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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O Caso da Episiotomia



Peguei esse texto do blog Psiquiatria e Toxicodependência, da Vanessa Marsden, que por sua vez retirou do Blog Barrigas e Bebés. Como achei o texto muito pertinente, resolvi postar aqui no meu blog:


["Birth Messages"; o caso da episiotomia]




"Faz uma análise simbólica dos procedimentos de rotina do parto hospitalar, por ela denominado de modelo tecnocrático do parto. Seu objetivo é elucidar os motivos pelos quais as instituições, a despeito das contra-indicações assinaladas pelas evidências científicas, continuam promovendo o uso rotineiro de vários desses procedimentos, entre os quais a episiotomia. Eles desempenham importantes funções rituais e simbólicas, atendendo, com sucesso, a diversas demandas importantes dos profissionais de saúde responsáveis pela assistência ao parto, das mulheres em trabalho de parto e da sociedade e cultura mais abrangentes.

A episiotomia é analisada como uma mutilação ritual. A vagina, em diversas culturas, inclusive a nossa, é símbolo por excelência daquilo que é natural, sexualmente poderoso e criativo na mulher, sendo, por isso mesmo, vista como ameaçadora pelos homens. É relembrada a figura mitológica da vagina dentada, que ameaça consumir ou castrar o macho impotente. No ocidente, a crença na superioridade da cultura sobre a natureza se expressa através da metáfora, popularizada por Descartes, do corpo-máquina humano, cujo controle e aperfeiçoamento cabe à ciência. O corpo da mulher é retratado pela medicina como uma máquina inerentemente defeituosa. Os argumentos em prol da episiotomia de rotina reiteram esta simbologia ao afirmar que sua adoção protege a parturiente e seu concepto dos perigos apresentados pelo defeituoso corpo feminino. Para a autora, esse é um dos procedimentos através dos quais se 'manifesta a tentativa cultural de utilizar o nascimento para demonstrar a superioridade e controle do Masculino sobre o Feminino, da Tecnologia sobre a Natureza'. Através dessa operaçào, a vagina é desconstruída pelo médico, oficiante do rito e representante da sociedade, para ser então reconstruída culturalmente.

Ademais, a episiotomia é útil conceitualmente para a obstetrícia. Ao transformar o nascimento em um procedimento cirúrgico de rotina, legitima-se a obstetrícia enquanto ato médico, pois se incorpora à sua prática um elemento central da medicina ocidental e uma das formas mais elaboradas de manipulação do corpo-máquina humano - a cirurgia. O ápice desse processo se dá com a adoção da cesariana como procedimento de rotina, sendo o Brasil citado como ilustração."

Robbie E. Davis-Floyd, Birth as an American Rite of Passage. Berkeleyand Los Angeles, University of California Press, 1992. (Resenha assinada por Sonia N. Hotimsky, no Notas sobre Nascimento e Parto, AnoIII, nº6, novembro de 1998, publicação do Grupo de Estudos sobreNascimento e Parto / Instituto de Saúde-SES-SP).

Conheci e conversei pessoalmente com a Robbie Davis-Floyd aqui em Porto Alegre, em 2004, quando fui assistir a uma palestra dela na Faculdade de Enfermagem da UFRGS. Ela é antropologista cultural e passou os últimos 20 anos pesquisando assuntos na Antropologia da Reprodução, enfocando principalmente no parto, obstetrícia e trabalho das midwives (parteiras), o qual ela continua a estudar e escrever sobre o assunto. 
Para saber mais sobre ela, clique aqui.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Falando sobre Gravidez e Sexo

História verídica retirada do Surfista Platinado:


"Reunião agendada. Todos tomam seus lugares, inclusive uma das executivas, que já entrava em estágio avançado de gravidez. Enquanto eu ligava o laptop, Jurandir, meu colega de trabalho, resolveu ser simpático.
- Já está para nascer, né?

- Estou entrando no oitavo mês. Falta pouco.

- Que maravilha. E o sexo?

- Menino, continua uma maravilha. Eu nem imaginava que seria tão bom durante a gravidez.

Como assim???

- Errrr... não, não... veja bem... eu me referi ao sexo do bebê..."


