Mostrando postagens com marcador estudo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estudo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de junho de 2009

Estou de volta!

Depois de mais de um mês de ausência do blog, estou de volta. Foram mais de dois meses fazendo curso no IDC e estudando para o concurso para Assistente Técnico-Administrativo do Ministério da Fazenda. O concurso foi no domingo 24/05 e passei a última semana descansando, mas já estou disposta a enfrentar outro concurso, já que estudei tanto Direito. Tenho a Constituição gravada em áudio e ouvia no meu MP3 Player o tempo todo, para ver se decorava. Como não sou boa em decoreba, mas sim em raciocínio, a matéria que fui pior foi Direito Constitucional. Fiz 88 pontos e o mínimo de pontos exigidos eram 72. Mas ainda falta saber se me classifiquei para uma das 108 vagas oferecidas para Porto Alegre.
Quero agradecer a todos aqueles que torceram por minha vitória e tomara que eu corresponda às expectativas. :-)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Ficar com os avós pode ser pior para os bebês?

Segundo um estudo britânico feito recentemente, sim.

Os avós trazem coisas positivas e negativas, segundo os pesquisadores.

Muitos dos bebês que ficam aos cuidados dos avós enquanto os pais trabalham talvez se saíssem melhor em creches e na escola maternal, afirma um estudo britânico.

Os avós com frequência podem ajudar a desenvolver o vocabulário de um bebê, mas talvez não possam oferecer outras experiências educacionais e sociais que uma criança necessita, dizem pesquisadores do Institute of Education, em Londres.

Eles verificaram que crianças que foram cuidadas pelos avós aos nove meses de idade foram consideradas como tendo mais problemas de comportamento aos três anos do que as que ficaram aos cuidados de uma creche, escolinha, babá ou outro membro da família.
Um artigo sobre o trabalho será publicado na próxima edição da revista científica Journal of Social Policy, da editora Cambridge University Press.
Motivos
A pesquisa envolveu 4.800 crianças britânicas nascidas em 2000 e 2001 que estão sendo monitoradas por um estudo de longo prazo, o Millennium Cohort Study.

Os problemas de comportamento relatados pareceram afetar crianças de todos os níveis sociais.
As pesquisadoras Kirstine Hansen e Denise Hawkes também constataram que crianças de três anos que, aos nove meses de idade, ficaram na escola maternal e em creches, com frequência estavam mais preparadas para a vida escolar do que as que tinham sido cuidadas pelos avós, babás, pessoas da família ou amigos.
Em média, elas conseguiram mais pontos em uma avaliação que mediu sua compreensão de cores, letras, números, tamanhos, comparações e formas.
Entretanto, crianças cujas mães tinham alto nível educacional apresentaram vocabulários maiores se criadas por um dos avós - na maioria dos casos, a avó materna.
O estudo não investigou os motivos pelos quais as crianças deixadas aos cuidados dos avós parecem apresentar mais problemas de comportamento.
Os pesquisadores mencionaram, no entanto, estudos anteriores que concluíram que ambientes pré-escolares como a escola maternal podem ajudar as crianças a desenvolver o traquejo social de que necessitam para se relacionar com os colegas.
"Crianças que são cuidadas pelos avós, por outro lado, passam mais tempo com adultos", disseram.
Ao concluir o estudo, os pesquisadores argumentaram que avós que cuidam dos netos merecem apoio, ao invés de críticas.
Meus filhos sempre ficaram com meus pais, em especial minha mãe, para eu poder sair para trabalhar desde que eles tinham 5 meses de idade, cada um. Sem a ajuda preciosa dela, eu teria gasto uma fortuna em escolinha e eles não teriam sido cuidados com o amor e carinho de uma avó devotada. Se eu não tivesse opção, lógico, os teria deixado na escolinha. Mas, enquanto bebê pequeninos, nada melhor que minha mãe para cuidar deles!
Lógico que deixar os filhos serem cuidados pela avó tem suas desvantagens, já que ela os mima muito, mas quem não gosta de receber um carinho de avó? Que meus filhos aproveitem ao máximo a avó que eu nunca tive e nem pude curtir. Minha avó materna morreu antes de eu nascer e eu sempre morei longe de minha avó paterna, que, além de tudo, nunca foi carinhosa ou amorosa como as avós devem ser. Assim, eu nunca fui mimada por nenhuma avó e acho o máximo que meus filhos possam curtir seus avós, enquanto os têm. Se é pior para eles em termos de comportamento, pode ser, mas em termos de amor, é muito melhor.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Benefícios da amamentação prolongada

Por Kelly Bonyata



(Tradução publicada no site Amigas do Parto, original no site KellyMom - Breasfeeding & Parenting)



