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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Há 7 anos ...

Hoje meu filho querido completa 7 anos de vida!




Há exatos 7 anos, eu me tornava mãe, depois de um longo e cansativo trabalho de parto, mas extremamente gratificante e empoderador, pois fui capaz de parir meu filho naturalmente.

Há 7 anos, Deus me deu um presente maravilhoso, que foi meu filho, com quem aprendi a ser mãe: a primeira mamada, a primeira troca de fraldas, o primeiro dentinho, a primeira febre, a primeira palavra, o primeiro passo e todos os outros primeiros.

Há 7 anos eu tinha o privilégio de colocar uma vida no mundo e espero que esta vida faça diferença nele.

Há 7 anos eu descobria a sensação de ter nos braços uma vida gerada em meu ventre.

Há 7 anos eu comecei a ser mais feliz.

Obrigada, meu filho, por estes 7 anos de tua vida em minha vida!


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Ficar com os avós pode ser pior para os bebês?

Segundo um estudo britânico feito recentemente, sim.

Os avós trazem coisas positivas e negativas, segundo os pesquisadores.

Muitos dos bebês que ficam aos cuidados dos avós enquanto os pais trabalham talvez se saíssem melhor em creches e na escola maternal, afirma um estudo britânico.

Os avós com frequência podem ajudar a desenvolver o vocabulário de um bebê, mas talvez não possam oferecer outras experiências educacionais e sociais que uma criança necessita, dizem pesquisadores do Institute of Education, em Londres.

Eles verificaram que crianças que foram cuidadas pelos avós aos nove meses de idade foram consideradas como tendo mais problemas de comportamento aos três anos do que as que ficaram aos cuidados de uma creche, escolinha, babá ou outro membro da família.
Um artigo sobre o trabalho será publicado na próxima edição da revista científica Journal of Social Policy, da editora Cambridge University Press.
Motivos
A pesquisa envolveu 4.800 crianças britânicas nascidas em 2000 e 2001 que estão sendo monitoradas por um estudo de longo prazo, o Millennium Cohort Study.

Os problemas de comportamento relatados pareceram afetar crianças de todos os níveis sociais.
As pesquisadoras Kirstine Hansen e Denise Hawkes também constataram que crianças de três anos que, aos nove meses de idade, ficaram na escola maternal e em creches, com frequência estavam mais preparadas para a vida escolar do que as que tinham sido cuidadas pelos avós, babás, pessoas da família ou amigos.
Em média, elas conseguiram mais pontos em uma avaliação que mediu sua compreensão de cores, letras, números, tamanhos, comparações e formas.
Entretanto, crianças cujas mães tinham alto nível educacional apresentaram vocabulários maiores se criadas por um dos avós - na maioria dos casos, a avó materna.
O estudo não investigou os motivos pelos quais as crianças deixadas aos cuidados dos avós parecem apresentar mais problemas de comportamento.
Os pesquisadores mencionaram, no entanto, estudos anteriores que concluíram que ambientes pré-escolares como a escola maternal podem ajudar as crianças a desenvolver o traquejo social de que necessitam para se relacionar com os colegas.
"Crianças que são cuidadas pelos avós, por outro lado, passam mais tempo com adultos", disseram.
Ao concluir o estudo, os pesquisadores argumentaram que avós que cuidam dos netos merecem apoio, ao invés de críticas.
Meus filhos sempre ficaram com meus pais, em especial minha mãe, para eu poder sair para trabalhar desde que eles tinham 5 meses de idade, cada um. Sem a ajuda preciosa dela, eu teria gasto uma fortuna em escolinha e eles não teriam sido cuidados com o amor e carinho de uma avó devotada. Se eu não tivesse opção, lógico, os teria deixado na escolinha. Mas, enquanto bebê pequeninos, nada melhor que minha mãe para cuidar deles!
Lógico que deixar os filhos serem cuidados pela avó tem suas desvantagens, já que ela os mima muito, mas quem não gosta de receber um carinho de avó? Que meus filhos aproveitem ao máximo a avó que eu nunca tive e nem pude curtir. Minha avó materna morreu antes de eu nascer e eu sempre morei longe de minha avó paterna, que, além de tudo, nunca foi carinhosa ou amorosa como as avós devem ser. Assim, eu nunca fui mimada por nenhuma avó e acho o máximo que meus filhos possam curtir seus avós, enquanto os têm. Se é pior para eles em termos de comportamento, pode ser, mas em termos de amor, é muito melhor.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Torres: um excelente passeio!

