Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Resposta do Dr. Hugo Sabatino ao polêmico artigo ARTIGO “CESARIANA: A Polêmica das Taxas”


Por Hugo Sabatino
Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Resposta do Dr. Hugo Sabatino ao polêmico artigo ARTIGO “CESARIANA: A Polêmica das Taxas”, escrito por Raphael da Câmara Medeiros Parente (Médico do Ministério da Saúde - HSE; Doutor em Ginecologia - UNIFESP; Mestre em Epidemiologia - UERJ) e publicado no Jornal do CREMERJ - ABRIL 2009 - páginas 8 e 9.

"Atualmente, há uma forte campanha governamental a favor da humanização do parto e do parto vaginal. "

RESPOSTA: Esta informação é no mínimo incompleta e tendenciosa, já que as intervenções do governo Brasileiro para redução da cesárea começaram em 1979 com o pagamento igual de honorários médicos no parto vaginal e de cesárea do INAMPS. Continuando nos anos subseqüentes até nossos dias, pelo tanto esta campanha está cumprindo 30 anos , intensificada na era do atual Governador José Serra, quando ele era ministro da Saúde.

"Este conceito de humanização, há muito distorcido, é usado para retirar substancialmente o médico do atendimento obstétrico. Para isto, são divulgadas informações erradas e levianas de que os médicos são menos “humanizados“ que outros profissionais de saúde, que são os únicos responsáveis por altas taxas de cesariana com o objetivo único de preservar sua rotina e aumentar seus ganhos e que não respeitam a autonomia e o desejo das mulheres pelo parto vaginal. Vem sendo dito, inclusive, que o médico não sabe mais realizar um parto vaginal, dando a entender que esta capacidade somente é dominada pelas parteiras, enfermeiros, obstetrizes etc."

RESPOSTA: De fato o conceito de humanização é frequentemente interpretado em forma distorcida, inclusive pelo responsável deste documento, ao qual estou respondendo. Em várias publicações de nosso grupo na Universidade de Campinas, temos identificado, em casos de baixo risco, os seguintes pilares da Humanização:
A) Respeito aos processos fisiológicos da Gestação, parto, puerpério e amamentação materna;
B) Participação multiprofissional e interdisciplinares; e
C) Respeito as costumes regionais e individuais do casal .
Sem a presença destes três pilares não pode ser considerada a atenção ao nascimento de baixo risco, como humana. O problema é complexo porém bem claro para não abrir mão destes pilares. Realizar a finalização de uma gestação de baixo risco, mediante uma cesárea, sem causa médica que a justifique, ainda que esta seja a pedido da gestante (as indicações médicas estão identificadas claramente em todos os livros da especialidade), é uma conduta médica que não respeita os processos fisiológicos do trabalho de parto, parto e nascimento, por este motivo o procedimento cirúrgico realizado de forma desnecessária, deixa de ser um procedimento natural, humano ou fisiológico. Esta situação está bem explicada em todos os livros de texto da especialidade. Aquele profissional que não respeita este principio se coloca por em cima de este processo normal natural (humano), tentando com esta atitude superar este processo fisiológico, delicado, e bastante complexo que envolve qualidade de vida de duas pessoas e de uma família, Seria como pretender modificar fenômenos naturais como a saída do sol ou de um entardecer. O que podemos sim é participar ou assistir a esses fenômenos para sua contemplação com uma boa companhia, porém o que não podemos, ainda que sejamos profissionais competentes e inteligentes de ser capaz e melhorar esse processo. Em relação a querer melhorar o fenômeno do nascimento através de uma cesárea estou colocando a foto e comentário a este respeito, do eminente e respeitado Prof. Dr. Bussâmara Neme, matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo do dia 15 de Fevereiro deste ano. Pelo tanto aqueles médicos que realizam este procedimentos seguramente são menos humanos que aqueles que respeitam o processo fisiológico do nascimento em casos normais, e esta não é uma definição leviana e sim fundamentada na fisiologia do processo. O prestigioso pesquisador Holandês Pieter Eric Treffers (1996), na Guia de Maternidade Segura da OMS, nos informa que: “A Obstetrícia deve acompanhar a fisiologia. Intervenções cirúrgicas devem prevenir ou corrigir patologias e não aperfeiçoar a fisiologia”. Por outro lado todos os livros de cirurgia colocam a operação cesáreas como sendo “cirurgia de alto risco”, devido a que o cirurgião deve invadir o peritônio, aumentando com isto os riscos durante e após a cirurgia, sendo que no caso das cesáreas este risco se estende também a próximas gestações como o demonstram os estudos de Clark (1985). Fig. 2 Estes dados demonstram claramente que desde o ponto de vista dos riscos as mulheres que são submetidas a cesáreas desnecessárias estarão sendo colocadas (sem causa) em próximas gestações a riscos que aumentam significativamente a padecer de um acretismo placentário, o que pode de fato ser muito difícil de corrigir, colocando a vida da mulher em um grupo de maior chance de morte (lamentavelmente esta informação não e transmitida as mulheres que solicitam cesáreas desnecessárias). Esta atitude de sonegar informação esta em conflito com o juramento Hipocratico que diz “Primeiro não fazer dano” (Primum non noccere).
Leia o artigo na íntegra aqui.
Fonte: Grupo de Parto Alternativo - CAISM/UNICAMP

