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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A Escritora e Eu

Sabe aquela pessoa que a gente pensa que não verá tão cedo novamente, porque ela mora em uma ponta do país e você em outra e que vocês só se encontraram pessoalmente, por uma coincidência de datas em 2007, no Rio de Janeiro? Pois bem, ela estará em Porto Alegre em novembro, para participar da 54ª Feira do Livro. É lógico que já combinamos de nos encontrar, apesar dela ficar somente três dias por aqui.


Eu conheci a Socorro Acioli através da lista da Amigas do Parto em 2003 e acompanhei sua trajetória na luta para ter a filha de parto normal - o que, de fato, ela conseguiu. Ela também amamentou prolongadamente sua filha até os três anos de idade, mesmo enfrentando dificuldades para amamentar no início. Mas ela superou tais dificuldades e conseguiu, porque nunca desistiu. E além de ter tido sua filha de parto normal e amamentar prolongadamente, ela também é vegetariana, o que dá mais um ponto de identificação comigo. Ela é jornalista e escritora e mora em Fortaleza, Ceará.


Em maio de 2007, a empresa que eu trabalhava me enviou ao Rio de Janeiro para realizar um trabalho na matriz e claro que aproveitei para encontrar minhas amigas cariocas da lista e da luta pelo parto normal: a Ingrid e a Silvia. Como a Socorro estaria nesses mesmos dias no Rio de Janeiro, participando do 9º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, combinamos de nos encontrar lá. A Ingrid foi me buscar no domingo no hotel em que estava hospedada e me levou ao Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde acontecia o salão e onde nos encontramos com a Silvia e depois com a Socorro. Era a primeira vez que eu me encontrava com amigas virtuais da lista de fora de Porto Alegre e foi muito bom conhecer as três pessoalmente.
Encontrei-me novamente, por casualidade, com a Socorro no Aeroporto do Galeão, quando ambas estávamos voltando para seus respectivos estados: eu, para o Rio Grande do Sul e ela, para o Ceará. Como era ainda época do caos aéreo, ficamos várias horas esperando para embarcar em nossos respectivos aviões e aproveitamos para conversar bastante na sala de espera do embarque. Ela é muito alegre e divertida pessoalmente, o que me surpreendeu, pois eu tinha uma imagem totalmente diferente dela na lista, a achava muito séria. Gostei de conhecê-la, por isso fiquei agradavelmente surpresa, quando li no blog dela que ela estava vindo para POA. Ontem à noite, nos encontramos no msn e já combinamos de nos encontrar na Feira. Eu mostrarei para ela o que há de "imperdível", segundo palavras delas, para comprar aqui, e os melhores restaurantes vegetarianos da capital, já que o prato típico do RS, o churrasco, não nos agrada, pela nossa opção alimentar.
Para quem quiser conhecer a Socorro, vai aí a programação dela na Feira do Livro:

Dia: 11/11/2008 (terça-feira)
Hora: 10:30
Local: Arena das Histórias - Armazém A1 do Cais do Porto - Área Infantil e Juvenil
Encontro com Socorro Acioli
Bem vinda a Porto Alegre, Socorro! :-)

segunda-feira, 10 de março de 2008

Tapa de Humor Não Dói


Um pouco de humor nesta segunda-feira, para começar a semana feliz, leve e bem humorada. O texto abaixo foi retirado do livro “Tapa de Humor Não Dói – A Hora e a Vez das Mulheres Gozarem”, do Grelo Falante, composto por cinco mulheres cariocas: Claudia Valli, Carmen Frenzel, Claudia Ventura, Lucília de Assis e Suzana Abranches. Comprei este livro em outubro de 1999 e ele me garantiu boas risadas, por isso quero compartilhar alguns textos com vocês, sendo este o primeiro:


Eu era feliz e não sabia ...