Praia da Guarita vista do barco.

Passei o feriado de Nossa Senhora dos Navegantes em Torres com meus pais e meus filhos. Torres fica na divisa com Santa Catarina e é a última praia gaúcha, além de ser a mais bonita, em termos de belezas naturais.

“A cidade é um dos núcleos mais antigos do estado do Rio Grande do Sul e possui este nome devido à existência de três grandes rochedos que se estendem à Beira-Mar:

- Torre Norte - Morro do Farol
- Torre Centro - Morro das Furnas
- Torre Sul - Junto a Praia da Guarita”


Além de curtirmos a praia, aproveitamos para fazer um passeio de barco, que sai do Rio Mampituba, entra no mar e nos leva para avistar a Ilha dos Lobos e a Praia da Guarita.



As crianças e eu no barco.
Quando ele entrou no mar, eles começaram a chorar de medo.




Ilha dos Lobos vista do barco.
É proibido aproximar-se a menos de 500 metros e desembarcar nela.


“A Ilha dos Lobos é a única ilha marítima do Rio Grande do Sul. Tem esse nome porque é a única ilha do Brasil onde, nos meses de julho a novembro, os lobos marinhos - procurando águas mais quentes - chegam para o acasalamento.

Em 1983, foi declarada reserva ecológica, sendo proibido qualquer tipo de caça ou pesca marítima. Fica a 1800 metros da Praia Grande, seu relevo não ultrapassa 2 metros.

Constitui-se em uma importante área de descanso e alimentação de pinípedes (leões e lobos marinhos) além de servir de ponto de passagem para cetáceos (golfinhos, baleias e botos), aves e tartarugas marinhas.”


As crianças curtindo a Praia Grande.


A Praia Grande, com 2.000 metros de extensão, é a preferida para o banho de mar e onde ocorre a maioria dos eventos esportivos do verão como: futebol, vôlei, surf e outros.

Passar as férias ou mesmo um fim de semana em Torres é uma excelente pedida, eu recomendo!

Informações sobre Torres retiradas daqui.









quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Meu irmão e meu melhor amigo

Hoje, 29 de outubro, é um dia de comemoração dupla: uma alegre, pelo nascimento de meu irmão Fábio e outra triste, pelo falecimento de meu querido e saudoso amigo Guilherme.
Há 39 anos, nascia, em Buenos Aires, Argentina, meu irmão em um hospital público, através de um parto normal atendido por parteira. Foi o segundo filho de minha mãe, que já tinha a mim, com 15 meses de idade. Um ano e três meses mais tarde, minha família embarcava em um avião rumo a São Paulo, que foi nosso primeiro lar no Brasil. Dois anos mais tarde, chegamos ao Rio Grande do Sul, que se tornou nosso lar desde então. Passamos boa parte de nossa infância em Charqueadas, a 50 km de Porto Alegre, na Vila Residencial Aços Finos Piratini, onde tínhamos liberdade para brincar e correr na rua até tarde da noite, sem perigo de trânsito ou assaltantes. Muito brincamos de esconder, polícia e ladrão, andamos de bicicleta, skate e carrinho de rolemã e nos divertimos a valer na piscina do Clubinho.

Lembro também de nossas longas viagens de carro à Argentina, onde íamos visitar nossos parentes (avós, tios e primos), terrivelmente entediantes para meu irmão e eu, que quando nos cansávamos de brincar, começávamos a brigar no banco de trás. Depois, na Argentina, nos divertíamos falando em Português entre nós, para que nossos primos não nos entendessem. Ou quando meu irmão me batia e eu reclamava para minha mãe dos socos e tapas que o Fabio havia me dado e meus primos perguntando: "¿Que es 'soco'? ¿Que es 'tapa'?". E também de quando ríamos das vozes dos dubladores da televisão argentina, tão acostumados que estávamos com os dubladores brasileiros. De brincar com nosso primo caçula na casa de nossa avó e de fazer bagunça na hora da "siesta", quando todos os adultos da casa se deitavam e nós, crianças, ficávamos livres para fazer o que queríamos. De ir comprar balas, chocolates e pirulitos no "kiosco" da esquina e de ir comprar pão na padaria e dar intermináveis explicações ao padeiro e a todos os vizinhos que éramos os netos de Doña Amalia e Don Atílio que viviam no Brasil. De ensinar palavrões em Português para a criançada da vizinhança, que se deliciavam repetindo os palavrões sem signficado para eles.