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Estou de volta!

Depois de mais de um mês de ausência do blog, estou de volta. Foram mais de dois meses fazendo curso no IDC e estudando para o concurso para Assistente Técnico-Administrativo do Ministério da Fazenda. O concurso foi no domingo 24/05 e passei a última semana descansando, mas já estou disposta a enfrentar outro concurso, já que estudei tanto Direito. Tenho a Constituição gravada em áudio e ouvia no meu MP3 Player o tempo todo, para ver se decorava. Como não sou boa em decoreba, mas sim em raciocínio, a matéria que fui pior foi Direito Constitucional. Fiz 88 pontos e o mínimo de pontos exigidos eram 72. Mas ainda falta saber se me classifiquei para uma das 108 vagas oferecidas para Porto Alegre.
Quero agradecer a todos aqueles que torceram por minha vitória e tomara que eu corresponda às expectativas. :-)

Domingo, 26 de Abril de 2009

Offline

Como estou me preparando para um concurso público, tenho dedicado meu tempo livre a estudar, por isso abandonei, momentaneamente, o blog. Em breve, voltarei! ;-)

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Mulheres desafiam médicos e aguentam a dor para dar à luz em casa

Elas dispensam tecnologia e anestesia para parir no conforto do lar.

Se você tivesse duas opções: sentir dor ou não sentir dor, qual escolheria? Um grupo de mulheres não tem dúvida: não ligam de sentir dor, quando ela compensa. São mães que abriram mão dos confortos da medicina moderna e tiveram seus filhos “à moda antiga”: em casa. A prática ganha cada vez mais adeptas, mas não têm o apoio de boa parte dos médicos.

“Fiquei 45 horas em trabalho de parto e oito horas em trabalho de parto ativo, com contrações regulares de minuto em minuto”, conta a cantora Ana Ariel, de 26 anos.

Parece muito sofrimento? Pois Ana afirma que foi exatamente o contrário: um alívio. “Pude depois de duas horas já tomar meu banho, no nosso banheiro, deitar na nossa cama, na nossa casa. E comer o merecido prato especial do maridão”, conta.

Ela não é a única. “Só de pensar que minha filha poderia ficar em observação quatro horas longe de mim me dava arrepios”, afirma a professora de yoga Fabiana Higa. “Em nenhum momento me passou pela cabeça ir para o hospital. Mesmo nas piores dores”, diz Fabiana que deu à luz em sua nova casa, que não tinha sido nem montada, nem tinha energia elétrica. Por pouco, a filha não nasceu no hotel. “Luana nasceu no aconchego dos braços dos pais”, conta ela

“Pode parecer meio doida toda a história, mas foi sensata do ponto de vista da natureza. Parir é um ato fisiológico extremamente natural da mulher”, diz Fabiana. A arquiteta Fernanda Passos, de 29 anos, concorda. “O nascer de um filho já é um evento único na vida de uma mulher e participar ativamente desse processo é incrível”, afirma ela, que no começo da gravidez nem considerava a possibilidade de parir em casa. “Me faltava coragem”, admite Fernanda.

A decisão só ocorreu após uma pedra no rim. “Fiquei cinco dias internada no hospital que eu teria minha filha. Queria fugir de todos aqueles procedimentos dos hospitais, da burocracia e das regrinhas ditadas por enfermeiras”, conta a arquiteta. “Logo que saí, falei para meu marido que não queria colocar meus pés lá nunca mais, que não conseguia me ver parindo naquele lugar”, avisou Fernanda.