É engraçado como as pessoas não pensam que uma mulher grávida tem desejo, libido e que além de mãe, ela continua sendo MULHER! Minha libido nunca diminuiu durante minhas duas gestações, pelo contrário, só aumentou e o sexo era muito melhor! Sem contar que fazer sexo nos últimas dias da gestação ajudam a iniciar o trabalho de parto, por causa do sêmen do homem. Ele ajuda a colocar para dentro e ajuda a tirar ... risos

Antes que perguntem: Não, eu NÃO estou grávida. Eu tinha este post guardado há um tempão e hoje resolvi publicar, porque achei muito engraçado. Claro que às vezes dá saudades de ter um bebê em casa, mas quando eu lembro de tudo o que passei na gravidez, com os enjôos, vômitos e crises de hemorróidas, que eu paro de pensar no assunto na mesma hora! Eu sofri muito nas duas gestações, especialmente na segunda, a da minha filha, já que, além de todo o sofrimento físico, a crise de meu casamento piorou muito e o mesmo acabou após três meses e meio depois dela nascer.
Já os partos de meus filhos foram MARAVILHOSOS, tenho excelentes lembranças de cada um. O primeiro, mais demorado, muitas horas em trabalho de parto, mas sem sentir quase dor, só mesmo cansaço e sono e no final, a sensação de VITÓRIA por conseguir parir meu filho naturalmente. O segundo, mais rápido e doloroso, mas extremamente gratificante e tranqüilo, pois pude parir no aconchego de meu lar e tive o apoio de meu ex-marido nesse momento tão importante de minha vida.
Eu sempre digo às pessoas: "Se eu pudesse engravidar e parir logo em seguida, sem ter que passar pelos nove meses da gestação, seria ótimo! " Eu sofri muito nas duas gestações e fiquei traumatizada pelas experiências. Poderia ter dez partos, mas não dez gestações!
Por isso, hoje eu gosto de colocar em meu blog todas as informações que possam ser úteis a mulheres tentantes e gestantes sobre gravidez, parto e amamentação e poder compartilhar minha experiência.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Cansei!


Eu não costumo ser contundente em minhas opiniões sobre a cesárea em meu blog, mas tem horas que simplesmente não dá para engolir. Já cansei da lenga-lenga de amigas e conhecidas (com raras e honrosas exceções) que me dizem: "Meu médico(a) é a favor do parto normal" ou "Estou fazendo de tudo para ser parto normal" ou "Eu quero parto normal, é claro!" e vejo cada uma delas cair em uma cesárea desnecessária - por crise de hemorróidas, por "falta" de dilatação, por "falta" de contração, por cordão enrolado no pescoço, por presença de mecônio, por rotura "prematura" da bolsa de água, por uma ou mais cesáreas prévias, etc. Pior de tudo é depois ter que ouvir o mesmo discurso de sempre: "Ah, mas minha cesárea FOI necessária."

Como diz o ditado, "o pior cego é aquele que não quer enxergar", estas mulheres estão enganando a si mesmas, inconscientemente ou não, para não ter que lidar com o fato de que não foram capazes de resistir aos argumentos de um médico dito “pró-parto-normal”, mas que, na verdade, é um cesarista disfarçado. Não é um cordão enrolado, um mecônio, uma hemorróida, uma cesárea prévia ou uma dilatação lenta que irá impedir um médico verdadeiramente a favor do parto normal de deixar a natureza correr seu curso. Ele irá monitorar com mais atenção os batimentos cardíacos do feto e da mãe, irá conferir o estado de ambos e só então, irá indicar a cesárea, se for realmente o caso.

Já ouvi tantas desculpas para as cesáreas:

“Eu cheguei ao hospital com contrações de 5 em 5 minutos, mas aí eu não tinha dilatação, por isso teve que ser cesárea.”

Hummm ... Acho que ela chegou cedo demais ao hospital e a equipe médica não quis esperar, tacou a faca nela mesmo.

“Entrei em trabalho de parto, mas quando a bolsa estourou, vimos que ele já tinha feito mecônio há mais de um dia. Esperamos uma hora para ver se eu dilatava, mas não deu. Tive de fazer cesárea de emergência.”

Como assim, Bial? Cesárea de emergência? Que emergência? Presença de mecônio sem batimentos cardíacos fetais alterados NÃO é indicativo de cesárea!
Esperar somente UMA hora para ver se dilatava? O parto de primeiro filho pode levar de 6 a 12 horas (ou até mais tempo) e a dilatação também! São raras as mulheres que conseguem a dilatação completa em uma hora!


