesárea é parcialmente devido ao pedido das mães, sem razões médicas", destacaram os pesquisadores. "Elas devem ser informadas sobre o risco de asma para suas crianças, particularmente quandoos países têm antecedentes de asma ou alergia", concluíram.

Este estudo é interessante para ser lido por quem acha que a cesariana é mais uma opção de livre escolha na hora de ter um filho. A cesariana é uma cirurgia e como toda cirurgia, envolve riscos, não só para a mãe, como para o bebê. Ela só deveria ser indicada em apenas 15% dos casos.
A Holanda tem um dos maiores índices de parto normal do mundo e também os maiores índices de partos domiciliares. Para um país com mortalidade infantil de 6 por cada mil nascimentos, é um belo exemplo a ser seguido.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Hoje é Aniversário de minha filha!


Minha querida filha Melissa Nicole está completando 4 anos de idade na data de hoje!


A festinha dela vai ser na escola hoje, amanhã vou postar as fotos aqui no blog.

Com o nascimento da Melissa, meu sonho de ser mãe de uma menina se concretizou. Eu a tive em casa, em um maravilhoso e empoderador parto domiciliar, após sete horas de trabalho de parto ativo. O parto dela foi tranqüilo e perfeito, apesar de dolorido. Mas valeu a pena, pois eu pude tê-la do jeito que eu queria. Sem intervenções, sem anestesia e sem lacerações. Recuperação rápida e fácil. Com o parto dela, eu me realizei completamente como mãe e como MULHER.
Parabéns, minha querida filha. Que Deus ilumine sempre tua vida e que tu sigas os desígnios dEle. Mamãe te ama muito e Jesus também. :-)
Update em 31/10/2008:
As fotos da festinha estão aqui. A Melissa ficou linda, vestida de Cinderela! :-)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

A ''epidemia'' dos partos cirúrgicos


Gilberto Dupas*


Nos últimos meses, a comunidade médica dos obstetras agitou-se em razão das medidas tomadas pela Associação Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) procurando incentivar as mães a optarem pelo parto normal. Corporativismo e onipotência à parte, estamos cansados de saber que a aliança entre interesses financeiros dos hospitais, conforto dos médicos e comodismo ou receio mal esclarecido das mães têm feito dos partos cirúrgicos, com seus riscos de intervenção de grande porte, uma verdadeira epidemia no Brasil.

É interessante lembrar que a hospitalização para o parto foi fato histórico-social traumático e prepotente. Ainda antes da anestesia e das técnicas mais elementares de assepsia - quando a internação tentou ser imposta como norma, rompendo uma tradição de milênios de partos feitos em casa e assistidos por mulheres experientes - as gestantes tiveram de ser "forçadas" à internação hospitalar e reagiram duramente. A razão principal era a "percepção" de violência e perda de intimidade. Mas havia outra razão importante: a propagação das infecções produzidas pelos médicos ao manipularem as mulheres "em série" nos hospitais, sem que sequer lavassem as mãos, o que aumentava em muito o índice de mortalidade nos partos. Na verdade, ao se liberar de maneira radical das crenças metafísicas, a medicina contemporânea operou uma verdadeira má revolução ética e uma ruptura do seu compromisso de estar a serviço do doente, e não da doença. Separando o doente - subjetivado na relação consigo mesmo e com seu médico - do combate à doença, o discurso médico não é mais capaz de levar em conta na sua prática o drama imaginário, a determinação simbólica e o aspecto ético do sofrimento na relação medicina-doença. O médico não pergunta mais "como você está se sentindo", mas "passe-me seus exames". E são muitos, e muito caros, os exames. O sofrimento fica restrito à doença e a dor, à neurofisiologia.

Para essa medicina tecnocientífica, o doente não é mais que o porta-voz dos sinais da sua doença através dos seus sintomas. Um exemplo importante são os procedimentos ligados ao nascimento de uma criança. A medicina transformou-o de uma função fisiológica - para a qual o organismo da mulher esteve desde sempre preparado - num evento fundamentalmente cirúrgico-hospitalar. Como lembra Vera Iaconelli, o corpo humano passa a ser considerado incapaz e necessitado de "constantes correções de seus desvios biológicos". Todo aparato hospitalar, diretamente ligado à história da industrialização e do capitalismo, vem sendo criticado há décadas e, no entanto, encontra incríveis resistências para ser modificado. Proliferam hospitais modernos e equipamentos sofisticados, mas o "médico da família" desaparece.

