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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Amamentação e Gripe A

Amamentação e Gripe A (H1N1 - “Gripe Suína”)



A amamentação é recomendada para proteger bebês durante surto de gripe suína pelo United States Breastfeeding Committee:

“Os bebês não amamentados estão especialmente vulneráveis a infecções e hospitalização por doença respiratória severa. Mulheres que dão bebês à luz devem ser estimuladas a iniciar cedo o aleitamento e a alimentar os filhos com frequência.


Pesquisas mostram, sem dúvida, que a amamentação é uma fonte segura e confiável de alimento, com uma infinidade de células e anticorpos que combatem totalmente as doenças, ajudando a proteger os bebês contra germes e enfermidades. Mães expostas à gripe produzem proteção específica aos filhos, transmitindo-as aos bebês através de seu leite. As formulas preparadas não oferecem essas propriedades específicas de combate a infecções. A suplementação desnecessária com fórmula deve ser eliminada, para que o bebê possa receber o máximo possível de anticorpos protetores maternos e outros fatores protetores imunológicos.


Além de manter o aleitamento materno, pais e cuidadores ajudam a proteger o bebê contra disseminação de germes, quando:

Adultos e bebês tiverem as mãos lavadas, com freqüência, com sabão e água, em especial, após os bebês colocarem as mãos na boca.

Mães e bebês forem mantidos próximos o mais possível e encorajados, bem cedo e com frequência, a terem contato pela pele.

Houver limites de partihamento de brinquedos e outros itens que tenham passado pela boca do bebê, com a lavagem completa das mãos, usando sabão e água, e dos objetos.

Chupetas (inclusive o prendedor da chupeta e a alça) e outros itens forem mantidos afastados da boca dos adultos ou de outros bebês antes de serem dados ao seu bebê .

Tiverem nariz e boca cobertos ao tossir ou espirrar. ”

United States Breastfeeding Committee (USBC) – Comitê de Aleitamento Materno dos Estados Unidos. O United States Breastfeeding Committee (USBC) é uma coalisão independente e sem fins lucrativos de 41 organizações profissionais, educacionais e governamentais influentes, Representando mais de meio milhão de profissionais preocupados e famílias atendidas, o USBC e as organizações filiadas têm a mesma missão de melhorar a saúde do país através do trabalho conjunto de proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno. Mais informações sobre esse centro podem ser obtidas em www.usbreastfeeding.org.


Vejam o artigo completo aqui.
Fonte: Amigas do Peito

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Uma história de amamentação

Autor: Charles Attwood

Meu tataravô, Dr. Curtis Burke Attwood, que praticava medicina em Newberry, Carolina do Sul no século 18, não acreditaria se soubesse que temos hoje profissionais especializados em aleitamento materno, que atuam como consultores. Eles recebem certificado específico de uma entidade (um conselho) de classe, a International Board of Lactation Consultant Examiners. Nos tempos do meu avô, praticamente todas as mulheres amamentavam seus bebês, mas hoje apenas 59,7% das mães começam a amamentação no hospital e, depois de seis meses, só 21,6% continuam fazendo isso. O objetivo da campanha Healthy People 2000, que visa melhorar a saúde da população para o próximo milênio, é ter 75% das mulheres amamentando seus bebês ao saírem do hospital e 50% seguindo esse procedimento seis meses depois. Como se vê, estamos muito aquém dessa meta.

As vantagens do aleitamento materno são enormes. Os bebês ficam menos sujeitos a doenças agudas e alergias. Os vínculos entre a mãe a criança são reforçados, muito mais que entre mães e filhos que foram alimentados com mamadeira. Então por que só 1/5 das crianças até seis meses de idade mamam no peito? Eu sempre reclamei com meus colegas que nós não dispensamos tempo suficiente para explicar a nossas pacientes esses procedimentos e outras práticas saudáveis. O que acontece, na verdade, é que não damos a elas tempo para fazerem perguntas. Atualmente, as gestantes mal passam 24 horas dentro da maternidade depois de dar à luz; portanto, não temos muita oportunidade de explicar as coisas adequadamente - e frequentemente elas também não tomam a iniciativa de perguntar. Não é à toa que pensamos estar sendo mal compreendidos.