Meu irmão e eu freqüentamos as mesmas escolas até o 2º grau, quando cada um seguiu um rumo diferente, mas chegamos a cursar a mesma universidade e tivemos aula até mesmo com os mesmos professores em algumas cadeiras, já que ele cursou Engenharia Elétrica e eu, Matemática. Eu entrei inicialmente para Ciências Sociais e dois anos mais tarde pedi transferência para a Matemática, assim, ao cursar as disciplinas de Cálculo, eu pedia ajuda a meu irmão, que já havia cursado essas disciplinas. Lembro dele rir de mim, quando eu ainda não sabia calcular limites, derivadas e integrais e de caçoar, perguntando onde eu aplicava o que aprendia na Matemática, já que as disciplinas deles eram puramente de aplicação e as minhas, essencialmente teóricas.
Mas fora a questão universidade, nossas vidas tomaram rumos diferentes ainda na adolescência, quando eu comecei, aos 15 anos, a freqüentar a Igreja Batista e a qual meu irmão nunca quis me acompanhar, já que ele se denomina ateu, como nosso pai. Nossos grupos de amigos não eram os mesmos e muito menos nossas crenças. Quando meu irmão se formou na UFRGS, em janeiro de 1993, eu estava trabalhando como equipante voluntária no Acampamento do Palavra da Vida do Paraná e voltei de lá somente para estar presente à sua formatura, pois eu havia me comprometido para passar o verão todo lá. Ele é meu único irmão e eu não queria estar ausente em um evento tão importante de sua vida. Na formatura dele, estava presente meu grande e querido amigo, Guilherme, cujo amigo Rogério se formou junto com meu irmão.

Conheci o Guilherme na Mocidade da Conde, quando ambos tínhamos 17 anos e ele estava prestando vestibular para Medicina. Ele era um rapaz muito puro, sensível e amigo para todas as horas. Nós nos identificávamos, porque éramos ambos sozinhos na Igreja, já que nossas famílias não a freqüentavam e não tínhamos origem alemã, senão latina. A maioria esmagadora dos jovens da Mocidade tinha a família na Igreja, a Igreja Batista Alemã, a Conde, e quase todo mundo era primo de todo mundo. O Guilherme e eu éramos os "forasteiros", que íamos à igreja por vontade própria, não por imposição de nossos pais. Muito pelo contrário, nem os pais deles, nem os meus, viam com bons olhos nossa dedicação e assiduidade à igreja. Os pais dele, por serem católicos, e os meus, por serem ateus. Muitas e muitas vezes nós dois tivemos longas conversas sobre as dificuldades de sermos jovens cristãos em lares não evangélicos, de como nossos pais não compreendiam nossa fé e de como os meus muitas vezes me proibiam de ir à igreja. O Guilherme, com uma fé muito mais forte e dedicada que a minha, sempre me dizia para orar e pedir a Deus, pois um dia nossas famílias conheceriam a Deus. Nossa amizade transpôs os limites da igreja e ambos conhecíamos a família do outro, tanto que meus pais gostavam muito dele e os pais dele, a mim. Mesmo depois de 11 anos de seu falecimento, ainda sou amiga da família dele, seus pais, seus irmãos e sua avó, a quem considero a avó que eu sempre quis ter.


Lembro de quando o Guilherme tinha que decidir por uma especialidade médica e eu sugerir a Pediatria para ele. Ele me perguntou: "Tu achas que eu tenho jeito para pediatra?" e eu respondi: "Claro que sim! E um dia tu serás o pediatra de meus filhos!". Infelizmente, isso nunca se tornou realidade pois o Guilherme veio a falecer em um acidente de carro em 1997, alguns anos antes de eu me tornar mãe.
Nunca vou esquecer esse dia, 29 de outubro de 1997. Nosso amigo em comum, o Rogério, o mesmo da formatura, me ligou quase à meia-noite e eu atendi o telefone:

- Oi, Rogério, tudo bem? (estranhando o fato dele estar me ligando àquela hora)
- Não, não está nada bem. (suspiro de quem andou chorando)
Nessa hora, percebi que havia algo errado. As palavras saíram de minha boca sozinhas, sem pensar:
- Quem morreu?
- ... (silêncio)
- QUEM MORREU? - repeti eu
- O Guilherme! (chorando) - respondeu ele

Nesse momento, eu desabei a chorar, sem poder acreditar que havia perdido meu melhor amigo, meu amigo de todas as horas, meu apoio e a quem eu amava muito!