No Brasil, quase 80% dos partos no serviço privado são feitos por cesariana, quando a Organização Mundial da Saúde a recomenda em apenas 10% a 15% dos casos. A redução desse índice tem encontrado enormes resistências, a principal delas é o aparato médico-hospitalar e seus interesses econômicos e de conforto. Na rede pública brasileira, esses índices caíram quando o reembolso do parto cirúrgico passou a ser reduzido em relação ao normal. Maternidade é vista como fábrica; parturiente, como máquina; e bebê, como produto. O parto, transformado em evento cirúrgico, vê na mulher meramente um recipiente a ser esvaziado. A ênfase na rapidez e no controle - que predominam nos partos - atrapalha os pais em se apoderarem de seu novo papel, levando-os a duvidar de sua capacidade futura de cuidar dos seus filhos. Vera Iaconelli lembra que o atendimento à gestante é um dos "exemplos mais notáveis da forma pela qual se lida com as questões da subjetividade, pois o espaço das elaborações do vivido mostra-se subtraído e evitado", imprimindo ao parto - início de uma nova vida - a marca registrada tecnológica contemporânea de lidar com o corpo, com a sexualidade e com a morte: banalização ou ocultamento.

Curioso notar que, quando as maternidades de hospitais de luxo querem "modernizar" seu atendimento de parto, introduzem pequenas concessões, como permitir ao bebês ficarem no quarto com a mãe ou serem colocados sobre seu colo, por alguns instantes, ainda na sala de parto. Só muito recentemente as normas hospitalares reconheceram as óbvias advertências de que crianças saram mais depressa em ambiente hospitalar quando a mãe pode ficar com elas nas internações, ou quando têm acesso a salas com jogos e pequenas diversões eventuais, como os chamados "médicos da alegria". Décadas de lutas se passaram para que os lobbies dos grandes fabricantes mundiais de leite em pó fossem parcialmente vencidos e médicos mais responsáveis voltassem a insistir no papel essencial do aleitamento materno exclusivo, para a saúde do bebê. Na realidade, são todos resquícios de um saber milenar que a medicina moderna havia rejeitado.

Enquanto isso, hospitais de periferia carentes de recursos substituem com enorme vantagem as caríssimas, invasivas e "frias" incubadoras pelos hábitos consagrados das "mães-canguru". Ou seja, arrogância e intolerância sempre embalaram as importantes e evidentes conquistas da medicina contemporânea.

Donald Woods Winnicott, famoso pediatra e psicanalista, já dizia sobre o parto que médicos são muito necessários quando algo dá errado. Mas "não são especialistas nas questões relativas à intimidade, vitais tanto para a mãe quanto para o bebê", que precisam apenas de "recursos ambientais que estimulem a confiança da mãe em si própria". É o oposto do que faz, infelizmente, o aparato médico-cirúrgico contemporâneo.

*Gilberto Dupas, coordenador-geral do Grupo de Conjuntura Internacional (IRI-USP), presidente do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais (IEEI), é autor de vários livros, entre os quais, O Mito do Progresso e o recém-lançado romance O Incidente

Artigo publicado no Estadão neste sábado, 18/10/2008, Dia do Médico.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Celebridades, Parto Normal e Cesárea Desnecessária

Muitas pessoas se inspiram nas celebridades, por isso o Ministério da Saúde as tem usado para promover suas campanhas de incentivo ao parto normal e da amamentação. Mas é sempre bom separar o joio do trigo, sabendo que nem todas as celebridades são um bom exemplo a ser seguido, principalmente quando elas optam por uma cesárea eletiva (e desnecessária), deixam o filho recém-nascido para trabalhar ou desmamam precocemente seus bebês.

A Renata, do blog Mamíferas, escreveu um excelente texto a respeito da experiência de amamentação das celebridades e que vale a pena ler. Ali, ela fala bandeira levantada pelas mulheres de "não ser menos mãe" e da preciosa oportunidade que essas mulheres deixam de aproveitar para crescer e se empoderar.

Eu digo mais: as mulheres que optam por uma cesárea eletiva, ou que queriam um parto normal, mas acabam sofrendo uma cesárea e se resignam, dizendo: "Não deu para ser parto normal, mas meu bebê nasceu bem e eu não sou menos mãe por causa disso", sem ao menos questionar o porquê daquela cesárea, estão enganando a si mesmas. (É importante dizer que eu não sou contra a cesárea, e sim contra a cesárea desnecessária e sua conseqüente banalização)

Em um universo de 80% de cesáreas em hospitais privados, dá para perceber que algo está errado: ou as mulheres perderam a capacidade de parir, ou a cesárea está sendo banalizada e as mulheres adotam o discurso "não sou menos mãe" para não se sentirem inferiorizadas em relação às mulheres que tiveram seus filhos de parto normal. Aceitar passivamente que "não deu para ser normal" e considerar a cesárea como um "parto indolor" tem sido prejudicial para as mulheres que vão ter seus bebês após elas.