Amamentar crianças maiores têm benefício nutricional



Pesquisas mostram que o leite materno durante o segundo ano de vida da criança é muito parecido com o leite no primeiro ano (Victora, 1984). No segundo ano de vida, 500ml de leite materno proporciona à criança:
95% do total de vitamina C necessário
45% do total de vitamina A necessária
38% do total de proteína necessária
31% de caloria do total necessária
(UNICEF/Wellstart: Promoting Breastfeeding in Health Facilities: A short course for Administrators andPolicy Makers; WHO/CDR 93.4)
Leite materno permanece sendo um fonte importante de proteina, gordura, cálcio e vitaminas mesmo após os dois anos de vida (Jelliffe and Jelliffe,1978)
Alguns médicos podem pensar que a amamentação vai interferir em relação ao apetite da criança para outros alimentos. Contudo não existem pesquisas indicando que a criança amamentada têm maior tendência a recusar outros alimentos que a criança que já desmamou.
Na verdade, a maioria dos pesquisadores em países subdesenvolvidos, onde o apetite de uma criança desnutrida pode ser de importância vital, recomendam que a amamentação continue para crianças com desnutrição severa (Briend et al, 1988; Rhode, 1988; Shattock and Stephens, 1975; Whitehead, 1985).
Crianças maiores que ainda amamentam adoecem menos
Os fatores de imunidade do leite materno aumentam em concentração, à medida que o bebê cresce e mama menos. Portanto, crianças maiores continuam recebendo os benefícios da imunidade (Goldman et al, 1983).
Um estudo de Bangladesh demonstra, dramaticamente, os efeitos que essa imunidade pode ter. Nessas péssimas condições de vida, descobriu-se que crianças desmamadas entre o 18º e 36º mês de vida dobraram os riscos de morte (Briend et al, 1988). Este efeito foi atribuído especialmente aos fatores de imunidade, apesar de que, provavelmente a nutrição também foi muito importante.
Claro que, em países desenvolvidos o desmame não é uma questão de vida ou morte, mas a amamentação por mais tempo pode significar menos idas ao pediatra. Crianças entre 16 e 30 meses, que ainda são amamentadas, adoecem menos e por menos tempo que as que não são (Gulick, 1986)
Crianças amamentadas têm menos alergias
Está bem documentado que quanto mais tarde se introduz leite de vaca e outros alimentos alergênicos, menos provavelmente essas crianças vão apresentar reações alérgicas (Savilahti, 1987).
Crianças amamentadas são mais espertas
Crianças que foram amamentadas têm melhor performance na escola e maiores notas (Horwood and Fergusson, 1998). Os autores desse estudo, que acompanhou crianças até os 18 anos descobriram que quanto mais tempo as crianças são amamentadas, maiores as notas que recebem nas avaliações.
Crianças amamentadas são mais ajustadas socialmente
Um estudo com bebês amamentados por mais de um ano mostrou uma ligação significante entre a duração do período de amamentação o ajustamento social em crianças de 6 a 8 anos de idade. (Ferguson et al, 1987). Nas palavras dos pesquisadores: "Existem tendências estatísticamente significantes para que a desordem na conduta diminua com o aumento da duração da amamentação". Mamar durante a infância ajuda bebês e crianças a fazer uma transição gradual. Amamentação é um amororso jeito de atender as necessidades dasa crianças e bebês. Ajuda a superar as frustrações, quedas e machucões e o stress diario da infância.
Atender as necessidades de dependência da criança, de acordo com o tempo único da criança é a chave para ajudar a criança a alcançar sua independência. Crianças que conquistam sua independência em seu próprio ritmo são mais seguras dessa independência que as crianças dorçadas a isso prematuramente.
Amamentar crianças maiores é normal
A "American Academy of Pediatrics" recomenda que as crianças sejam amamentadas por ao menos todo o primeiro ano de vida, e por mais tempo se a mãe e o bebê quiserem (AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS Policy Statement, 1997). A Organização Mundial de Saúde reforça a importância de amamentar até os dois anos de vida ou mais (Innocenti Declaration, 1990). A média de idade de desmame, em todo o mundo é de 4.2 anos. (Davidowitz, 1992)
Mães que amamentam por mais tempo também são beneficiadas
a) A amamentação prolongada pode diminuir a fertilidade e suprimir a ovulação em algumas mulheres
b) A amamentação reduz o risco de câncer de ovário (Schneider, 1987)
c) A amamentação reduz o risco de câncer de útero (Brock, 1989)
d) A amamentação reduz o risco de câncer de câncer de endométrio (Petterson, 1986)
e) A amamentação protege contra osteoporose. Durante a amamentação a mulher experimenta uma diminuição na densidade óssea. A densidade óssea de uma mãe que está amamentando pode ser reduzida, em geral em 1 a 2%. No entanto, a mãe tem essa densidade de volta e pode até ter um aumento, quando o bebê é desmamado. Isso Não depende de um suplemento adicional naalimentação da mãe. (Blaauw, 1994)
f) A amamentação reduz o risco de câncer de mama (McTieman, 1986; Layde, 1989; Newcomb, 1994; Freudenheim, 1994).
g) A amamentação tem demonstrado diminuir a necessidade de insulina da mãe diabética (Davies HA, British Med J, 1989).