Deixo aqui minha homenagem àquele que foi o melhor amigo que eu já tive e de quem tenho enormes saudades. Ainda choro por ele, quando começo a lembrar. Eu o amei muito, mas nunca houve nada entre nós mais do que uma grande e sincera amizade. Ele foi um apoio muito grande nas horas que precisei, especialmente quando terminei meu noivado em 1992. Ele não permitiu que eu ficasse sozinha, depressiva, chorando em casa e me levava à igreja junto com ele. Foi meu acompanhante em casamentos e aniversários e sempre esteve presente, quando eu precisava de seu apoio. Sinto muitas saudades dele, mas sei que um dia vou reencontrá-lo, lá no céu, junto ao Pai. Então será somente alegria e eu vou poder sentir novamente o calor de seu abraço.
- Guilherme, que saudades!!! - direi eu, correndo para abraçá-lo
- Agora a saudade não existe mais, estamos junto ao Pai - dirá ele, com seu largo sorriso.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

A filha pródiga

Ontem foi um dia muito especial para mim: depois de mais de dez anos, voltei a freqüentar uma igreja. Sou cristã convertida desde meus 15 anos, mas havia me afastado da comunhão com Cristo e com a Igreja em 1998.

Minha família é de origem italiana e, portanto, de tradição católica. Até ganhei um rosário de minha avó, para quando eu fizesse a primeira comunhão. Meu pai é ateu materialista e minha mãe deixou de acreditar em Deus e na Igreja há muito tempo. Fui criada em um lar sem religiosidade, sem aprender a rezar (orar) e nem ler a Bíblia.

Em 1983, meus pais me matricularam em um colégio luterano, o Colégio Concórdia, e foi lá que, pela primeira vez em minha vida, eu adorei as aulas de Religião, tão diferentes daquelas aulas chatas e monótonas que eu tive na escola pública. Eu morava a duas quadras e meia da Primeira Igreja Batista em Porto Alegre, a Conde, e um dia resolvi ir conhecer, pois me parecia um lugar bastante agradável. Foi no dia 14 de agosto de 1983, aniversário de meu pai e a programação da reunião de jovens, a Mocidade Conde, era voltada para os pais. Fiquei encantada e voltei outras vezes, ao perceber que tudo aquilo que eu havia aprendido teoricamente nas aulas de religião da escola, eram verdadeiros e vividos por aqueles jovens. Não sei o dia exato de minha conversão, mas eu sei que um dia eu acordei e sabia que tinha Jesus no meu coração e desde então, estava disposta a segui-Lo. Freqüentei a Conde por 6 anos, mas sofri muita oposição de meus pais, que não gostaram de me ver "enfiada" na Igreja e ter-me tornado uma "fanática", segundo a visão deles. Diversas vezes meu pai me proibiu de ir na Igreja: "Tu já foste ontem (sábado), não precisa ir hoje (domingo)!" Ele não entendia que uma coisa era a Mocidade, aos sábados à noite, e outra, bem diferente, o culto, aos domingos à noite. Pior, às segundas-feiras era o dia do vôlei e todos os jovens iam lá para treinar. Os rapazes jogavam e nós, as meninas, aproveitávamos para conversar, fofocar e olhar os meninos. Quantas vezes meu pai me impediu de ir: "Já foste na igreja no sábado e no domingo e ainda queres ir hoje? Não vais ir!" Participei de muitos retiros, acampamentos, encontros de jovens e tantos outros eventos.