Em minha opinião, Cada vez que uma mulher opta por uma cesárea eletiva, ela está diminuindo as chances de outra mulher ter seu filho de parto normal, pois o médico irá induzir essa outra mãe a ter seu filho de cesárea, para facilitar a vida dele. Quanto mais mulheres tiverem seus filhos de cesárea desnecessária, mais mulheres terão que lutar para ter seus filhos de parto normal e não serem bem sucedidas em muitos casos, como eu já vi acontecer. Isso é o mais triste: essas mulheres querem ter seus filhos de parto normal e não conseguem, porque os médicos não estão mais preparados para atender um parto e sim fazer uma cesárea, que deveria ser feita em somente 15% dos casos.

Por isso, é louvável quando celebridades como a Fernanda Lima têm seus bebês de parto normal, para mostrar às mulheres que é possível sim, parir o filho naturalmente, sem precisar recorrer à cesárea desnecessariamente.

Mais louvável ainda é quando mulheres comuns se unem para dar orientação e apoio umas às outras, como os sites Amigas do Parto e Parto do Princípio e a ONG Amigas do Parto. Com essas iniciativas, as mulheres brasileiras têm acesso a informações e têm a oportunidade de vivenciar um parto normal e empoderador, além de conseguir amamentar seus filhos.
Aproveitem e leiam esta reportagem da revista Galileu: Parto sem Cortes, que mostra a história de mulheres que optaram ter seus bebês de parto natural, sem a aplicação de anestesia e até mesmo longe de médicos e hospitais.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Filmes: Parto Orgásmico e O Aborto dos Outros

Parto Orgásmico

(Orgasmic Birth) de Debra Pascali-Bonaro.

Documentário. Estados Unidos, 2007. 87min.

Desafiando o mito de que é doloroso e perigoso por natureza e deve ser deixado nas mãos dos médicos, o filme mostra as potencialidades emocionais, espirituais e físicas do parto. Acompanhamos de forma íntima onze mulheres que num trabalho de dar a luz o mais natural possível, gemem, beijam, riem e até gozam. O depoimento de vários especialistas no assunto, médicos e parteiras, junto com as mães, comprovam que estatisticamente esta é uma forma de parir mais saudável e mais segura, tanto para a mãe quanto para o bebê.


O filme será exibido aqui em Porto Alegre no dia 11/10/08, sábado, às 10 horas da manhã, na Sociedade Italiana do Rio Grande do Sul (Rua Gen. João Telles, 317).

Ingressos SOMENTE antecipados com zezedoula@gmail.com.

O Aborto dos Outros

de Carla Gallo.

Documentário. Brasil, 2008. 72 min.

Ninguém é a favor do aborto, tampouco a mulher que se submete à prática. Talvez seja esta a principal mensagem do filme O Aborto dos Outros, da diretora Carla Gallo, que estreou no início de setembro em São Paulo.

Apresentado como “um filme sobre a maternidade, afetividade, intolerância e solidão”, o documentário traz depoimentos de mulheres que viveram a experiência do aborto, da adolescente engravidada por estupro à mãe que descobre a malformação do feto.

As filmagens ocorreram no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) da Unicamp e em mais três hospitais que prestam atendimento para casos previstos em lei, dentro do Programa de Aborto Legal: Hospital Pérola Byington, Unifesp e Hospital do Jabaquara, estes da Capital. “É um filme que precisa ser visto e comentado, cujo maior mérito está em abordar a problemática do aborto com foco nas mulheres. Ele é duro do ponto de vista emocional, mas mostra com serenidade e clareza que não se trata de uma experiência fácil, mesmo para a mulher opta pelo aborto”, diz o ginecologista e obstetra Ricardo Barini. Ele aparece no documentário realizando o ultrassom e depois a interrupção da gestação de um feto anencéfalo, autorizada por um juiz de Campinas.

"Não é um filme panfletário, longe disso. É uma proposta de discussão sobre um problema gigantesco da sociedade brasileira, que criminaliza o aborto, mas é um dos países com maiores índices nessa prática (1.200 mil por ano, segundo estimativas do ministério da saúde, 2007/ uma a cada 4 gestações é interrompida voluntariamente)", diz Carla Gallo, diretora do filme.

O filme será exibido aqui em Porto Alegre no Cine Santander Cultural, na 3ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, no dia 25/10/2008, sábado, às 19 horas. Entrada Franca.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Amamentar reduz risco de câncer de mama



Artigo publicado no BBCBrasil.com.


Amamentar reduz risco de câncer de mama, diz estudo. Mães que amamentam seus filhos por um total de um ano reduzem em quase 5% os riscos de desenvolver câncer de mama, sugere uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha.


O estudo foi conduzido por pesquisadores da World Cancer Research Fund, uma organização de pesquisa sobre a doença. Eles fizeram uma revisão de quatro estudos sobre amamentação e concluíram que amamentar por pelo menos um ano reduz os riscos de desenvolver esse tipo de câncer em 4,8%.