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Crianças nascidas de cesariana podem ser mais propensas à asma

PARIS (AFP) - As crianças nascidas de cesariana podem ser mais propensas adesenvolver asma do que os nascidos de parto normal, segundo um estudo holandês realizado com cerca de 3.000 crianças, que será publicado na edição desta semana da revista especializada Thorax.

O número de crianças que sofrem de asma aumentou consideravelmente nas últimas décadas, principalmente nos países industrializados.

Paralelamente, a proporção de partos por cesárea aumentou na maioria dos países desenvolvidos, passando de 5% nos anos 1970 para mais de 30% em 2000em certas regiões do mundo.

Caroline Roduit e seus colegas do Instituto holandês da Saúde e do Meio ambiente durante 8 anos 2.917 crianças nascidas entre maio de 1996 edezembro de 1997 na Holanda. Deste total, 247 (8,5%) eram nascidas porcesariana. A Holanda tem taxa de natalidade por cesariana fraca em relação aos demais países ocidentais.

No total da população estudada, 12,4% das crianças tiveram asma aos oitoanos de idade.

Os pesquisadores mostraram que as crianças nascidas de cesárea tinham risco maior de ter asmas, com mais probabilidade ainda entre as crianças cujos pais eram alérgicos e que tinham, portanto, uma "predisposição" a esta doença. O risco era multiplicado por dois entre as crianças com um dos pais alérgicos e por três entre as crianças com os dois países alérgicos.

"Nossos resultados destacam a importância das interações entre fatores genéticos e ambientais no desenvolvimento da asma entre as crianças", indicaram os pesquisadores.

"O aumento do percentual de cesárea é parcialmente devido ao pedido das mães, sem razões médicas", destacaram os pesquisadores. "Elas devem ser informadas sobre o risco de asma para suas crianças, particularmente quandoos países têm antecedentes de asma ou alergia", concluíram.

Este estudo é interessante para ser lido por quem acha que a cesariana é mais uma opção de livre escolha na hora de ter um filho. A cesariana é uma cirurgia e como toda cirurgia, envolve riscos, não só para a mãe, como para o bebê. Ela só deveria ser indicada em apenas 15% dos casos.
A Holanda tem um dos maiores índices de parto normal do mundo e também os maiores índices de partos domiciliares. Para um país com mortalidade infantil de 6 por cada mil nascimentos, é um belo exemplo a ser seguido.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Um Dia Histórico

Hoje é um dia histórico: foi eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos da América. Eu não costumo falar de eleições e política no blog, mas não poderia ficar indiferente a esta eleição americana. Depois de ver um homem do povo, trabalhador, assumir a presidência do Brasil e um índio, na Venezuela, agora vejo um negro assumindo a presidência daquele que já foi o país mais poderoso do mundo.

Não sou fã ardorosa dos Estados Unidos, mas tampouco sou anti-americana. É bem verdade que adoro os seriados americanos e prefiro a televisão deles à nossa, mas também sei que há muita coisa que não presta por lá. É reter o que é bom e descartar o que é ruim. Da mesma maneira, sei que nem todos os americanos são cegos e arrogantes, pois já estive lá e conheci muitas pessoas que gostavam de confraternizar com estrangeiros e eram extremamente agradáveis e gentis. Infelizmente, eram a minoria, pois a maioria costuma ignorar solenemente quem não é de seu país.



Em janeiro de 1996, eu fui a New York estudar inglês no ELS Language Center e fiquei hospedada no Wagner College, em Staten Island, no dormitório dos estudantes, Harbor View Hall, um imponente edifício de 14 andares. Os três primeiros andares eram para uso exclusivo dos estudantes estrangeiros e os restantes, para os estudantes regulares, americanos, do College. Compartilhávamos o mesmo refeitório e os estudantes americanos nos ignoravam solenemente, os únicos que conversavam conosco eram os que faziam algum estágio ou trabalho no ELS.