Foi quando ela começou a primeira parte da “batalha” que as mães que querem ter seus filhos em casa enfrentam. Round 1: o marido. “Ele já foi logo dizendo: ‘não inventa!’", conta Fernanda. “Ele dizia que queria estar cercado de tecnologia, que se sentiria mais seguro.”

A discussão só foi vencida com o tempo. Em vez de brigar, Fernanda passou a contar relatos de partos domiciliares, informava dados sobre o assunto e levou o marido para um curso de preparação para o parto. “No curso ele percebeu o quão simples é nascer, tomou conhecimento da importância da mulher se sentir segura e a vontade para parir”, conta a arquiteta. “No segundo dia do curso, ele disse: ‘se você quer mesmo ter nossa filha em casa é melhor mandar arrumar o aquecedor’”.

Pacientes x Médicos

Depois de convencer o marido, vem a segunda parte: o médico. Fernanda abriu o jogo com sua ginecologista e teve o apoio dela. Na hora do parto, a médica foi até sua casa e fez o parto. Fernanda Higa também contou com o apoio do obstetra. “O médico deixou a decisão nas nossas mãos. Claro, ele alertou, mas a palavra final foi nossa. Ele respeitou o meu desejo.”

Mas isso é raro. Ana Ariel conversou com sua médica e a profissional concordou em limitar a intervenção médica ao mínimo possível – desde que o parto fosse no hospital. A cantora apresentava risco de parto prematuro, mas mesmo assim não abriu mão de parir em casa. O parto ocorreu apenas com o marido e uma parteira.

Grávida de 22 semanas, a terapeuta ocupacional Carla Arruda, de 25 anos, nem pretende informar seu médico da decisão de ter seu filho, Henrique, em casa. “Há muito preconceito e me expôr a um médico que não acredita no parto domiciliar só me traria desgaste. Faço apenas o pré-natal com esse médico para ter referência em meu hospital caso necessite ser internada ou algo de errado aconteça na minha gestação”, conta ela.

Leia o restante do artigo aqui.

A foto é do parto domiciliar de minha filha, ocorrido em outubro de 2004. Depois que o bebê nasce, a gente esquece de toda a dor. Basta olhar para meu grande sorriso com minha filha nos braços, logo após seu nascimento. Um parto de cócoras, sem drogas, sem intervenções, totalmente natural e extremamente empoderador.


Sábado, 28 de Março de 2009

Trailer do documentário "Orgasmic Birth"

Eu já havia postado aqui antes o resumo do documentário Parto Orgásmico (Orgasmic Birth) de Debra Pascali-Bonaro.

Publico agora o trailer do filme. Lindo. Emocionante. Vale a pena assistir. Confesso, constrangida, que ainda não assisti. Grande falha minha, que pretendo corrigir em breve.

"Desafiando o mito de que é doloroso e perigoso por natureza e deve ser deixado nas mãos dos médicos, o filme mostra as potencialidades emocionais, espirituais e físicas do parto. Acompanhamos de forma íntima onze mulheres que num trabalho de dar a luz o mais natural possível, gemem, beijam, riem e até gozam. O depoimento de vários especialistas no assunto, médicos e parteiras, junto com as mães, comprovam que estatisticamente esta é uma forma de parir mais saudável e mais segura, tanto para a mãe quanto para o bebê."

Domingo, 15 de Março de 2009

Notícias e Agradecimento



Estive sumida por um bom tempo do blog, mas é que como não passo mais o dia todo na frente do computador, então vou deixando para postar outra hora ... e essa hora nunca chega...

Quero agradecer a todas as minhas amigas e amigo virtual pelo apoio recebido. Eu li cada um dos comentários e foi muito bom saber que há tanta gente torcendo por mim neste momento difícil de minha vida. Vera, Elaine, Andréa, Max, Ana Paula, Lola, Cris, Drika, Geo, Carol, Isabella, Luma, Juca e Sonia: muito obrigada, queridos amigos!!! Adoro vocês!!!