Em 1989, decidi trocar de igreja, por não me sentir à vontade na Conde, uma igreja alemã, com pessoas extremamente fechadas (com raras e honrosas exceções), voltadas para a família, já que lá todo mundo era primo de todo mundo (literalmente falando) e eu era praticamente uma estranha e sozinha, mesmo depois de estar freqüentando a igreja por 6 anos. A escolhida foi a Aliança Bíblica de Porto Alegre, com um perfil muito parecido à Conde, mas uma igreja mais jovem, mais brasileira e menos elitista. Na Aliança, pude realizar meu sonho de me batizar, já que meu pai não permitiu que eu me batizasse na Conde aos 15 anos. Quando completei 21 anos, a primeira coisa que fiz foi me batizar e meu pai esteve presente para assistir meu batismo na Aliança. Lá, pude participar muito mais ativamente, freqüentar a Escola Bíblica Dominical, que era uma hora antes do culto e aprendi muito sobre a Bíblia.

Mas as coisas não foram tão perfeitas assim: foi na Aliança que eu fiquei noiva do R., o líder da Mocidade na época. Um ano e meio depois, desmanchamos o noivado e eu sofri muito, mas muito mesmo, pois era muito apaixonada por ele e vi meu sonho de casar se desfazer em mil pedaços. Muitas pessoas não entenderam meu sofrimento e não me apoiaram, o que me levou ao afastamento gradativo da Igreja. Quatro anos depois, tive uma crise de depressão profunda, o qual me levou a me afastar de tudo e de todos. A total falta de apoio dos amigos da igreja e a morte de meu melhor amigo fizeram com que eu me afastasse completamente. Eu havia descoberto o mundo dos chats da internet e fiz novas amizades por lá. Foi o que bastou para que o tênue fio que me segurava se rompesse. Sem olhar para trás, fui em busca de minha nova realidade, a dos amigos virtuais.

Posso dizer que tenho grandes e verdadeiros amigos até hoje que conheci na internet e muitos deles me deram muito mais apoio do que jamais recebi na igreja, o que me levou a ter uma mágoa muito grande. Puxa! Eu era cristã, praticante, membro de igreja e não recebi nenhum apoio, enquanto que aquelas pessoas que conheci online estavam ali, diariamente, me dando apoio nos momentos mais difíceis! Não há dúvidas em ver qual caminho tomei ...

Apesar de tudo, eu sentia saudades da igreja, queria ir novamente, mas estava casada com alguém que não tinha o mínimo interesse em ir à igreja. Tive meus filhos e nunca os levei a uma igreja, a não ser para assistir a casamentos - em igrejas católicas. Falava de Jesus para eles, mas de uma maneira muito tímida, já que não estava em comunhão com ele ...

Há umas duas semanas, reencontrei um velho amigo da Aliança Bíblica, o Paulo Ricardo, que passou no vestibular da PUCRS e que veio me visitar aqui no TECNOPUC. Almoçamos juntos por duas vezes e ele me questionou em relação à minha posição. Eu disse que nunca deixei de acreditar e amar a Jesus, apesar de meu afastamento, mas ele me cobrou que eu conhecia a Verdade, mas e meus filhos? Isso tocou fundo em meu coração, pois percebi que estava negando a meus filhos o conhecimento da Verdade e da comunhão com Cristo.

Assim, quando ele me convidou para ir à Igreja Batista Mont' Serrat, que ele freqüenta atualmente, eu vacilei, mas concordei em ir neste domingo. Levei meus filhos, para que pudessem conhecer uma igreja evangélica e para que pudessem ouvir a Palavra de Deus.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Violência contra Crianças


Já está circulando na blogosfera (eu vi no Blog do Desabafo de Mãe) e com pedidos para divulgação . A Lele
Siedschlag do Every Woman is a Madonna foi testemunha de uma agressão covarde a duas crianças (ou pré-adolescentes, como queiram). Como mulher, mãe, cidadã e blogueira, estou fazendo minha parte, ao divulgar este triste acontecimento:

Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Ontem eu fui ao Carrefour Villa-Lobos (ali perto da ponte do Jaguaré, em SP) - eram 22h20. No fim das compras (o supermercado estava supervazio), na hora de empacotar as coisas, ouvi gritos horríveis, de crianças. Um cara subiu correndo pela rampa e pediu pra chamar o gerente, ou o responsável pelo supermercado. Eu imaginei o pior, larguei tudo e fui ver o que era. Ele me contou: dois meninos tinham sido espancados pelo segurança do supermercado, no andar de baixo. Motivo: estavam brincando na esteira rolante.