Após minha estada de 4 semanas em New York, viajei para New Hampshire, indo de trem até Boston, onde meu amigo me buscou e levou para sua casa. Fiquei hospedada com ele e sua família e dormi no quarto de sua filha caçula, que tinha 15 anos. A cidadezinha que morava era Center Harbor, a aproximadamente uma hora de Concord, a capital de New Hampshire. (Nessa cidade foi filmado "Num Lago Dourado", com Henry e Jane Fonda e Katherine Hepburn). As pessoas eram extremamente corteses e educadas e notei que praticamente não haviam negros por lá, diferentemente de New York. Como eu era hóspede de "Mr. and Mrs. Holly", eu nunca saberei se as pessoas me tratavam bem por serem assim mesmo ou porque eu era hóspede dos Holly. De qualquer maneira, tive uma excelente impressão de New Hampshire, o estado das pontes cobertas e das corridas de cachorro na neve.

Eu tive uma breve experiência do "American Life Style" e muitos brasileiros me perguntavam porque é que eu não ficava por lá, ilegal mesmo. Eu respondia que não. Eu consegui meus visto de estudante e turista legalmente e queria sair legalmente do país. Meu objetivo não era ir e ficar lá ilegalmente. Eu não queria ser uma "cucaracha". Se eu tiver que morar um dia lá, que seja de maneira legal. Mas confesso que não tenho muita vontade de passar o resto da minha vida nesse país. Gostaria de morar por alguns anos, mas não para sempre.

Em 2001, tive a oportunidade de ir morar e trabalhar legalmente nos EUA por um período de três anos, mas estava casada na época e meu ex-marido não quis arriscar a largar tudo e ir para lá, pois o visto de trabalho seria válido somente para mim, não para ele. Ele teria que ir com visto de "cônjuge" e não poderia trabalhar legalmente lá. Hoje, olho para trás e penso na oportunidade perdida, mas o caso é que na época eu teria que decidir tudo em menos de duas semanas e preferi declinar a oferta. Se me oferecessem essa oportunidade hoje, eu iria sim. E levaria meus filhos junto comigo, é claro. Seria muito bom para eles viver no estrangeiro por um tempo, pois iriam adquirir muita experiência de vida e visão de mundo. Mas essa experiência teria que ser temporária, não definitiva.


Enfim, gostei ir e conhecer os Estados Unidos, mas não é meu sonho morar lá em definitivo. E que Deus abençoe Barack Obama e que ele tenha sabedoria ao dirigir a América.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Amamentar reduz risco de câncer de mama



Artigo publicado no BBCBrasil.com.


Amamentar reduz risco de câncer de mama, diz estudo. Mães que amamentam seus filhos por um total de um ano reduzem em quase 5% os riscos de desenvolver câncer de mama, sugere uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha.


O estudo foi conduzido por pesquisadores da World Cancer Research Fund, uma organização de pesquisa sobre a doença. Eles fizeram uma revisão de quatro estudos sobre amamentação e concluíram que amamentar por pelo menos um ano reduz os riscos de desenvolver esse tipo de câncer em 4,8%.


De acordo com a pesquisa, os 12 meses de amamentação não precisam ser contínuos - amamentar dois bebês durante seis meses, por exemplo, teria o mesmo efeito na saúde das mães.
"Queremos levar adiante a mensagem de que amamentar é algo positivo que as mulheres podem fazer para reduzir o risco de câncer de mama", disse Rachel Thompson, que coordenou o estudo.

"Reduzir o risco em 5% pode não parecer muito, mas quanto mais tempo uma mulher amamentar, mais irá reduzir esse risco", afirmou Thompson.

Benefícios

Segundo os pesquisadores, a amamentação diminui os níveis de alguns hormônios relacionados ao câncer no sangue das mães.

Além disso, depois do período de aleitamento, o corpo elimina quaisquer células que podem ter o DNA danificado nas mamas, o que também contribui para uma diminuição no risco de desenvolver a doença.

O estudo ressalta ainda que os efeitos da amamentação não ocorrem apenas no corpo das mães, mas estendem-se para a saúde dos bebês.

A revisão das pesquisas sobre o aleitamento materno indica que bebês que foram amamentados são menos propensos a consumir muitas calorias ou proteínas em excesso e se tornarem obesos.

O excesso de gordura no corpo aumenta o risco de pelo menos seis tipos de câncer – nos rins, pancreático, no esôfago, de mama no período pós-menopausa, endometrial e nos intestinos.

Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que amamentar pode diminuir os riscos de desenvolver outros problemas de saúde nas mães, como artrite e a diabetes.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que mães alimentem seus filhos exclusivamente com leite materno até os seis meses de idade e continuem a oferecê-lo junto a outros alimentos até os dois anos de idade.