No início da gravidez: “Eu quero parto normal”
No meio da gravidez, em meio a uma crise de hemorróidas: “Meu médico disse que não vai dar para ser parto normal, por causa das hemorróidas.”
No final da gravidez: “Afinal, eu marquei a cesárea para o dia tal, vocês podem ir me visitar no dia seguinte.”

Essa foi uma das conhecidas que mais me decepcionou, pois na primeira dificuldade (as hemorróidas), ela desistiu rapidinho de ter um parto normal e caiu no papo do médico, mesmo depois de eu ter buscado informações de que hemorróidas não contra-indicavam, de maneira alguma, o parto normal. Ela nem esperou entrar em trabalho de parto, fez uma cesárea com hora marcada! Para quem queria parto normal, ela mudou de idéia muito rapidinho e sem questionar!
E mais tarde, quando fui visitá-la no hospital, ela mal conseguia se mexer por causa da dor do corte da cesárea. Será que valeu a pena?

“A médica marcou uma data para eu começar a sentir as dores. Se as dores não começassem até aquela data, ela faria a cesárea. Aí o dia chegou, eu não sentia dor nenhuma, então ela marcou a cesárea.”

Quer dizer que agora tem hora marcada para começar a sentir as dores do trabalho de parto? O que vem a seguir? Marcar a cesárea quando confirma a gravidez? Ah é ... há mulheres que já fazem isso ...

Finalizo com o discurso que 10 entre 10 mulheres que sofrem uma cesárea dizem, depois de não terem conseguido um parto normal pelas razões que eu listei acima:

“Minha médica é super a favor de parto normal. Ela tentou de tudo. Confio plenamente nela e a cesárea foi absolutamente necessária.”

Então tá. A médica é tão a favor do parto normal, que acabou fazendo uma cesárea desnecessária. Imagina se ela não fosse ... !!!


quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Cesariana aumenta risco de diabetes em bebês


Artigo publicado no BBCBrasil.com.

Bebês que nascem por cesariana têm 20% mais chances de desenvolver diabetes tipo 1, indica uma pesquisa publicada na revista científica PubMed.

Os pesquisadores da Queen’s University, em Belfast, na Irlanda do Norte, revisaram 20 estudos já publicados sobre crianças nascidas por cesárea que sofrem de diabetes tipo 1.

Os resultados indicam que esse tipo de parto contribui para um aumento de 20% no risco do bebê se tornar diabético.

Segundo os pesquisadores, esse aumento não pôde ser explicado por nenhum outro fator como peso da criança no nascimento, idade da mãe, diabetes na gestação ou aleitamento materno.

De acordo com Chris Cardwell, que liderou o estudo, é provável que esse aumento ocorra porque os bebês que nascem por esse método são expostos primeiro à bactéria proveniente do hospital, e não da mãe.

O risco normal de um bebê desenvolver a diabetes do tipo 1 é de três para cada 1 mil crianças.

Opção

De acordo com Iain Frame, diretor de pesquisa da ONG Diabetes UK, que trabalha com pacientes diabéticos, as mães devem levar esse risco em consideração quando há escolha pelo tipo de parto.

“Já sabemos que a genética e as infecções infantis têm um papel importante no desenvolvimento da diabetes tipo 1 em crianças, mas os resultados desse estudo indicam que o modo como o bebê nasce pode afetar as chances de desenvolver essa condição”, afirmou o diretor.

Segundo ele, são necessárias mais pesquisas nessa área para descobrir a relação entre a cesariana e o risco de desenvolver a diabetes tipo 1.

Um levantamento encomendado pelo Ministério da Saúde do Brasil e divulgado em maio deste ano, usou dados de 2006 e indica que a cesariana representa 43% dos partos realizados no setor público e no privado.

Entre as mulheres que utilizam planos de saúde, esse percentual é ainda maior e chega a 80%. No Sistema Único de Saúde (SUS), 26% dos partos são cesáreas.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Maternidades têm até dezembro para incentivar parto humanizado

Notícias da Anvisa

Brasília, 22 de julho de 2008 - 16h45


Os serviços de atendimento obstétrico e neonatal têm até dezembro para adotar medidas que incentivem o parto humanizado e a redução dos índices de mortalidade materna e neonatal no país. As novas normas, que definem alguns pontos que mudam a relação "serviço x mulher x bebê x acompanhante", constam da resolução RDC 36 e da Instrução Normativa 02 , da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


"O desafio de vincular o pré-natal ao ambiente do parto, além dos demais conteúdos incluídos pela Anvisa nas novas regras fortalece a estratégia de política pública e responde ao anseio da sociedade", destacou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante a solenidade da lançamento da RDC, nesta terça-feira, em Brasília. "A redução da mortalidade materna e neonatal é questão prioritária para o governo", afirmou Temporão.

