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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Parto Domiciliar de Famoso!





Bebê veio ao mundo nesta quarta-feira, 10, de parto natural.

Um ambiente tranqüilo, familiar e sem a intervenção de medicamentos. Foi assim que Felipe, terceiro filho do ator Márcio Garcia e de sua mulher, a nutricionista Andréa Santa Rosa, veio ao mundo na manhã desta quarta-feira, 10, na casa do casal, no Joá, na Zona Sul do Rio. Pesando 3.950kg, o bebê nasceu às 6h da manhã, na cama do casal, e sem o uso de anestesia no parto. O nascimento foi assistido pela parteira Heloísa Lessa e pelo paizão Márcio, que fez questão de acompanhar tudo de perto.

“A Andréa estava bastante tranqüila, porque já sabia bastante coisa sobre o parto natural. Tanto é que ontem (09) ela estava no dentista quando começou a sentir algumas dores, mas continuou o tratamento e foi para casa numa boa”, contou a mãe do ator Eliana Garcia, que fez questão de ir paparicar o neto logo cedo.
Para continuar lendo a matéria, clique aqui.
Assim como a Fernanda Lima, que teve seus filhos gêmeos de parto normal, a mulher de Márcio Garcia optou por um parto domiciliar assistido por parteira. Só tenho que elogiar aos dois, por terem feito uma escolha tão bela, consciente e empoderadora e ainda tornar isso público.

Quem sabe assim mais mulheres desfaçam o mito do parto domiciliar e vejam que afinal de contas, não é um bicho de sete cabeças, é mais uma opção - senão a melhor - de parir um filho.
Não é necessário um hospital, nem procedimentos médicos, nem anestesia e nem tecnologia para parir. Tudo o que se necessita é de apoio, carinho e um profissional qualificado para atender o parto - e este não precisa ser, necessariamente, um médico.
Parabéns, Andréa Santa Rosa e Márcio Garcia, é de celebridades como vocês que o Brasil precisa!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

A violência dos desenhos animados

Como mãe, eu me preocupo com a violência dos desenhos animados, sejam eles antigos ou atuais. Ontem, ao visitar o blog By Oscar Luiz, me deparei com esses desenhos sangrentos e confesso que fiquei assustada no início, mas depois percebi que eles, infelizmente, refletem a violência dos desenhos que nossos filhos assistem.

Hoje de manhã, encontrei esta matéria no BBCBrasil.com e entendi melhor aqueles desenhos.
Mostra revela morte sangrenta de personagens de desenhos animados
A exposição Splatter, que será aberta em Londres na sexta-feira, dá asas à imaginação de quem já pensou no que aconteceria de verdade quando os personagens de desenhos animados cometem atos de violência uns contra os outros.

Na mostra, que apresenta esculturas e ilustrações, Tom mata Jerry, o Coiote alcança e acaba com o Papa-léguas e Frajola finalmente almoça o Piu-piu.
"É incrivelmente sanguinário. As conseqüências reais da violência nos desenhos animados são reveladas. Eles massacram uns aos outros", disse o artista plástico britânico James Cauty.

O artista diz que a idéia para a mostra partiu de seu filho, Harry, de 15 anos de idade.

Você pode conferir os desenhos aqui. Aviso que as imagens são fortes e não são recomendáveis para crianças.
Para esta sexta-feira não ficar tão mórbida, coloco alguns selos e mimos de ganhei de amigas:
Ganhei este selo da querida Sonia Regly, do Compartilhando as Letras.
A finalidade deste selo é promover maior integração entre os blogs. Assim sendo, repasso agora essa distinção aos seguintes blogs, que fazem parte da minha lista:


Este mimo foi oferecido pelas minhas queridas amigas Semadar, do Universo Gentil, e da Sonia, do Compartilhando as Letras.

Este mimo é para aqueles editores de blog que tratam muito bem seus colegas, para os blogs que conquistam corações!
Sendo assim, repasso este mimo para os seguintes blogs:

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Gesso, Pronto Atendimento e Freddy, o Cachorrinho

Esta semana começou bem lá em casa: minha mãe caiu no sábado e rompeu os ligamentos do tornozelo. Teve a perna engessada e agora está de molho por três semanas. Como é ela quem me ajuda diariamente com as crianças, meu pai teve que assumir o lugar dela. Para piorar, meu filho caiu ontem na escola e torceu o joelho e sentia muita dor hoje de manhã. Pedi ao pai dele que o levasse no pronto atendimento, onde diagnosticaram uma torção e colocaram uma tala de gesso em meu filho também. Assim, estão os dois hoje deitados juntos e repousando: minha mãe e meu filho.