Apesar de ter perdido meu emprego, a experiência não está sendo tão ruim assim: tenho passado mais tempo com meus filhos. Como estou em casa, posso ser a mãe que nunca consegui ser: estou uma perfeita mãe e dona-de-casa que cuida dos filhos. Pude acompanhar meu filho em sua primeira semana de aula na escola nova (pública), algo que eu não poderia fazer, se estivesse trabalhando ainda. Posso acompanhá-los às aulas de natação e assistí-los, enquanto dão suas primeiras braçadas. Como é minha mãe quem patrocina a natação, não precisei cortar essa despesa. Faço almoço todo dia, sempre faço um agradinho para eles para o lanche da tarde: bolo, panquecas, bolinhos de chuva, biscoitinhos, etc. Fazia muito tempo que não ia para a cozinha com prazer, já que estava sempre cansada demais para cozinhar. Como minha filha não está indo à escola, tenho passado mais tempo com ela. Meu filho pergunta todas as manhãs: "Mãe, hoje é sábado?" E eu respondo: "Não, meu filho, por quê?". Ele replica: "Porque tu estás em casa." É uma situação tão nova para ele, que ele custa acreditar que estou em casa todos os dias. Ao menos, enquanto não arranjo um emprego novo.

Enviei meu currículo para várias vagas, mas até agora não recebi nenhum chamado para entrevista. O ano ainda está devagar e há muita gente disponível no mercado. Estou vendo outras opções, como fazer um concurso público, já que tenho tempo disponível no momento.

Minha mãe e meu irmão foram este fim de semana para passar uma semana na Argentina, onde mora minha família, e eu fiquei morrendo de vontade de ir, mas não posso gastar neste momento. Hoje é o aniversário de minha prima e minha mãe pôde estar lá com ela para comemorar, já que a mãe dela, sobrinha de minha mãe, já é falecida e minha prima não tem muitos parentes. Eu só vejo meus parentes a cada cinco anos, em média. Ainda bem que hoje nos comunicamos por msn e e-mail, o que ajuda muito a diminuir a distância, mas não é a mesma coisa. Quem mora longe da família, sabe bem o que eu sinto.

Assim sendo, ainda estou à procura de uma nova oportunidade. Espero que não demore muito para aparecer.

Obrigada pelo carinho de todos vocês. :-)

Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

A crise me pegou ...

Faz tempo que não tenho postado no blog, porque as coisas não andavam nada bem em meu trabalho e eu estava extremamente desanimada para tudo, inclusive para blogar. A semana começou turbulenta, com o Sindicato fazendo paralisação na porta de minha empresa em função da demissão em massa anunciada na semana anterior. Na sexta-feira, o pior aconteceu: fui demitida, juntamente com 240 outros colegas.

Foi a primeira vez, em 12 anos, que fui demitida. Desde que comecei a trabalhar na área administrativa, em 1997, eu sempre pedia demissão de um emprego, para começar em outro. Fazia 5 meses que eu estava neste emprego. Recusei uma proposta e uma entrevista em duas empresas diferentes, para ir trabalhar ali e deu no que deu. Sou uma desempregada agora. Como podem imaginar, passei o Carnaval muito depressiva, sem ânimo para nada. Tudo bem que eu não pulo Carnaval e nem olho os desfiles das Escolas de Samba, mas como desempregada, nem pude pensar em sair e gastar, já que não sei quando voltarei ao mercado de trabalho e preciso economizar cada centavo, já que sou a única provedora de minha casa. Meus filhos dependem de mim para nosso sustento, pois moro sozinha com eles e sou descasada. Já comecei a fazer cortes, iniciando pela creche particular da minha filha. Ela iniciaria no Jardim de Infância neste ano e eu optei por deixá-la na escola particular, ao invés de matriculá-la na escola pública, já que eu recebia o reembolso-creche da empresa em que trabalhava. Sem salário e sem reembolso, não tive alternativa, senão tirá-la dessa escola e batalhar para tentar conseguir uma vaga em uma escola pública, cujas aulas começam na semana que vem. Se não conseguir, paciência, ela ficará comigo e eu mesma a ensinarei, afinal, é somente Jardim de Infância, e não 1º ou 2º ano do Ensino Fundamental.

Já faz um tempo que tenho pensado em trabalhar por conta própria e acho que vou fazer isso mesmo, já que no passado eu me sustentava com aulas particulares, na época em que estava na faculdade. Tudo bem que eu era solteira e morava com meus pais, mas penso em "atacar" em várias frentes nas áreas em que domino conhecimento, pois sou formada em Matemática e sou fluente em Inglês e Espanhol. Alguém precisa de uma aula particular? Estamos aí ... :-)

Enfim ... o ano começa realmente em março e eu estou com um novo desafio e em busca de novas perspectivas. Espero que 2009 seja mais generoso comigo daqui por diante.