O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, lembrou que nem sempre os direitos da mãe são observados na hora do parto. "As alterações propostas pela Agência fazem parte de um processo de conquista da sociedade, para garantia dos direitos das mães, dos bebês e dos familiares, que deve ser observado pelos serviços de saúde", disse o diretor-presidente. "Para que as iniciativas alcancem os resultados esperados é fundamental a cooperação das esferas estaduais e municipais", complementou Mello.

A RDC aborda aspectos de organização, recursos humanos, infra-estrutura física, materiais e equipamentos obrigatórios. Já a Instrução Normativa define critérios para a avaliação do desempenho e padrão de funcionamento global do serviço, inclusive com o levantamento de dados epidemiológicos.

O regulamento se aplica a toda a instituição de saúde no país, que exerça atividade de atenção obstétrica e neonatal, seja ela pública, privada, civil ou militar, funcionando como independente ou inserida em um hospital geral, incluindo aquelas que executam ações de ensino e pesquisa.

Nem todas as normas têm prazo para entrar em vigor. Em relação à estrutura física, os serviços de saúde só terão que se adaptar quando forem realizar reforma ou ampliação. As futuras construções terão que ser planejadas de acordo com as novas regras. Os demais dispositivos, que envolvem a forma como as atividades são desempenhadas, devem ser adotados até 1º de dezembro de 2008.

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES A VIGORAR ATÉ DEZ/2008

Adota a presença de acompanhante de livre escolha da mulher no acolhimento, trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.
Proporciona acesso a métodos não farmacológicos e não invasivos de alívio à dor e de estímulo à evolução fisiológica do trabalho de parto.
Possibilita que os períodos clínicos do parto sejam assistidos no mesmo ambiente.
Garante à mulher condições de escolha das diversas posições no trabalho de parto, desde que não existam impedimentos clínicos.
Estimula o contato imediato, pele a pele, da mãe com o recém-nascido, favorecendo vínculo e evitando perda de calor.
Estimula o aleitamento materno ainda no ambiente do parto.
Adota o Método Canguru, quando indicado.


PRINCIPAIS ALTERAÇÕES QUE DEVEM VIGORAR QUANDO DA REFORMA, AMPLIAÇÃO OU CONSTRUÇÃO DO SERVIÇO

Adota o Quarto PPP (para partos normais). Este ambiente tem capacidade para um ou dois leitos com banheiro anexo.
Prevê área para movimentação ativa da mulher, desde que não existam impedimentos clínicos.
Prevê soluções para alívio não farmacológico da dor e de estímulo à evolução fisiológica do trabalho de parto, tais como: barra fixa ou escada de Ling; bola de Bobat ou cavalinho.
Garante a adoção de alojamento conjunto desde o nascimento.
Garante a privacidade da parturiente e seu acompanhante.

Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa

quarta-feira, 5 de março de 2008

Ser vegetariana



Hoje vou falar de minha opção de vida desde 2005: ser vegetariana. Muita gente me pergunta por que tomei essa decisão e qual foi a minha motivação?

Antes, eu somente via o vegetarianismo como uma opção de vida interessante para os outros, não para mim. Quando fiquei grávida de meu primeiro filho, no final de 2001, e os enjôos começaram, minhas dificuldades com a alimentação também começaram. Eu não tolerava qualquer alimento e tolerava menos ainda os de origem animal. Quando começaram os vômitos, pois eu fui uma grávida com hiperemese gravídica, meu organismo simplesmente se recusou a ingerir leite e carne. Tinha que procurar alimentos de origem vegetal e nada de laticínios. Como essa fase foi meio curta, entre a 10ª e 14ª semana de gestação, não cheguei a pensar em mudar minha alimentação.

Porém, na segunda gravidez, em 2004, tudo transcorreu normalmente até a 7ª semana de gestação, quando começaram os famigerados enjôos e vômitos. Desta vez, vomitava dez vezes por dia ou mais, não conseguia comer nada, repugnei carne, leite e frango e muitos alimentos de origem animal. Meu pesadelo recomeçara como na primeira gravidez, porém em quantidade e intensidades maiores. Tentei trabalhar nesse período, mas os vômitos repetidos não me permitiam, tive que me afastar por mais de três semanas. Fiquei tão fraca, que passava os dias deitada, sem forças, pois além de não comer nada, vomitava qualquer coisa que estivesse no estômago, mesmo que fosse somente água. Foi nesse período que pensei seriamente em virar vegetariana, mas como ainda estava casada e meu ex-marido é um gaúcho fanático por churrasco, acabei desistindo dessa opção.