  1. Pior do que nunca achar o homem certo é viver para sempre com o homem errado.
  2. Pior do que ter um marido barrigudo é ter um marido barrigudo, careca, pobre e de pau pequeno.
  3. Pior do que você descobrir que a sua perna ta cheia de celulite é “ele” descobrir antes.
  4. Pior do que o seu namorado pegar você dando a buça numa transa quente é seu namorado pegar você tirando o buço com certa quente.
  5. Pior do que uma crise de rinite é uma crise de rinite durante um jantar romântico.
  6. Pior do que não gozar é ter que responder que gozou.
  7. Pior do que trocar todos os seus documentos para incluir o sobrenome de casada é ter que trocar tudo novamente, tempos depois, para retirá-lo.
  8. Pior do que quebrar o salto é quebrar a cara.
  9. Pior do que um homem de carteira cheia e cabeça vazia é um homem de carteira vazia e cabeça cheia.
  10. Pior do que homem que faz plantão fora de casa é homem que vira planta e vegeta dentro de casa.
  11. Pior do que marido falso é marido de verdade.
  12. Pior do que marido que não ouve é marido que reclama.
  13. Pior do que homem que não fala é homem mal falado.
  14. Pior do que o ex-marido, só mesmo o atual.


“Se eu não sou nada, então posso ser tudo.”

Tapa de Humor Não Dói, Grelo Falante, Editora Objetiva, 1999, pág. 43.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Almoço e livros

  • Hoje fui almoçar no Riversides Shikki e ao mastigar a salada, encontrei um pedaço de plástico nela. Chamei o garçom e mostrei meu achado. Ele chamou o gerente, que primeiro me pediu mil desculpas, que isso nunca tinha acontecido antes e disse que não poderia dar desconto pelo ocorrido, quando eu pedi. Alguns minutos mais tarde, ele voltou e disse que meu almoço seria cortesia. Ainda bem, porque senão eu ia fazer uma propaganda bem negativa a respeito deles. A comida estava boa, mas o atendimento deixou a desejar.

  • Hoje chegou meu livro O Milagre da Abadia da Phillippa Carr pelo correio! O melhor de tudo é que a edição é em Português, já que todos os outros livros que tenho da coleção são em Espanhol ou Inglês. Este livro é de 1974, Editora Artenova, Rio de Janeiro. Desconfio que essa editora não exista mais, porque não consegui encontrar o site deles na internet. Pior que eu me lembro de ter lido um livro em português, em uma locadora de livros e me arrependo até o último fio de cabelo por não ter comprado o livro na época, ao invés de simplesmente alugar. Com perseverança, vou conseguir completar a série Daughters of England.

Daughters of England Series

  1. Miracle At St. Brunos (1972)
  2. The Lion Triumphant (1973)
  3. Witch from the Sea (1975)
  4. Saraband for Two Sisters (1976)
  5. Lament for a Lost Lover (1977)
  6. The Love Child (1978)
  7. The Song of the Siren (1980)
  8. The Drop of the Dice (1981)
  9. Will You Love Me in September? (1981)
  10. The Adulteress (1982)
  11. Knave of Hearts (1983)
  12. Zipporah's Daughter (1983)
  13. Voices in a Haunted Room (1984)
  14. The Return of the Gypsy (1985)
  15. Midsummer's Eve (1986)
  16. The Pool of Saint Branok (1987)
  17. The Changeling (1989)
  18. The Black Swan (1990)
  19. A Time for Silence (1991)
  20. The Gossamer Cord (1992)
  21. We'll Meet Again (1993)
  22. Daughters of England (1995)

Os livros que estão em negrito são os que eu possuo em minha biblioteca pessoal. O primeiro livro que ganhei da coleção foi o El Regreso Del Gitano no meu aniversário de 19 anos, que comemorei na casa de minha avó em Rosário, Argentina, em julho de 1987. Foi lendo e relendo o livro é que percebi que ele se referia a personagens de livros anteriores e que a história começava bem antes daquele livro. Assim, comecei minha busca pelos livros da que se tornou minha autora preferida, Phillippa Carr.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Leituras e releituras