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Ficar com os avós pode ser pior para os bebês?

Segundo um estudo britânico feito recentemente, sim.

Os avós trazem coisas positivas e negativas, segundo os pesquisadores.

Muitos dos bebês que ficam aos cuidados dos avós enquanto os pais trabalham talvez se saíssem melhor em creches e na escola maternal, afirma um estudo britânico.

Os avós com frequência podem ajudar a desenvolver o vocabulário de um bebê, mas talvez não possam oferecer outras experiências educacionais e sociais que uma criança necessita, dizem pesquisadores do Institute of Education, em Londres.

Eles verificaram que crianças que foram cuidadas pelos avós aos nove meses de idade foram consideradas como tendo mais problemas de comportamento aos três anos do que as que ficaram aos cuidados de uma creche, escolinha, babá ou outro membro da família.
Um artigo sobre o trabalho será publicado na próxima edição da revista científica Journal of Social Policy, da editora Cambridge University Press.
Motivos
A pesquisa envolveu 4.800 crianças britânicas nascidas em 2000 e 2001 que estão sendo monitoradas por um estudo de longo prazo, o Millennium Cohort Study.

Os problemas de comportamento relatados pareceram afetar crianças de todos os níveis sociais.
As pesquisadoras Kirstine Hansen e Denise Hawkes também constataram que crianças de três anos que, aos nove meses de idade, ficaram na escola maternal e em creches, com frequência estavam mais preparadas para a vida escolar do que as que tinham sido cuidadas pelos avós, babás, pessoas da família ou amigos.
Em média, elas conseguiram mais pontos em uma avaliação que mediu sua compreensão de cores, letras, números, tamanhos, comparações e formas.
Entretanto, crianças cujas mães tinham alto nível educacional apresentaram vocabulários maiores se criadas por um dos avós - na maioria dos casos, a avó materna.
O estudo não investigou os motivos pelos quais as crianças deixadas aos cuidados dos avós parecem apresentar mais problemas de comportamento.
Os pesquisadores mencionaram, no entanto, estudos anteriores que concluíram que ambientes pré-escolares como a escola maternal podem ajudar as crianças a desenvolver o traquejo social de que necessitam para se relacionar com os colegas.
"Crianças que são cuidadas pelos avós, por outro lado, passam mais tempo com adultos", disseram.
Ao concluir o estudo, os pesquisadores argumentaram que avós que cuidam dos netos merecem apoio, ao invés de críticas.
Meus filhos sempre ficaram com meus pais, em especial minha mãe, para eu poder sair para trabalhar desde que eles tinham 5 meses de idade, cada um. Sem a ajuda preciosa dela, eu teria gasto uma fortuna em escolinha e eles não teriam sido cuidados com o amor e carinho de uma avó devotada. Se eu não tivesse opção, lógico, os teria deixado na escolinha. Mas, enquanto bebê pequeninos, nada melhor que minha mãe para cuidar deles!
Lógico que deixar os filhos serem cuidados pela avó tem suas desvantagens, já que ela os mima muito, mas quem não gosta de receber um carinho de avó? Que meus filhos aproveitem ao máximo a avó que eu nunca tive e nem pude curtir. Minha avó materna morreu antes de eu nascer e eu sempre morei longe de minha avó paterna, que, além de tudo, nunca foi carinhosa ou amorosa como as avós devem ser. Assim, eu nunca fui mimada por nenhuma avó e acho o máximo que meus filhos possam curtir seus avós, enquanto os têm. Se é pior para eles em termos de comportamento, pode ser, mas em termos de amor, é muito melhor.

Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Uma história de amamentação

Autor: Charles Attwood

Meu tataravô, Dr. Curtis Burke Attwood, que praticava medicina em Newberry, Carolina do Sul no século 18, não acreditaria se soubesse que temos hoje profissionais especializados em aleitamento materno, que atuam como consultores. Eles recebem certificado específico de uma entidade (um conselho) de classe, a International Board of Lactation Consultant Examiners. Nos tempos do meu avô, praticamente todas as mulheres amamentavam seus bebês, mas hoje apenas 59,7% das mães começam a amamentação no hospital e, depois de seis meses, só 21,6% continuam fazendo isso. O objetivo da campanha Healthy People 2000, que visa melhorar a saúde da população para o próximo milênio, é ter 75% das mulheres amamentando seus bebês ao saírem do hospital e 50% seguindo esse procedimento seis meses depois. Como se vê, estamos muito aquém dessa meta.