Há dez dias atrás, já tivemos que ir ao pronto atendimento por causa de minha filha, que levou uma mordida do cachorrinho que resgatei das ruas pelo risco de atropelamento. É um filhote e por causa do seu dente fininho, ele rasgou o lábio superior dela, que levou três pontos. O cachorro nem teve culpa, pois ela o estava incomodando e ele só se defendeu, mas minha mãe ficou furiosa comigo, pelo ferimento ter sido no rosto. Como fui eu quem levou o filhote para casa, é lógico que ela botou a culpa em mim. :-(
Eu nem cheguei a falar do Freddy aqui no blog, que passou umas duas semanas conosco, até eu encontrar um novo lar para ele. Eu o anunciei para doação no Bicho de Rua, uma rede solidária na defesa dos animais de rua. Em menos de uma semana, tive vários interessados no bichinho e consegui doá-lo com a maior facilidade.
Apesar de eu adorar animais, não tenho condições no momento de ter um em casa. Foi bom ter o Freddy em casa, mas foi melhor ainda, quando ele foi embora, devido ao trabalhão que dava. Mas é lógico que não podia ficar indiferente ao ver um filhote andando sozinho nas ruas, com sério risco de atropelamento. Na mesma hora, o peguei no colo e o levei para uma Pet Shop, para que dessem banho e tirassem os carrapatos dele. As crianças o adoraram, é lógico, e queriam ficar com ele, mas minha mãe foi taxativamente contra, já que a carga de trabalho aumentaria muito para ela, como, de fato, aconteceu. Não só para ela, como para mim, que tinha que chegar do trabalho e limpar o cocô do cachorro do meu minúsculo pátio (meu apartamento é térreo).
Enfim, o Freddy ganhou um novo lar e meus filhos tiveram uma pequena experiência do que é ter um bichinho de estimação em casa. Minha filha, tadinha, aprendeu que os animais também têm seu grau de tolerância e que revidam, quando incomodados.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Avós e Educação dos Filhos

Participação de avós em educação beneficia crianças, diz estudo

Crianças crescem mais felizes e ajustadas quando os avós desempenham um papel importante em sua educação, segundo um estudo realizado por cientistas da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha.

A coordenadora do estudo, Ann Buchannan, disse que a proximidade entre netos e avós é benéfica para as crianças e cada vez mais comum diante da atribulada rotina de trabalho dos pais.

“O que foi especialmente interessante foi identificar a ligação entre a presença dos avós e o bem-estar das crianças", disse Buchannan.

"E só proximidade não basta; apenas os avós que participaram de verdade na educação é que provocaram um impacto positivo em seus netos”, afirmou a pesquisadora.

Divórcio

Os pesquisadores acompanharam mais de 1,5 mil crianças e adolescentes, de 11 a 16 anos, cujos avós substituíam os pais na realização de algumas tarefas diárias.

Eles observaram que os avós foram muito importantes ao ajudá-los a superar dificuldades do dia-a-dia, como implicância de colegas da escola, aconselhá-los sobre qual universidade escolher e planejar o futuro.

A pesquisa apontou também que os avós podem ajudar as crianças a superar traumas, como o divórcio dos pais.

“Em épocas de separações dos pais muitos avós desempenharam um papel importante ao trazer conforto aos netos e estabilidade a toda família”, disse Eirini Flouri, do Instituto de Educação de Londres, que participou do estudo.
De acordo com o trabalho, quase um terço das avós maternas tomam conta dos netos regularmente na Grã-Bretanha e quatro em cada 10 o fazem esporadicamente.

Isso é muito verdadeiro. Meus pais me ajudam ativamente na educação e criação de meus filhos, desde que me divorciei de meu marido e fui morar sozinha c0m as crianças. Eu não moro com meus pais não! Minha mãe vai todo dia à minha casa, para ficar com as crianças, enquanto eu saio para trabalhar. Meu pai leva regularmente meu filho à escola, que é um pouquinho longe de casa.