Recentemente, tive uma paciente que embora intimidada pela nossa postura apressada e distante, tentou, com muito esforço, extrair de nós algumas informações básicas. Tentou. Gloria, esse era o nome da jovem mãe, tinha dado à luz ao seu primeiro fiho, no meu hospital. Ela chamou a enfermeira e perguntou se ainda poderia amamentar o bebê, estando resfriada. "estou com tosse e com o nariz escorrendo", disse ela, "e fico preocupada com isso". Ela ia receber alta aquele dia e queria algumas respostas. Animado pela decisão dela de amamentar, orientei a enfermeira a dizer que fosse em frente. Sugeri que a enfermeira colocasse algumas máscaras descartáveis de rosto ao lado de sua cama, para que ela as utilizasse durante as mamadas. Dessa forma, Gloria não precisaria se preocupar muito. Deveríamos ter conversado com ela pessoalmente sobre aleitamento materno, mas ela estava de saída e não havia tempo. Mais tarde, durante a minha visita, parei no seu quarto. "Olá, Gloria", saudei, ao entrar e foi quando eu vi uma coisa que nunca mais esquecerei. Ponha-se agora no meu lugar. Precisei de todo o esforço possível de concentração para não alterar a minha expressão facial. Deparei com Gloria, com uma expressão confusa no rosto, e duas máscaras faciais, uma em cada seio. Depois que a história se espalhou por todo o hospital e as risadas finalmente cessaram na sala dos médicos, refleti sobre a humilhação por que Gloria passara e a sua extrema necessidade de orientação que não tivemos tempo de lhe dar. Meu bisavô Curtis Burke Attwood não teria achado a menor graça nesse episódio.

Texto retirado do livro: Dieta Vegetariana para Pais e Filhos
Foto: Minha filha Melissa mamando em meu peito, novembro de 2004.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Amamentar reduz risco de câncer de mama



Artigo publicado no BBCBrasil.com.


Amamentar reduz risco de câncer de mama, diz estudo. Mães que amamentam seus filhos por um total de um ano reduzem em quase 5% os riscos de desenvolver câncer de mama, sugere uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha.


O estudo foi conduzido por pesquisadores da World Cancer Research Fund, uma organização de pesquisa sobre a doença. Eles fizeram uma revisão de quatro estudos sobre amamentação e concluíram que amamentar por pelo menos um ano reduz os riscos de desenvolver esse tipo de câncer em 4,8%.


De acordo com a pesquisa, os 12 meses de amamentação não precisam ser contínuos - amamentar dois bebês durante seis meses, por exemplo, teria o mesmo efeito na saúde das mães.
"Queremos levar adiante a mensagem de que amamentar é algo positivo que as mulheres podem fazer para reduzir o risco de câncer de mama", disse Rachel Thompson, que coordenou o estudo.

"Reduzir o risco em 5% pode não parecer muito, mas quanto mais tempo uma mulher amamentar, mais irá reduzir esse risco", afirmou Thompson.

Benefícios

Segundo os pesquisadores, a amamentação diminui os níveis de alguns hormônios relacionados ao câncer no sangue das mães.

Além disso, depois do período de aleitamento, o corpo elimina quaisquer células que podem ter o DNA danificado nas mamas, o que também contribui para uma diminuição no risco de desenvolver a doença.

O estudo ressalta ainda que os efeitos da amamentação não ocorrem apenas no corpo das mães, mas estendem-se para a saúde dos bebês.

A revisão das pesquisas sobre o aleitamento materno indica que bebês que foram amamentados são menos propensos a consumir muitas calorias ou proteínas em excesso e se tornarem obesos.

O excesso de gordura no corpo aumenta o risco de pelo menos seis tipos de câncer – nos rins, pancreático, no esôfago, de mama no período pós-menopausa, endometrial e nos intestinos.

Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que amamentar pode diminuir os riscos de desenvolver outros problemas de saúde nas mães, como artrite e a diabetes.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que mães alimentem seus filhos exclusivamente com leite materno até os seis meses de idade e continuem a oferecê-lo junto a outros alimentos até os dois anos de idade.

Os pesquisadores da World Cancer Research Fund recomendam a mesma prática.

"Porque as provas de que amamentar reduz os riscos de desenvolver câncer de mama são tão convincentes, recomendamos que as mulheres amamentem seus filhos durante seis meses e depois continuem com uma dieta complementar", afirmou Thompson.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

A Escolha do Pediatra

Ao engravidar de meu primeiro filho, eu fiz um Curso para Gestantes com a psicóloga Flávia Koeche em 2002. O curso foi extremamente valioso, pois tínhamos palestras com diferentes profissionais da área da saúde, como obstetra, pediatra, enfermeira-obstétrica, dentista, nutricionista e de outras áreas, como doula e advogada, além da própria Flávia, que é psicóloga e especializada na área.