As vantagens do aleitamento materno são enormes. Os bebês ficam menos sujeitos a doenças agudas e alergias. Os vínculos entre a mãe a criança são reforçados, muito mais que entre mães e filhos que foram alimentados com mamadeira. Então por que só 1/5 das crianças até seis meses de idade mamam no peito? Eu sempre reclamei com meus colegas que nós não dispensamos tempo suficiente para explicar a nossas pacientes esses procedimentos e outras práticas saudáveis. O que acontece, na verdade, é que não damos a elas tempo para fazerem perguntas. Atualmente, as gestantes mal passam 24 horas dentro da maternidade depois de dar à luz; portanto, não temos muita oportunidade de explicar as coisas adequadamente - e frequentemente elas também não tomam a iniciativa de perguntar. Não é à toa que pensamos estar sendo mal compreendidos.

Recentemente, tive uma paciente que embora intimidada pela nossa postura apressada e distante, tentou, com muito esforço, extrair de nós algumas informações básicas. Tentou. Gloria, esse era o nome da jovem mãe, tinha dado à luz ao seu primeiro fiho, no meu hospital. Ela chamou a enfermeira e perguntou se ainda poderia amamentar o bebê, estando resfriada. "estou com tosse e com o nariz escorrendo", disse ela, "e fico preocupada com isso". Ela ia receber alta aquele dia e queria algumas respostas. Animado pela decisão dela de amamentar, orientei a enfermeira a dizer que fosse em frente. Sugeri que a enfermeira colocasse algumas máscaras descartáveis de rosto ao lado de sua cama, para que ela as utilizasse durante as mamadas. Dessa forma, Gloria não precisaria se preocupar muito. Deveríamos ter conversado com ela pessoalmente sobre aleitamento materno, mas ela estava de saída e não havia tempo. Mais tarde, durante a minha visita, parei no seu quarto. "Olá, Gloria", saudei, ao entrar e foi quando eu vi uma coisa que nunca mais esquecerei. Ponha-se agora no meu lugar. Precisei de todo o esforço possível de concentração para não alterar a minha expressão facial. Deparei com Gloria, com uma expressão confusa no rosto, e duas máscaras faciais, uma em cada seio. Depois que a história se espalhou por todo o hospital e as risadas finalmente cessaram na sala dos médicos, refleti sobre a humilhação por que Gloria passara e a sua extrema necessidade de orientação que não tivemos tempo de lhe dar. Meu bisavô Curtis Burke Attwood não teria achado a menor graça nesse episódio.

Texto retirado do livro: Dieta Vegetariana para Pais e Filhos
Foto: Minha filha Melissa mamando em meu peito, novembro de 2004.

Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Torres: um excelente passeio!

Praia da Guarita vista do barco.

Passei o feriado de Nossa Senhora dos Navegantes em Torres com meus pais e meus filhos. Torres fica na divisa com Santa Catarina e é a última praia gaúcha, além de ser a mais bonita, em termos de belezas naturais.

“A cidade é um dos núcleos mais antigos do estado do Rio Grande do Sul e possui este nome devido à existência de três grandes rochedos que se estendem à Beira-Mar:

- Torre Norte - Morro do Farol
- Torre Centro - Morro das Furnas
- Torre Sul - Junto a Praia da Guarita”


Além de curtirmos a praia, aproveitamos para fazer um passeio de barco, que sai do Rio Mampituba, entra no mar e nos leva para avistar a Ilha dos Lobos e a Praia da Guarita.



As crianças e eu no barco.
Quando ele entrou no mar, eles começaram a chorar de medo.




Ilha dos Lobos vista do barco.
É proibido aproximar-se a menos de 500 metros e desembarcar nela.


“A Ilha dos Lobos é a única ilha marítima do Rio Grande do Sul. Tem esse nome porque é a única ilha do Brasil onde, nos meses de julho a novembro, os lobos marinhos - procurando águas mais quentes - chegam para o acasalamento.