De acordo com a pesquisa, os 12 meses de amamentação não precisam ser contínuos - amamentar dois bebês durante seis meses, por exemplo, teria o mesmo efeito na saúde das mães.
"Queremos levar adiante a mensagem de que amamentar é algo positivo que as mulheres podem fazer para reduzir o risco de câncer de mama", disse Rachel Thompson, que coordenou o estudo.

"Reduzir o risco em 5% pode não parecer muito, mas quanto mais tempo uma mulher amamentar, mais irá reduzir esse risco", afirmou Thompson.

Benefícios

Segundo os pesquisadores, a amamentação diminui os níveis de alguns hormônios relacionados ao câncer no sangue das mães.

Além disso, depois do período de aleitamento, o corpo elimina quaisquer células que podem ter o DNA danificado nas mamas, o que também contribui para uma diminuição no risco de desenvolver a doença.

O estudo ressalta ainda que os efeitos da amamentação não ocorrem apenas no corpo das mães, mas estendem-se para a saúde dos bebês.

A revisão das pesquisas sobre o aleitamento materno indica que bebês que foram amamentados são menos propensos a consumir muitas calorias ou proteínas em excesso e se tornarem obesos.

O excesso de gordura no corpo aumenta o risco de pelo menos seis tipos de câncer – nos rins, pancreático, no esôfago, de mama no período pós-menopausa, endometrial e nos intestinos.

Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que amamentar pode diminuir os riscos de desenvolver outros problemas de saúde nas mães, como artrite e a diabetes.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que mães alimentem seus filhos exclusivamente com leite materno até os seis meses de idade e continuem a oferecê-lo junto a outros alimentos até os dois anos de idade.

Os pesquisadores da World Cancer Research Fund recomendam a mesma prática.

"Porque as provas de que amamentar reduz os riscos de desenvolver câncer de mama são tão convincentes, recomendamos que as mulheres amamentem seus filhos durante seis meses e depois continuem com uma dieta complementar", afirmou Thompson.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Gesso, Pronto Atendimento e Freddy, o Cachorrinho

Esta semana começou bem lá em casa: minha mãe caiu no sábado e rompeu os ligamentos do tornozelo. Teve a perna engessada e agora está de molho por três semanas. Como é ela quem me ajuda diariamente com as crianças, meu pai teve que assumir o lugar dela. Para piorar, meu filho caiu ontem na escola e torceu o joelho e sentia muita dor hoje de manhã. Pedi ao pai dele que o levasse no pronto atendimento, onde diagnosticaram uma torção e colocaram uma tala de gesso em meu filho também. Assim, estão os dois hoje deitados juntos e repousando: minha mãe e meu filho.


Há dez dias atrás, já tivemos que ir ao pronto atendimento por causa de minha filha, que levou uma mordida do cachorrinho que resgatei das ruas pelo risco de atropelamento. É um filhote e por causa do seu dente fininho, ele rasgou o lábio superior dela, que levou três pontos. O cachorro nem teve culpa, pois ela o estava incomodando e ele só se defendeu, mas minha mãe ficou furiosa comigo, pelo ferimento ter sido no rosto. Como fui eu quem levou o filhote para casa, é lógico que ela botou a culpa em mim. :-(
Eu nem cheguei a falar do Freddy aqui no blog, que passou umas duas semanas conosco, até eu encontrar um novo lar para ele. Eu o anunciei para doação no Bicho de Rua, uma rede solidária na defesa dos animais de rua. Em menos de uma semana, tive vários interessados no bichinho e consegui doá-lo com a maior facilidade.
Apesar de eu adorar animais, não tenho condições no momento de ter um em casa. Foi bom ter o Freddy em casa, mas foi melhor ainda, quando ele foi embora, devido ao trabalhão que dava. Mas é lógico que não podia ficar indiferente ao ver um filhote andando sozinho nas ruas, com sério risco de atropelamento. Na mesma hora, o peguei no colo e o levei para uma Pet Shop, para que dessem banho e tirassem os carrapatos dele. As crianças o adoraram, é lógico, e queriam ficar com ele, mas minha mãe foi taxativamente contra, já que a carga de trabalho aumentaria muito para ela, como, de fato, aconteceu. Não só para ela, como para mim, que tinha que chegar do trabalho e limpar o cocô do cachorro do meu minúsculo pátio (meu apartamento é térreo).
Enfim, o Freddy ganhou um novo lar e meus filhos tiveram uma pequena experiência do que é ter um bichinho de estimação em casa. Minha filha, tadinha, aprendeu que os animais também têm seu grau de tolerância e que revidam, quando incomodados.