Foi no dia da palestra do pediatra que eu pude aprender sobre a homeopatia, que só conhecia superficialmente. Gostei muito do Dr. Cláudio, que proferiu a palestra, e decidi que ele seria o pediatra que atenderia meu parto e meu filho. Na reta final da gravidez, marquei uma consulta para conhecê-lo e conversar pessoalmente sobre as dúvidas que tinha em relação ao bebê - medos de mãe de primeira viagem. Depois, ele atendeu meu primeiro parto, que foi no hospital e por isso mesmo, exigia a presença de um pediatra. Só que ele me informou que aquele seria o último parto que ele atenderia pelo meu convênio, que ele estava se descadastrando. Fiquei muito triste, pois não podia bancar uma consulta particular nas revisões periódicas de meu filho recém-nascido. Fiz apenas a primeira consulta de meu filho e tive que procurar outro pediatra.

Pedi, então, a sugestão de um pediatra homeopata a meu obstetra, que me indicou a Dra. S. Até gostei dela na primeira consulta, apesar dela ter medido meu filho com 4 cm a menos do que ele mediu ao nascer, dizendo que tinham medido ele errado no hospital e que a régua dela é que estava certa. Na segunda consulta, pedi orientações de como fazer com meu filho, que chorava demais e só queria ficar mamando no peito sem parar. Como eu já havia lido muito a respeito, não queria oferecer chupeta a meu filho.

- Doutora, se eu oferecer chupeta a meu filho, ele vai confudir os bicos e vai acabando por desmamar precocemente.
- Mas que bobagem! Tem que dar chupeta a teu filho sim! Uma coisa não tem nada a ver com a outra!

Eu pensei comigo mesma: "Será que ela não leu NADA a respeito disso? Bem, mas ela é a pediatra e deve saber o que está dizendo". Eu caí no erro de acreditar na onipotência do médico, que eles sabem tudo e nós devemos acatar obedientemente o que eles dizem. Saí do consultório dela e comprei uma chupeta (bico) para meu filho. Para minha sorte, ele detestou a chupeta e não a aceitou. Ele queria o peito mesmo.

Na consulta seguinte, minha mãe foi comigo. Ela mediu, pesou, avaliou meu filho e estava tudo bem. Porém, no final da consulta, aos nos despedirmos, ela soltou a pérola:

- Pena que ele ainda é um bebê, porque se fosse maiorzinho, eu ia dar um pirulito para ele, como dou a todos meus pacientes!

Minha mãe e eu nos entreolhamos e pensamos juntas: "Como é que uma pediatra oferece pirulito aos pacientes?!" Eu havia aprendido no curso para gestantes que quanto mais eu retardasse o contato de meu filho com açúcares, melhor seria para a saúde bucal dele e agora a pediatra me soltava essa?! Foi nesse momento que eu soube que nunca mais poria os pés naquele consultório.

Retornei ao obstetra e relatei a questão da chupeta e do pirulito, que me pediu desculpas pela indicação inadequada. Infelizmente, ele não conhecia mais nenhum pediatra homeopata que atendesse pelo convênio para me indicar.

Eu me lembrei então de meu colega do Curso de Pós-Graduação que fiz na Faculdade de Medicina da UFRGS em 2000, o Dr. Mário. Eu pensei que, apesar dele não ser homeopata, se havia feito um curso de aperfeiçoamento, é porque tinha interesse em se manter atualizado profissionalmente. Ledo engano.

Ao comparecer na primeira consulta, o Dr. Mário ficou muito contente por rever sua ex-colega do Pós-Graduação e ao conhecer meu filho, já que na época, 2º semestre de 2000, eu estava organizando meu casamento, que ocorreu em janeiro de 2001. Ele pesou, mediu e fez os exames de rotina no meu filho de quase 4 meses e me orientou na introdução da alimentação, já que eu teria que voltar ao trabalho quando ele completasse 5 meses de idade. Até aí, tudo bem. Só que ele tinha a mania de limpar o ouvido do meu filho todas as vezes que o levava a uma consulta. Isso era extremamente incômodo para meu filho, que berrava e se debatia terrivelmente, enquanto eu ficava angustiada, permitindo que o médico torturasse meu filho daquele jeito. Depois, ele indicou as vacinas alternativas - e caríssimas - para serem aplicadas no meu filho. O que facilitava tudo é que ele próprio tinha uma clínica de vacinação, então "ficava prático, quando ele vinha à consulta, já tomava uma dose da vacina". Naquela época, eu não havia lido nada ainda sobre os efeitos adversos das vacinas e acabei dando as tais doses da vacina opcional em meu filho.