Os pesquisadores da World Cancer Research Fund recomendam a mesma prática.

"Porque as provas de que amamentar reduz os riscos de desenvolver câncer de mama são tão convincentes, recomendamos que as mulheres amamentem seus filhos durante seis meses e depois continuem com uma dieta complementar", afirmou Thompson.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Parto normal aumenta sensibilidade da mãe ao choro do bebê



Artigo publicado no G1.

Pesquisa foi feita medindo ativação de áreas 'maternais' do cérebro. Trabalho tem implicações para entender e até prever depressão pós-parto.

Uma pesquisa publicada na revista científica "The Journal of Child Psychology" sugere que pode haver um elo mais poderoso entre mãe que tiveram filhos por parto normal e seus bebês do que aquele que existe entre mães e seus filhos nascidos por cesariana. Segundo os pesquisadores, a primeira categoria de mães é mais sensível ao choro de seu próprio filho, a julgar pelo padrão de ativação cerebral materno, medido com a ajuda de ressonância magnética de duas a quatro semanas depois do parto.

Para ser mais exato, a resposta aumentada das mães de parto normal aparece em regiões do cérebro ligadas à regulação de emoções, motivação e comportamentos habituais. A conclusão faz algum sentido diante do aparente elo que existe entre o parto por cesariana e um risco aumentado de depressão pós-parto, verificado em mulheres, e também do cuidado diminuído com a cria presente em animais cujos filhotes não nascem por via vaginal.


Os conhecimentos atuais sobre o parto normal também indicam que ele ajuda a desenvolver os circuitos cerebrais ligados ao apego pelos recém-nascidos. Exemplo disso é a liberação periódica de oxitocina, o famoso "hormônio da confiança" (ou "hormônio do apego") durante o nascimento natural.

Menos ativas

"Queríamos saber quais áreas do cérebro ficariam menos ativas em mães que têm seus filhos por cesariana", diz James Swain, pesquisador do Centro de Estudos da Infância da Universidade Yale (EUA). "Nossos resultados apóiam a teoria de que variações nas condições de nascimento que alteram as experiências neurohormonais do parto podem diminuir a sensibilidade do cérebro materno humano no começo da fase pós-parto."


Outro detalhe importante: as mesmas áreas ligadas ao esforço do nascimento também influenciam o estado emocional da mãe. "Conforme mais e mais mães optam por ter filhos mais velhas, tendo, portanto, mais chances de passar por uma cesariana, esses resultados vão se tornando importantes. Podem, por exemplo, ajudar a identificar precocemente o risco de depressão pós-parto e atacar o problema", afirma Swain.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Cesariana aumenta risco de diabetes em bebês


Artigo publicado no BBCBrasil.com.

Bebês que nascem por cesariana têm 20% mais chances de desenvolver diabetes tipo 1, indica uma pesquisa publicada na revista científica PubMed.

Os pesquisadores da Queen’s University, em Belfast, na Irlanda do Norte, revisaram 20 estudos já publicados sobre crianças nascidas por cesárea que sofrem de diabetes tipo 1.

Os resultados indicam que esse tipo de parto contribui para um aumento de 20% no risco do bebê se tornar diabético.

Segundo os pesquisadores, esse aumento não pôde ser explicado por nenhum outro fator como peso da criança no nascimento, idade da mãe, diabetes na gestação ou aleitamento materno.

De acordo com Chris Cardwell, que liderou o estudo, é provável que esse aumento ocorra porque os bebês que nascem por esse método são expostos primeiro à bactéria proveniente do hospital, e não da mãe.

O risco normal de um bebê desenvolver a diabetes do tipo 1 é de três para cada 1 mil crianças.

Opção

De acordo com Iain Frame, diretor de pesquisa da ONG Diabetes UK, que trabalha com pacientes diabéticos, as mães devem levar esse risco em consideração quando há escolha pelo tipo de parto.

“Já sabemos que a genética e as infecções infantis têm um papel importante no desenvolvimento da diabetes tipo 1 em crianças, mas os resultados desse estudo indicam que o modo como o bebê nasce pode afetar as chances de desenvolver essa condição”, afirmou o diretor.

Segundo ele, são necessárias mais pesquisas nessa área para descobrir a relação entre a cesariana e o risco de desenvolver a diabetes tipo 1.

Um levantamento encomendado pelo Ministério da Saúde do Brasil e divulgado em maio deste ano, usou dados de 2006 e indica que a cesariana representa 43% dos partos realizados no setor público e no privado.