Os meninos subiram depois de uns minutos. Um menino de 10 e outro de 13. O de 10 estava chorando também, mas o de 13 estava todo machucado. O segurança encostou os dois na parede e desceu o cacete, encheu os dois de botinada. Enquanto o cara chamou o gerente, eu liguei pra polícia. Dei meu nome e falei que ficaria esperando.

O "gerente" chegou, me viu chamando a polícia. Eu perguntei a ele qual o nome do segurança, ele não quis me dizer. Perguntei qual o nome dele, ele disse que não ia me dar a informação. Disse que ou ele respondia pelo supermercado ou não respondia. Ele disse que o supermercado NÃO RESPONDE pelos atos dos seguranças. Depois eu descobri que o cara nem gerente era, era um "fiscal", seja lá o que isso queira dizer. Na hora em que a polícia chegou, o segurança-animal passou um rádio pro tal fiscal pra avisar. E o fiscal respondeu "Se vira aí e responde pelo que você fez". Fiscal Pilatos, lava as mãos.

Desci pra falar com a polícia, estavam lá os garotos, as testemunhas (eu e um casal, logo apareceu uma loira que disse que estava no carro e viu tudo). O segurança ainda tentou falar que os meninos furtaram alguma coisa, mas foi prontamente desmentido. Os policiais tinham spray de pimenta nas mãos (por quê? Não faço idéia). Chamaram os pais dos meninos, que logo chegaram. Uma família superpobre, de algum barraco ali do lado. A mãe, chorando, disse que tinha mandado os meninos "comprar mistura". Os policiais me dispensaram e eu fui embora, mas antes tirei uma foto da perna do menino de 13 anos.



Se puderem divulgar eu agradeço. Eu não consegui dormir essa noite, de dor no peito. Duvido que se fosse uma filha minha, por exemplo, eles fizessem isso. Preto e pobre, essa é a equação que valeu ontem à noite.

Foto: Lele Siedschlag

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Avós e Educação dos Filhos

Participação de avós em educação beneficia crianças, diz estudo

Crianças crescem mais felizes e ajustadas quando os avós desempenham um papel importante em sua educação, segundo um estudo realizado por cientistas da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha.

A coordenadora do estudo, Ann Buchannan, disse que a proximidade entre netos e avós é benéfica para as crianças e cada vez mais comum diante da atribulada rotina de trabalho dos pais.

“O que foi especialmente interessante foi identificar a ligação entre a presença dos avós e o bem-estar das crianças", disse Buchannan.

"E só proximidade não basta; apenas os avós que participaram de verdade na educação é que provocaram um impacto positivo em seus netos”, afirmou a pesquisadora.

Divórcio

Os pesquisadores acompanharam mais de 1,5 mil crianças e adolescentes, de 11 a 16 anos, cujos avós substituíam os pais na realização de algumas tarefas diárias.

Eles observaram que os avós foram muito importantes ao ajudá-los a superar dificuldades do dia-a-dia, como implicância de colegas da escola, aconselhá-los sobre qual universidade escolher e planejar o futuro.

A pesquisa apontou também que os avós podem ajudar as crianças a superar traumas, como o divórcio dos pais.

“Em épocas de separações dos pais muitos avós desempenharam um papel importante ao trazer conforto aos netos e estabilidade a toda família”, disse Eirini Flouri, do Instituto de Educação de Londres, que participou do estudo.
De acordo com o trabalho, quase um terço das avós maternas tomam conta dos netos regularmente na Grã-Bretanha e quatro em cada 10 o fazem esporadicamente.

Isso é muito verdadeiro. Meus pais me ajudam ativamente na educação e criação de meus filhos, desde que me divorciei de meu marido e fui morar sozinha c0m as crianças. Eu não moro com meus pais não! Minha mãe vai todo dia à minha casa, para ficar com as crianças, enquanto eu saio para trabalhar. Meu pai leva regularmente meu filho à escola, que é um pouquinho longe de casa.

Quem se encarrega de vesti-los, alimentá-los, preparar o lanche da escola, etc, é minha mãe. É ela também que os leva no pediatra, para que eu não precise sair em horário de expediente do trabalho. Meu pai está responsável pela reforma de meu apartamento, foi ele quem contratou os pedreiros, pintores, supervisiona a obra e ainda está fazendo toda a instalação elétrica.

Não imagino como seria minha vida sem a ajuda preciosa de meus pais!