Quando meu filho completou 5 meses, o Dr. Mário liberou todos os doces: "Pode dar tudo a teu filho, agora ele já pode comer coisas doces". Já fiquei com um pé atrás com isso e resolvi seguir o plano de introdução de alimentos que eu havia recebido da nutricionista no curso de gestantes, que não incluía açúcar durante o primeiro ano de vida. Após mais uma "sessão tortura" de limpeza de ouvido, eu decidi que não submeteria mais meu filho a esse tipo de tratamento e nunca mais botei os pés no consultório do Dr. Mário. Teria que partir em busca de outro pediatra. Pedi uma indicação à Flávia Koeche, que me indicou a Dra. Valéria.

Eu adorei a Dra. Valéria! Ela nos atendia vestida com seu quimono, o consultório cheio de objetos zen, muito calma, falando sempre em tom baixo. Enfrentamos uma crise terrível com meu filho, que contraíra o rota-vírus no aniversário de um ano, fazendo com que ele tivesse muita febre, vômito e diarréia. Eu não queria que ele tomasse antibiótico, mas ela me mostrou que, naquele momento, era a melhor opção para meu filho. Só depois de muita conversa e discussão a respeito, é que aceitei que ela receitasse o antibiótico. Gostei da postura dela, de conversar e explicar as razões para receitar tal medicamento. Se tivesse sido outro médico, teria simplesmente imposto sua decisão. Adotei-a como a pediatra perfeita para meu filho e, posteriormente, para minha filha.

Conversei muito com ela a respeito da questão das vacinas e ela me disse que tinha pacientes cujos pais eram contrários à vacinação e que ela respeitava a posição deles. Ela também sabia da minha intenção de ter minha filha de parto domiciliar e só me pediu para levá-la à primeira consulta no dia seguinte a seu nascimento. Ela concordou e respeitou minhas opções, o que levou a admirá-la muito como profissional.

Infelizmente, tudo é que bom, dura pouco: Dra. Valéria passou em um concurso público em uma cidade do litoral gaúcho e se mudou para lá. Perdi a pediatra perfeita de meus filhos e que eu adorava!

Em uma consulta de rotina com meu ginecologista-obstetra, ele me mencionou que conhecera uma pediatra em um parto que atendeu e que gostara muito da postura dela e que ela partilhava da mesma visão que nós (a humanização do parto e o resgate do protagonismo da mulher durante o trabalho de parto). Ele me passou o telefone da Dra. Jaqueline, que é a pediatra de meus filhos até hoje. Ela segue a linha da Homeopatia e Antroposofia e também é muito tranqüila e aberta ao diálogo como a Dra. Valéria.

Foi um longo caminho trilhado, cheio de tropeços, mas eu acabei aprendendo a identificar o que eu quero de melhor para meus filhos.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Amamentar é Bom!

As crianças que mamam no peito são mais saudáveis. A amamentação depende, em grande parte, do apoio dado às mulheres durante a gestação e após o parto.


Fica mais fácil para amamentar quando a mãe:

• Busca informações sobre aleitamento materno para fazer as suas próprias escolhas.
• Conversa com outras mulheres que tiveram uma boa experiência com amamentação.
• Participa de grupos de apoio à amamentação antes e depois do bebê nascer.
• Cuida de sua saúde e conhece o seu corpo.
• Conhece os seus direitos.

Por que amamentar é bom para a saúde da mãe?

• Ajuda o útero a voltar ao tamanho normal depois do parto, diminuindo o risco de hemorragia e anemia.
• A mulher que alimenta o filho nos primeiros seis meses, só com o leite de peito, perde mais rapidamente o peso que ganhou durante a gravidez.
• Reduz o risco de no futuro ter diabetes, câncer de mama e câncer de ovário.


Como a família, vizinhos e amigos podem apoiar a amamentação?