Entre as mulheres que utilizam planos de saúde, esse percentual é ainda maior e chega a 80%. No Sistema Único de Saúde (SUS), 26% dos partos são cesáreas.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Avós e Educação dos Filhos

Participação de avós em educação beneficia crianças, diz estudo

Crianças crescem mais felizes e ajustadas quando os avós desempenham um papel importante em sua educação, segundo um estudo realizado por cientistas da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha.

A coordenadora do estudo, Ann Buchannan, disse que a proximidade entre netos e avós é benéfica para as crianças e cada vez mais comum diante da atribulada rotina de trabalho dos pais.

“O que foi especialmente interessante foi identificar a ligação entre a presença dos avós e o bem-estar das crianças", disse Buchannan.

"E só proximidade não basta; apenas os avós que participaram de verdade na educação é que provocaram um impacto positivo em seus netos”, afirmou a pesquisadora.

Divórcio

Os pesquisadores acompanharam mais de 1,5 mil crianças e adolescentes, de 11 a 16 anos, cujos avós substituíam os pais na realização de algumas tarefas diárias.

Eles observaram que os avós foram muito importantes ao ajudá-los a superar dificuldades do dia-a-dia, como implicância de colegas da escola, aconselhá-los sobre qual universidade escolher e planejar o futuro.

A pesquisa apontou também que os avós podem ajudar as crianças a superar traumas, como o divórcio dos pais.

“Em épocas de separações dos pais muitos avós desempenharam um papel importante ao trazer conforto aos netos e estabilidade a toda família”, disse Eirini Flouri, do Instituto de Educação de Londres, que participou do estudo.
De acordo com o trabalho, quase um terço das avós maternas tomam conta dos netos regularmente na Grã-Bretanha e quatro em cada 10 o fazem esporadicamente.

Isso é muito verdadeiro. Meus pais me ajudam ativamente na educação e criação de meus filhos, desde que me divorciei de meu marido e fui morar sozinha c0m as crianças. Eu não moro com meus pais não! Minha mãe vai todo dia à minha casa, para ficar com as crianças, enquanto eu saio para trabalhar. Meu pai leva regularmente meu filho à escola, que é um pouquinho longe de casa.

Quem se encarrega de vesti-los, alimentá-los, preparar o lanche da escola, etc, é minha mãe. É ela também que os leva no pediatra, para que eu não precise sair em horário de expediente do trabalho. Meu pai está responsável pela reforma de meu apartamento, foi ele quem contratou os pedreiros, pintores, supervisiona a obra e ainda está fazendo toda a instalação elétrica.

Não imagino como seria minha vida sem a ajuda preciosa de meus pais!



sexta-feira, 30 de maio de 2008

Cesariana aumenta risco de morte do bebê nos partos que a seguem

Artigo publicado no Globo.com:

Médico explica problemas associados ao número desnecessário de procedimentos. Útero da gestante pode se romper, entre outras chances de complicação.

Luis Fernando Correia*

O aumento do numero de cesarianas, preocupa as autoridades de saúde em todos os países do mundo e em nosso país, não é diferente.

A cesariana é uma opção de tratamento para dificuldades no parto normal ou parto por via baixa, como é chamado. O que se questiona são as indicações do método de maneira excessiva. Uma preocupação é com as possíveis conseqüências das cesarianas sobre as gravidezes subseqüentes e os recém-natos. As gestações que seguem as cesarianas trazem um risco aumentado de ruptura uterina no momento do trabalho de parto, bem como a ocorrência de natimortos.


Para estudar a relação entre a cesariana e a gestação seguinte, pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, estudaram os registros de nascimentos e morte fetal da Escócia, em um período de oito anos, para estudar a possível relação.

Morte maior

Foram avaliados mais de 120 nascimentos no período estudado. A incidência de morte fetal foi 65% maior em mulheres que haviam passado por uma cesariana na gestação anterior. O risco variou de acordo com a idade gestacional.

O risco de ocorrer um caso de morte fetal ou parto prematuro de natimorto foi maior por volta das 34 semanas de gestação. Mesmo em gestantes no final de gestação (nascimento após 39 semanas), o risco absoluto de nascer um feto morto era duas vezes maior nas mulheres com cesariana em gestação anterior, quando comparado ao risco de quem teve um parto normal anteriormente.

No Brasil, as taxas de cesariana vêm caindo nos últimos oito anos. Em 1999 a média dos estados era de 28,4% e, em 2002, foi de 25,9%, porém se mantém em níveis alarmantes, atingindo em São Paulo 32% em 2003, segundo o Ministério da Saúde.

