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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Almoço e livros

  • Hoje fui almoçar no Riversides Shikki e ao mastigar a salada, encontrei um pedaço de plástico nela. Chamei o garçom e mostrei meu achado. Ele chamou o gerente, que primeiro me pediu mil desculpas, que isso nunca tinha acontecido antes e disse que não poderia dar desconto pelo ocorrido, quando eu pedi. Alguns minutos mais tarde, ele voltou e disse que meu almoço seria cortesia. Ainda bem, porque senão eu ia fazer uma propaganda bem negativa a respeito deles. A comida estava boa, mas o atendimento deixou a desejar.

  • Hoje chegou meu livro O Milagre da Abadia da Phillippa Carr pelo correio! O melhor de tudo é que a edição é em Português, já que todos os outros livros que tenho da coleção são em Espanhol ou Inglês. Este livro é de 1974, Editora Artenova, Rio de Janeiro. Desconfio que essa editora não exista mais, porque não consegui encontrar o site deles na internet. Pior que eu me lembro de ter lido um livro em português, em uma locadora de livros e me arrependo até o último fio de cabelo por não ter comprado o livro na época, ao invés de simplesmente alugar. Com perseverança, vou conseguir completar a série Daughters of England.

Daughters of England Series

  1. Miracle At St. Brunos (1972)
  2. The Lion Triumphant (1973)
  3. Witch from the Sea (1975)
  4. Saraband for Two Sisters (1976)
  5. Lament for a Lost Lover (1977)
  6. The Love Child (1978)
  7. The Song of the Siren (1980)
  8. The Drop of the Dice (1981)
  9. Will You Love Me in September? (1981)
  10. The Adulteress (1982)
  11. Knave of Hearts (1983)
  12. Zipporah's Daughter (1983)
  13. Voices in a Haunted Room (1984)
  14. The Return of the Gypsy (1985)
  15. Midsummer's Eve (1986)
  16. The Pool of Saint Branok (1987)
  17. The Changeling (1989)
  18. The Black Swan (1990)
  19. A Time for Silence (1991)
  20. The Gossamer Cord (1992)
  21. We'll Meet Again (1993)
  22. Daughters of England (1995)

Os livros que estão em negrito são os que eu possuo em minha biblioteca pessoal. O primeiro livro que ganhei da coleção foi o El Regreso Del Gitano no meu aniversário de 19 anos, que comemorei na casa de minha avó em Rosário, Argentina, em julho de 1987. Foi lendo e relendo o livro é que percebi que ele se referia a personagens de livros anteriores e que a história começava bem antes daquele livro. Assim, comecei minha busca pelos livros da que se tornou minha autora preferida, Phillippa Carr.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Leituras e releituras

Quando eu estava na 6ª série, uma professora minha comentou que lendo o livro "O Pequeno Príncipe", de Saint-Exupéry, pela segunda vez, a visão do livro seria totalmente diferente de quando lido pela primeira vez. Eu então fui correndo pegar o livro na biblioteca da escola para lê-lo pela primeira vez e assim poder lê-lo pela segunda e sentir a tal "mágica". Qual não foi a minha decepção, ao ler o livro pela segunda vez, logo após a primeira leitura, de não sentir essa "mágica". O fato é que essa "mágica" existe, mas não daquela maneira, lendo uma vez e relendo em seguida, como eu fiz na ocasião. Eu sei que irei sentir essa "mágica" isso ao ler o livro hoje, já adulta, e tendo a experiência de vida que eu não tinha na época. (Falando nisso, tenho que conseguir um exemplar do livro para ler.)
Engraçado que tive essa experiência com uma revista, a Capricho, da qual fui fã inveterada e assinante em 1987 e 1988, entre meus 18 e 20 anos de idade. Antes de assinar a revista, eu corria para as bancas, atrás do novo exemplar e o devorava, com todas suas notícias interessantes. Guardava com zelo e ciúmes cada revista de minha coleção. Lembro de duas reportagens da época, que eram tudo o que eu queria na vida: uma falava de como conhecer a Europa, trabalhando a bordo de um navio, e a outra, trabalhando como Au-pair (babá). Eu já tinha um bom nível de inglês na época, além do espanhol fluente, minha língua materna, e enviei meu currículo para concorrer a uma vaga nesses navios. Como eu era somente estudante universitária na ocasião e não tinha nenhuma experiência profissional, é obvio que eles nem se dignaram a responder minha carta. Quanto à segunda opção, a de trabalhar como Au-pair em casas de família na Europa, recebi um sonoro "não" como resposta de meu pai. Lá se foram meus sonhos de conhecer a Europa com meus então 18 anos, já que eu morava com meus pais e dependia financeiramente deles. Bem, uns poucos anos mais tarde, comprei um exemplar da Capricho e pensei que teria uma deliciosa leitura. Que decepção! Achei que a qualidade da revista havia decaído muito e que suas reportagens não eram mais tão interessantes. O que não me dei conta na época foi de que eu havia mudado e a época também, por isso já não achava mais a revista interessante. Nas aulas de filosofia na faculdade, aprendi uma frase que nunca esqueci: “Um homem nunca cruza o mesmo rio duas vezes, porque o rio não é mais o mesmo e o homem, tampouco”, do filósofo pré-socrático
Parmênides. Isso é muito verdadeiro. A pessoa que eu era aos 18 anos é muito diferente da pessoa a qual sou hoje, por isso a visão que eu tinha ao ler certos livros naquela idade, será muito diferente da que terei, ao lê-los hoje.

Eu sou uma devoradora de livros e estou sempre lendo algum livro. Como tenho muitos livros em casa, costumo reler meus livros preferidos várias vezes e muitas vezes me acontece de ver um detalhe diferente no livro que não havia percebido na leitura anterior. Leio por prazer, adoro romances, especialmente da Literatura Inglesa, e minha autora preferida nessa categoria é Phillippa Carr (também conhecida como Victoria Holt e Jean Plaidy, mas seu verdadeiro nome era Eleanor Hibbert [1906-1993]), cujos livros não consigo encontrar no Brasil. Minha última remessa de livros dela foi comprada pela Amazon, enviada à casa de meu amigo David, em Austin, e trazida na mala de meu colega Rodolfo, quando veio de lá em abril do ano passado.




Os outros livros foram comprados em livrarias de Rosário, Argentina. Ainda não consegui completar a coleção, cuja história começa com William, o Conquistador, no século XVI, e vai até a 2ª Guerra Mundial, no século XX. Cada livro é contado por uma mulher da família, e o seguinte por sua filha, pela filha da filha, pela filha da filha da filha e assim vai. São histórias muito interessantes, pois estão enquadradas em toda a história da Inglaterra e da França daquelas épocas.

Fui procurar referências para colocar aqui no blog e acabei encontrando dois sites interessantíssimos:
LibraryThing, um clube de leitores de todo o mundo e onde você também pode catalogar a sua biblioteca, e o Sebo Cultural, onde encontrei um livro de Phillippa Carr editado pela Artenova no Brasil – é meu, eu já comprei, tira a mão!


Se eu encontrar todos os livros que quero, irei à falência ... :-)