• Tratando as mães com respeito e carinho.
• Reconhecendo o valor da amamentação.
• Acreditando que a mulher é capaz de amamentar, incentivando e encorajando o aleitamento materno.
• Transmitindo experiências positivas de aleitamento materno.
• Ajudando ou assumindo as tarefas domésticas para que as mães tenham tempo e tranqüilidade para amamentar.
• Facilitando a participação das mães nos grupos de apoio à amamentação.


Nas fotos acima:
Eu, Carla, amamentando meu filho Gabriel e Drika, minha querida colega e amiga, amamentando seu filho Igor.



segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Amamentação: Participe e Apóie a Mulher!

Encontrei esta notícia do blog da Renata Olah, que é Doula e Fisioterapeuta Especialista em Saúde da Mulher:

"Todo ano o Ministério da Saúde elege uma mulher para ser madrinha da Semana Mundial de Aleitamento Materno. Já apoiaram a causa Luiza Brunet, Glória Pires, Isabel Filardis, Cláudia Rodrigues, Luiza Tomé, Maria Paula, Vera Viel, Cássia Kiss, Vanessa Góes.... E neste ano de 2008, a eleita foi Dira Paes, mãe de Inácio e uma das coordenadoras da ONG Direitos Humanos.

No material que será divulgado em hospitais, postos de saúde e escolas, Dira aparece com o filho e a mãe, D. Flor que amamentou a atriz e incentiva a prática com o neto.
Além destes cartazes, folders estão à disposição da população, recheados de dicas!! Vale a pena baixar o arquivo!!"


Você sabia que ...


• No mundo inteiro recomenda-se que a criança seja amamentada
por dois anos ou mais e que nos primeiros seis meses o bebê só precisa de leite materno. Depois dos seis meses, a criança deve receber, além do leite materno, outros alimentos saudáveis.

• A cor do leite pode variar, mas ele nunca é fraco.


• Os bebês costumam mamar muitas vezes ao dia, principalmente
nos primeiros meses.

• Nem todo choro do bebê é fome, Ele pode chorar porque está
com frio ou calor, sentindo algum desconforto, fraldas sujas, ou precisando de aconchego.

• É muito importante que o bebê esvazie bem a mama, porque
o leite do fim da mamada tem mais gordura e, por isso, mata a fome do bebê e faz com que ele ganhe mais peso.

• O leite materno é personalizado, isto é, cada mãe produz leite
especialmente para o seu bebê, nas diferentes fases do seu desenvolvimento.

• Mamadeira e chupeta podem dificultar a amamentação.


Mais informações, acesse: www.saude.gov.br e www.sbp.com.br

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Semana Mundial da Amamentação

Eu sempre fui a favor da amamentação. Eu amamentei prolongadamente meus filhos: um ano e meio meu filho Gabriel Thomas e um ano e sete meses minha filha Melissa Nicole. Não tive dificuldade alguma ao amamentar meu primeiro filho, não tive fissuras ou seios ingurgitados. Porém, ao ter minha filha, apesar de ser veterana da amamentação, não me dei conta que a pega dela estava errada e tive fissuras dolorosas nos seios e minhas mamas ficaram ingurgitadas. Mesmo assim, não desisti e me recusei terminantemente a oferecer mamadeira com Nan para ela: eu dava um pouquinho de cada seio, enquando agüentava a dor, juntava o leite que pingava da outra mama e dava com a colherinha para ela. Conversei com a parteira-enfermeira-obstétrica que assistiu o parto dela, que recomendou que eu passasse óleos graxos essenciais no mamilo, para curá-los. Foi um santo remédio: meus mamilos cicatrizaram em poucos dias e pude amamentar sem problema algum! As pessoas ficavam admiradas porque ela já era "grandinha" (um ano e meio!) e ainda mamava!
Devo à minha mãe o exemplo de amamentar, pois ela sempre me falou dos benefícios da amamentação durante toda a minha vida. Apesar dela ter-me amamentado por somente sete meses, pois engravidou de meu irmão e o médico ordenou que ela me desmamasse. Ela diz que foi muito doloroso para ela fazer isso, pois eu adorava mamar! Ela ainda amamentou meu irmão por somente seis meses, pois no final dos anos 60, os médicos diziam que não precisava amamentar por "tanto" tempo e que ela deveria oferecer chupeta e mamadeira ao bebê. Ela me disse que se soubesse que podia amamentar grávida e por bastante tempo, não teria me desmamado tão cedo, nem a mim e nem a meu irmão.
Eu amamentei meu filho, estando grávida de minha filha, por três meses, até que meus seios ficaram muito sensíveis e eu o desmamei, com um ano e nove meses. Pena que não tenho fotos amamentando ele com essa idade!