* Luís Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN

Como eu já disse outras vezes, sou contra as cesáreas desnecessárias. Infelizmente, elas são a triste realidade obstétrica do Brasil. Neste domingo, fui à pracinha com meus filhos e encontramos uma das "tias" da escolinha que eles freqüentavam no ano passado. Ela estava com a filhinha de 2 anos. Durante nosso papo, entramos no assunto gestação e parto e eu, para variar, perguntei como a filha tinha nascido.

- Foi parto normal ou cesárea?

- Cesárea.

- E por que foi cesárea?

- Ah, eu não senti nenhuma dor, aí a médica teve que fazer cesárea.

- Mas de quantas semanas estavas?

- Acho que 39 semanas ... É que a médica marcou uma data para eu começar a sentir as dores. Se as dores não começassem até aquela data, ela faria a cesárea. Aí o dia chegou, eu não sentia dor nenhuma, então ela marcou a cesárea. Para mim foi bom, porque eu tinha plano de saúde, então correu tudo bem.

Alguém tem alguma dúvida que a cesárea dela foi completamente desnecessária?

terça-feira, 13 de maio de 2008

Amamentar diminui risco de artrite da mãe

Um estudo realizado por especialistas suecos sugere que mulheres que amamentam por mais de um ano têm chances de desenvolver artrite reumatóide reduzidas pela metade.

A equipe de cientistas da Universidade de Malmo comparou 136 mulheres com artrite com 544 que não apresentavam o problema.

Eles perceberam que as que haviam amamentado por 13 meses ou mais tinham metade das chances de desenvolver a doença em relação às que nunca haviam praticado o aleitamento materno.

As mulheres que haviam amamentado durante um ano tiveram 25% menos riscos de desenvolver artrite, acrescentaram os especialistas.

Vida saudável

Segundo os cientistas, a amamentação libera grande quantidade do hormônio oxitocina, que pode reduzir os níveis de estresse, controlar a pressão sangüínea e proporcionar sensações de bem-estar.

Por outro lado, a amamentação também aumenta a carga de prolactina, estimulando o sistema imunológico e podendo ocasionar, curiosamente, a artrite reumatóide.

Os pesquisadores afirmam que estudos anteriores mostraram que as mulheres têm mais chances de desenvolver artrite logo após dar à luz e, diante dos últimos resultados, acreditam que os riscos são reduzidos com a prática da amamentação e o passar do tempo.

Os cientistas não souberam, no entanto, apontar as razões para as conclusões do estudo.

“Uma explicação poderia ser de que as mulheres que amamentam levam vidas mais saudáveis. Mas ainda não sabemos com certeza os mecanismos que explicam os benefícios da amamentação a longo prazo contra a artrite”, disseram os especialistas.

A artrite é uma doença auto-imune que ocorre quando o corpo ataca as articulações, confundindo-as com corpos estranhos.

O problema afeta mais as mulheres do que os homens.

O estudo foi publico na revista especializada Annals of Rheumatic Diseases.


Eu amamentei meus filhos por mais de um ano cada um: meu filho por um ano e nove meses e minha filha, por um ano e sete meses. Na foto acima, sou eu amamentando minha filha, que estava com um ano e seis meses na ocasião.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Sem Medo de Ser Infeliz

Fonte: Revista Saúde é Vital - André Santoro

Hoje em dia, a tristeza nem sempre é encarada como algo que faz parte da vida nem mesmo por boa parte dos médicos. E os critérios de diagnóstico que distinguem esse sentimento da depressão ainda não são claros. Resultado: muita gente anda se enchendo de antidepressivos sem necessidade.

Os economistas David Blanchflower, do Darthmouth College , nos Estados Unidos, e Andrew Oswald, da Universidade de Warwick, na Inglaterra, publicaram recentemente um estudo que traz uma revelação sobre os nossos altos e baixos: segundo os pesquisadores, a probabilidade de termos episódios de tristeza profunda é muito maior na meia-idade, lá pelos 40 anos, do que na juventude ou na velhice. O artigo iluminou ainda mais um assunto que é alvo de muita discussão nos tempos atuais: a incidência de depressão e as formas de combatê-la.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a doença atinge cerca de 121 milhões de pessoas no planeta. Desse total, apenas 25% recebem tratamento adequado. A dificuldade é justamente diagnosticar um problema que é subjetivo e envolve emoções complexas. “Apesar das tentativas de padronização dos métodos que identificam esse mal, os critérios para isso ainda não são precisos”, justifica o psiquiatra Raphael Boechat, da Universidade de Brasília.