Em 1983, foi declarada reserva ecológica, sendo proibido qualquer tipo de caça ou pesca marítima. Fica a 1800 metros da Praia Grande, seu relevo não ultrapassa 2 metros.

Constitui-se em uma importante área de descanso e alimentação de pinípedes (leões e lobos marinhos) além de servir de ponto de passagem para cetáceos (golfinhos, baleias e botos), aves e tartarugas marinhas.”


As crianças curtindo a Praia Grande.


A Praia Grande, com 2.000 metros de extensão, é a preferida para o banho de mar e onde ocorre a maioria dos eventos esportivos do verão como: futebol, vôlei, surf e outros.

Passar as férias ou mesmo um fim de semana em Torres é uma excelente pedida, eu recomendo!

Informações sobre Torres retiradas daqui.









Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

Falando sobre Gravidez e Sexo

História verídica retirada do Surfista Platinado:


"Reunião agendada. Todos tomam seus lugares, inclusive uma das executivas, que já entrava em estágio avançado de gravidez. Enquanto eu ligava o laptop, Jurandir, meu colega de trabalho, resolveu ser simpático.
- Já está para nascer, né?

- Estou entrando no oitavo mês. Falta pouco.

- Que maravilha. E o sexo?

- Menino, continua uma maravilha. Eu nem imaginava que seria tão bom durante a gravidez.

Como assim???

- Errrr... não, não... veja bem... eu me referi ao sexo do bebê..."


É engraçado como as pessoas não pensam que uma mulher grávida tem desejo, libido e que além de mãe, ela continua sendo MULHER! Minha libido nunca diminuiu durante minhas duas gestações, pelo contrário, só aumentou e o sexo era muito melhor! Sem contar que fazer sexo nos últimas dias da gestação ajudam a iniciar o trabalho de parto, por causa do sêmen do homem. Ele ajuda a colocar para dentro e ajuda a tirar ... risos

Antes que perguntem: Não, eu NÃO estou grávida. Eu tinha este post guardado há um tempão e hoje resolvi publicar, porque achei muito engraçado. Claro que às vezes dá saudades de ter um bebê em casa, mas quando eu lembro de tudo o que passei na gravidez, com os enjôos, vômitos e crises de hemorróidas, que eu paro de pensar no assunto na mesma hora! Eu sofri muito nas duas gestações, especialmente na segunda, a da minha filha, já que, além de todo o sofrimento físico, a crise de meu casamento piorou muito e o mesmo acabou após três meses e meio depois dela nascer.
Já os partos de meus filhos foram MARAVILHOSOS, tenho excelentes lembranças de cada um. O primeiro, mais demorado, muitas horas em trabalho de parto, mas sem sentir quase dor, só mesmo cansaço e sono e no final, a sensação de VITÓRIA por conseguir parir meu filho naturalmente. O segundo, mais rápido e doloroso, mas extremamente gratificante e tranqüilo, pois pude parir no aconchego de meu lar e tive o apoio de meu ex-marido nesse momento tão importante de minha vida.
Eu sempre digo às pessoas: "Se eu pudesse engravidar e parir logo em seguida, sem ter que passar pelos nove meses da gestação, seria ótimo! " Eu sofri muito nas duas gestações e fiquei traumatizada pelas experiências. Poderia ter dez partos, mas não dez gestações!
Por isso, hoje eu gosto de colocar em meu blog todas as informações que possam ser úteis a mulheres tentantes e gestantes sobre gravidez, parto e amamentação e poder compartilhar minha experiência.

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Selo: Olha que Blog Maneiro!



Recebi este selo da Cris do Tô Doida e ele vem agregado a um prêmio: uma caricatura em preto e branco que vai ser feita pelo blog Olha que Maneiro.



Os indicados devem cumprir algumas regras para que receber a prêmio. São elas:


1- Exibir a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro”;


2- Postar o link do blog que te indicou;


3- Indicar 10 blogs de sua preferência e avisá-los;


5-Publicar as regras;


6- Conferir se os blogs indicados repassaram o selo e as regras;


7- Enviar sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá uma caricatura em P&B;


8- Só valerá se todas as regras acima forem seguidas.


Obs.: Só vale até 31 de janeiro.




Meus blogs indicados são:




Bru e Lucca

Compartilhando as Letras

Clube Sapeca

Fran Page

Ô Menino Rude!

Renatinha! 瀬本

Tem quem Goste

Um pouco de Mim

Universo Gentil