Primeira mamada de meu filho Gabriel Thomas, logo após o parto - normal, de cócoras, humanizado, hospitalar, sem episiotomia e sem intervenções desnecessárias!

Primeira mamada de minha filha Melissa Nicole, logo após o parto - normal, humanizado, de cócoras, domiciliar, sem lacerações e sem nenhuma intervenção!

Minha filha mamando com 8 dias de vida.

Minha filha mamando com menos de 15 dias de vida.

Minha filha mamando, com um ano e meio de idade!



terça-feira, 13 de maio de 2008

Amamentar diminui risco de artrite da mãe

Um estudo realizado por especialistas suecos sugere que mulheres que amamentam por mais de um ano têm chances de desenvolver artrite reumatóide reduzidas pela metade.

A equipe de cientistas da Universidade de Malmo comparou 136 mulheres com artrite com 544 que não apresentavam o problema.

Eles perceberam que as que haviam amamentado por 13 meses ou mais tinham metade das chances de desenvolver a doença em relação às que nunca haviam praticado o aleitamento materno.

As mulheres que haviam amamentado durante um ano tiveram 25% menos riscos de desenvolver artrite, acrescentaram os especialistas.

Vida saudável

Segundo os cientistas, a amamentação libera grande quantidade do hormônio oxitocina, que pode reduzir os níveis de estresse, controlar a pressão sangüínea e proporcionar sensações de bem-estar.

Por outro lado, a amamentação também aumenta a carga de prolactina, estimulando o sistema imunológico e podendo ocasionar, curiosamente, a artrite reumatóide.

Os pesquisadores afirmam que estudos anteriores mostraram que as mulheres têm mais chances de desenvolver artrite logo após dar à luz e, diante dos últimos resultados, acreditam que os riscos são reduzidos com a prática da amamentação e o passar do tempo.

Os cientistas não souberam, no entanto, apontar as razões para as conclusões do estudo.

“Uma explicação poderia ser de que as mulheres que amamentam levam vidas mais saudáveis. Mas ainda não sabemos com certeza os mecanismos que explicam os benefícios da amamentação a longo prazo contra a artrite”, disseram os especialistas.

A artrite é uma doença auto-imune que ocorre quando o corpo ataca as articulações, confundindo-as com corpos estranhos.

O problema afeta mais as mulheres do que os homens.

O estudo foi publico na revista especializada Annals of Rheumatic Diseases.


Eu amamentei meus filhos por mais de um ano cada um: meu filho por um ano e nove meses e minha filha, por um ano e sete meses. Na foto acima, sou eu amamentando minha filha, que estava com um ano e seis meses na ocasião.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Leite - só se for materno ou de soja!

Com certeza, você cresceu ouvindo que leite é um alimento saudável e que você deve tomar muito, para crescer com ossos fortes, pois é uma excelente fonte de cálcio.

Bem, como estou sempre na contramão, eu não tomo leite de origem animal. Na minha geladeira, você só vai encontrar leite de soja. Meus filhos, na minha casa, só tomam leite de soja. E pasmem: eles adoram. Amamentei a cada um deles por mais de um ano e meio, sem precisar recorrer a chupetas ou mamadeiras. Meus filhos não sabem o que é uma chupeta. Minha filha não sabe o que é tomar leite na mamadeira.

Meus colegas de trabalho sempre me diziam: “Que mãe malvada que você é! Não dá chupeta ou mamadeira para seus filhos!”. Sim, claro, fui muito malvada. Nunca permiti que meus filhos estragassem sua arcada dentária com as chupetas, nem que enchessem seus estômagos com litros e litros de leite de vaca. E sabem? Eu acho que estou certa em minhas decisões, pois sempre escolhi o que é melhor para meus filhos.

Eu participo de ações em defesa do
aleitamento materno.
Eu
amamentei meus filhos.
Eu nunca dei
mamadeira à minha filha.
Eu acredito que
leite de vaca faz mal à saúde.
Eu sou
vegetariana e evito, ao máximo, os laticínios.
Eu faço boicote à
Nestlé.

É, eu sou diferente.