De forma geral, a depressão se distancia da tristeza quando os sintomas — falta de interesse pelas atividades cotidianas e insônia, entre vários outros — duram mais do que o esperado ou são desproporcionais ao episódio que despertou esse sentimento em determinado momento da vida. Nesses casos, e quando o médico afasta totalmente a possibilidade de se tratar de “tristeza reativa” — nome que os especialistas dão à dor que resulta de uma perda ou uma decepção —, os psiquiatras defendem a medicação. “Até mesmo os casos mais leves de depressão clínica devem ser tratados com antidepressivos para evitar que se transformem em problemas mais sérios lá na frente”, afirma Boechat.

“O crescimento do tratamento da depressão tem benefícios como a redução de suicídios e o aumento da produtividade”, alerta, em artigo recém-publicado no British Medical Journal, o psiquiatra Ian Hickie, da Universidade de Sydney, na Austrália. No entanto, há quem afirme que o número cada vez maior de diagnósticos de depressão denote a falta de critério dos médicos ao avaliar os pacientes. “Por falta de preparo, muitos acabam prescrevendo remédios para amenizar episódios simples de tristeza”, admite Boechat.


Médicos, psicólogos e psicanalistas do mundo todo começam a levantar uma bandeira que pode parecer estranha: a de que a tristeza não deve ser evitada a qualquer custo, pois faz parte do nosso cotidiano e até nos ajuda a crescer. “Há um sentido existencial nesse sentimento, pois ele nos faz questionar a nossa vida e buscar caminhos alternativos”, defende o psicólogo Fabiano Murgia, de São Paulo, autor do livro Salve a Depressão (Editora Edicta). Ele acredita que os quadros depressivos geralmente são criados por emoções mal resolvidas. E o remédio, de acordo com essa visão, alivia apenas o sintoma, sem cuidar da raíz do problema em si.

Essa tese, aliás, é defendida por vários pesquisadores. O livro The Antidepressant Solution (“A solução dos antidepressivos”, sem edição em português), do psiquiatra Joseph Glenmullen, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, provocou alvoroço ao colocar os antidepressivos na berlinda. Além de defender um controle mais rígido sobre o diagnóstico dos casos de depressão, o autor traz à tona possíveis efeitos colaterais dos medicamentos. Em teoria, eles são seguros e não provocam dependência. “Mas os efeitos de longo prazo ainda não são totalmente conhecidos”, ressalva o estudioso Jerome Wakefield, da Universidade de Nova York, que escreveu The Loss of Sadness (“A perda da tristeza”, também sem edição em português).

O ideal, então, seria procurar um especialista com formação adequada para lidar com casos de depressão. E recorrer aos remédios apenas quando eles forem realmente necessários. Afinal de contas, como disse Carlos Drummond de Andrade no poema Viver Não Dói, “o sofrimento é opcional; a dor é inevitável”.

MELANCÓLICOS E CRIATIVOS

Vários artistas e intelectuais, atormentados por situações que deram origem à angústia severa, encontraram nas artes o meio para superar a dor ao longo da vida. Um exemplo é o holandês Vincent van Gogh (1853-1890). Aos 27 anos, quando decidiu se dedicar à pintura, ele acreditava que suas telas iriam livrá-lo da melancolia que o assolava. No caso dele, a arte como remédio não funcionou. Mas os resultados dessa estratégia são reconhecidos, hoje, como algumas das obras mais importantes da história da pintura. O compositor alemão Ludwig van Beethoven (1770-1827) é outro gênio que, no caso, se refugiou na música. Pouco antes de morrer, já completamente surdo, ele continuava escrevendo suas partituras para aliviar uma permanente sensação de sofrimento intenso.

A ANATOMIA DA TRISTEZA

Pessoas jovens e idosas têm menos chances de desenvolver quadros de angústia e depressão do que aquelas que estão na meia-idade. Essa é a conclusão de um estudo publicado na revista Social Science & Medicine pelos economistas David Blanchflowere Andre Oswald. Os pesquisadores fizeram um levantamento de estatísticas sobre o bem-estar da população de vários países e descobriram que o gráfico da felicidade tem a forma da letra “U”, levando-se em conta a evolução do bem-estar nas diferentes fases da vida. No Brasil, por exemplo, a idade média para que alguém atinja o fundo do poço é 36,6 anos. “É uma idade inferior à registrada em outros países, mas o padrão de evolução do bem-estar é igual em todas as regiões do globo”, garante Oswald. A interpretação da análise é simples: crianças, jovens e idosos sentem-se melhor porque sofrem menos pressões e cobranças econômicas e sociais. Mas há quem ressalve: “Outras pesquisas indicam uma incidência maior de bem-estar na meia-idade”, diz Allan Horwitz, da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, co-autor do livro The Loss of Sadness. A única certeza é de que tristeza e alegria fazem parte de todas as nossas fases e merecem ser vivenciadas.