Quando eu estava na 6ª série, uma professora minha comentou que lendo o livro "O Pequeno Príncipe", de Saint-Exupéry, pela segunda vez, a visão do livro seria totalmente diferente de quando lido pela primeira vez. Eu então fui correndo pegar o livro na biblioteca da escola para lê-lo pela primeira vez e assim poder lê-lo pela segunda e sentir a tal "mágica". Qual não foi a minha decepção, ao ler o livro pela segunda vez, logo após a primeira leitura, de não sentir essa "mágica". O fato é que essa "mágica" existe, mas não daquela maneira, lendo uma vez e relendo em seguida, como eu fiz na ocasião. Eu sei que irei sentir essa "mágica" isso ao ler o livro hoje, já adulta, e tendo a experiência de vida que eu não tinha na época. (Falando nisso, tenho que conseguir um exemplar do livro para ler.)
Engraçado que tive essa experiência com uma revista, a Capricho, da qual fui fã inveterada e assinante em 1987 e 1988, entre meus 18 e 20 anos de idade. Antes de assinar a revista, eu corria para as bancas, atrás do novo exemplar e o devorava, com todas suas notícias interessantes. Guardava com zelo e ciúmes cada revista de minha coleção. Lembro de duas reportagens da época, que eram tudo o que eu queria na vida: uma falava de como conhecer a Europa, trabalhando a bordo de um navio, e a outra, trabalhando como Au-pair (babá). Eu já tinha um bom nível de inglês na época, além do espanhol fluente, minha língua materna, e enviei meu currículo para concorrer a uma vaga nesses navios. Como eu era somente estudante universitária na ocasião e não tinha nenhuma experiência profissional, é obvio que eles nem se dignaram a responder minha carta. Quanto à segunda opção, a de trabalhar como Au-pair em casas de família na Europa, recebi um sonoro "não" como resposta de meu pai. Lá se foram meus sonhos de conhecer a Europa com meus então 18 anos, já que eu morava com meus pais e dependia financeiramente deles. Bem, uns poucos anos mais tarde, comprei um exemplar da Capricho e pensei que teria uma deliciosa leitura. Que decepção! Achei que a qualidade da revista havia decaído muito e que suas reportagens não eram mais tão interessantes. O que não me dei conta na época foi de que eu havia mudado e a época também, por isso já não achava mais a revista interessante. Nas aulas de filosofia na faculdade, aprendi uma frase que nunca esqueci: “Um homem nunca cruza o mesmo rio duas vezes, porque o rio não é mais o mesmo e o homem, tampouco”, do filósofo pré-socrático
Parmênides. Isso é muito verdadeiro. A pessoa que eu era aos 18 anos é muito diferente da pessoa a qual sou hoje, por isso a visão que eu tinha ao ler certos livros naquela idade, será muito diferente da que terei, ao lê-los hoje.

Eu sou uma devoradora de livros e estou sempre lendo algum livro. Como tenho muitos livros em casa, costumo reler meus livros preferidos várias vezes e muitas vezes me acontece de ver um detalhe diferente no livro que não havia percebido na leitura anterior. Leio por prazer, adoro romances, especialmente da Literatura Inglesa, e minha autora preferida nessa categoria é Phillippa Carr (também conhecida como Victoria Holt e Jean Plaidy, mas seu verdadeiro nome era Eleanor Hibbert [1906-1993]), cujos livros não consigo encontrar no Brasil. Minha última remessa de livros dela foi comprada pela Amazon, enviada à casa de meu amigo David, em Austin, e trazida na mala de meu colega Rodolfo, quando veio de lá em abril do ano passado.




Os outros livros foram comprados em livrarias de Rosário, Argentina. Ainda não consegui completar a coleção, cuja história começa com William, o Conquistador, no século XVI, e vai até a 2ª Guerra Mundial, no século XX. Cada livro é contado por uma mulher da família, e o seguinte por sua filha, pela filha da filha, pela filha da filha da filha e assim vai. São histórias muito interessantes, pois estão enquadradas em toda a história da Inglaterra e da França daquelas épocas.

Fui procurar referências para colocar aqui no blog e acabei encontrando dois sites interessantíssimos:
LibraryThing, um clube de leitores de todo o mundo e onde você também pode catalogar a sua biblioteca, e o Sebo Cultural, onde encontrei um livro de Phillippa Carr editado pela Artenova no Brasil – é meu, eu já comprei, tira a mão!


Se eu encontrar todos os livros que quero, irei à falência ... :-)