Quando me separei, em 2005, aluguei um apartamento para morar com meus filhos. Desta vez, era dona de meu próprio nariz e não tinha ninguém a quem dar satisfação. Pensei comigo mesma: “Agora sim posso me tornar vegetariana, pois estou sozinha e não tenho ninguém em casa para criticar essa minha opção de vida.” E assim foi. Tornei-me vegetariana em abril daquele ano e comecei a ensinar meus filhos a comer sem carne.

Muitas pessoas me perguntam: “Teus filhos também são vegetarianos?”. Eu respondo que não, pelas seguintes razões:

  1. A opção de se tornar vegetariana foi minha e não deles. Quando eles tiverem idade suficiente para entender, poderão tomar a decisão de serem vegetarianos por sua própria conta.
  2. O pai deles não é vegetariano e eles passam um fim de semana a cada 15 dias com ele, que não mudaria sua alimentação por causa dos filhos e nem faria comida vegetariana para eles.
  3. Meus pais não são vegetarianos e são eles quem cuidam e alimentam meus filhos, quando eu saio para trabalhar. Na minha família, carne, frango ou peixe é um prato que deve estar sempre presente no cardápio diário. Porém, eles respeitam minha opção e minha mãe já aprendeu a fazer várias receitas vegetarianas por minha causa.
  4. As escolinhas que eles freqüentam não têm opção de cardápio para vegetarianos. Eu teria que mandar o lanche de casa, mesmo estando incluído no valor da mensalidade.

Quando meus filhos estão em casa comigo, eles seguem meu cardápio ovo-lacto-vegetariano. Muitas vezes, eles me pedem um bife, mas já aprenderam que “a Mamãe não come animais” e “a Mamãe não compra carne”. Minha filha já surpreendeu a esposa nutricionista de meu colega, ao retirar a alface de um sanduíche e comê-la todinha e ainda pedir: “Mãe, eu quero mais alface!”.


Finalizando, hoje conheci um blog muito interessante, o Brazil Nut, da Andréa, uma brasileira vegan que vive em New York. Agradeço a indicação do blog à minha querida amiga Silvia.

Em um dos posts, ela fala de uma atriz americana, a Christina Applegate, que faz campanha pela Peta contra o uso de peles:

Aqui coloco mais notícias da mídia de outras atrizes americanas que também são vegetarianas e que fazem campanha em defesa pelos animais:


Alyssa Milano se veste de verde para participar de campanha pró-vegetarianismo

Vestida de aspargos, folhas de alface e couve, atriz apóia ação do Peta

Alyssa Milano é daquelas mulheres que veste a camisa por um ideal. Foi o que a atriz fez pelo Peta - People for the Ethical Treatment of Animals - orgão que luta em defesa dos animais, que está promovendo uma ação pró-vegetarianismo.

Alissa, que não come carne há anos, comprou a briga e decidiu participar da campanha, cujo slogan é: "Deixe o vegetarianismo crescer em você".

Para entrar no clima, a atriz se vestiu de verde da cabeça aos pés. O traje que ela fotografou para a campanha é um longo, composto de um corpete de aspargos, com detalhes em alface e uma saia toda feita com folhas de couve. Um luxo só.

"O mundo já tem tanto sofrimento. Escolher ser vegetariano é uma coisa que você pode fazer para diminuir o sofrimento com uma ação diária", disse a atriz.

Natalie Portman se tornou vegetariana depois de ver documentário

Atriz ficou chocada ao ver cirurgia em frango e nunca mais comeu carne

Vegetariana desde a infância, Natalie Portman parou de comer carne depois que viu um documentário mostrando cirurgias em animais.

"Eu tinha uns 9 anos quando vi um filme sobre cirurgia a laser em frangos” contou a atriz. Ela ficou tão assustada que resolveu tornar-se vegetariana.

Mesmo sendo fã de carne, Natalie se manteve fiel ao estilo de vida adquirido. “Foi duro. Eu adorava a carne mal passada que minha mãe fazia, mas nunca mais comi carne ou peixe”, afirmou.