Quem se encarrega de vesti-los, alimentá-los, preparar o lanche da escola, etc, é minha mãe. É ela também que os leva no pediatra, para que eu não precise sair em horário de expediente do trabalho. Meu pai está responsável pela reforma de meu apartamento, foi ele quem contratou os pedreiros, pintores, supervisiona a obra e ainda está fazendo toda a instalação elétrica.

Não imagino como seria minha vida sem a ajuda preciosa de meus pais!



segunda-feira, 7 de abril de 2008

Filhos Alheios: cuidar deles é uma grande responsabilidade

Hoje, na volta do almoço, meus colegas e eu vínhamos discutindo o caso da menina Isabella. Eles estavam comentando sobre o pai e a madrasta da menina e julgavam que a última poderia ter sufocado ou estrangulado a menina em um momento de raiva durante uma briga. Eu comentei com eles que achava tão difícil isso acontecer, pois eu própria já fui madrasta e sentia o peso da responsabilidade de ter crianças que não eram meus filhos sob meus cuidados. Eu ficava ansiosa e só voltava a respirar tranqüilamente, quando devolvia as crianças à sua mãe. Imagina se algo acontecesse com um deles, enquanto estivesse sob meus cuidados? O que dizer à mãe dessa criança?
Em 1998, eu namorava um rapaz que tinha um menino. Na Páscoa daquele ano, fomos passar o feriadão em Florianópolis, com um casal e seu filho. Meu namorado teve que voltar antes para Porto Alegre, pois ele tinha um trabalho para entregar e queria terminá-lo antes do término do feriado. Ele me deixou lá com o casal amigo e os meninos. Antes de sair, ele me disse:

- Deixo contigo o bem mais precioso que eu tenho: meu filho.
- Pode deixar, que cuidarei bem dele - respondi eu.

Voltamos de carro com esse casal amigo, à noite, na perigosa BR 101, de volta para Porto Alegre. Como eu estava de carona, eles foram se revezando no volante. Ela, especialmente, dirigia muito rápido e fazia ultrapassagens um tanto imprudentes. Os meninos dormiam no banco de trás a meu lado e eu passei a viagem toda preocupada, cuidando do filho de meu namorado, com receio que algum acidente pudesse acontecer. Chegamos em Porto Alegre de madrugada e eu só sosseguei, quando entreguei o menino nas mãos de meu namorado. Somente depois disso é que relaxei e respirei aliviada. Tinha dado conta do recado e entregado a criança inteira de volta a seu pai.

Dois anos mais tarde, já casada com que hoje é meu ex-marido, recebíamos as visitas de seus filhos, de seu casamento anterior. Eles eram pequenos na época e eu ainda não tinha os meus próprios. Lembro que eu também ficava tensa, quando eles passavam o fim de semana conosco, pois nos davam bastante trabalho: a gente dava banho, vestia, dava de comer, botava para dormir. Na hora de atravessar a rua, a atenção era redobrada. Eu apertava forte a mãozinha do menino, que era menor e muito desatento. Eu pensava sempre: "Deus me livre que aconteça algo com estas crianças! O que direi à mãe deles?". Acho que é algo involuntário, pois minha filha de 3 anos me pergunta sempre: "Mãe, por que sempre apertas minha mão, quando andamos na rua?". Eu acabo apertando a mãozinha dela com mais força, cada vez que temos que atravessar a rua. Na dúvida, prefiro pecar por excesso do que falta de cuidado.

Comentei ligeiramente isso com meus colegas, mas eles disseram:

- Carla, essa é tu, teu jeito de ser. Outras pessoas não se importam em cuidar dos filhos dos outros, não estão nem aí.

Será que é assim? Eu penso que quando entrego meus filhos na escola, que eles estarão sendo bem cuidados, até o momento de ir buscá-los. Cuidar dos filhos dos outros é uma grande responsabilidade. Assim como eu cuido bem de meus filhos, quero que eles sejam bem cuidados, quando estão sob a responsabilidade temporária de terceiros. Quando um amiguinho vem à minha casa brincar com meu filho, eu o trato bem, como trato de meu filho. Sei que aquela mãe confiou seu filho a meus cuidados e que devo devolvê-lo da mesma maneira com que chegou à minha casa: íntegro.

Por isso, fico muito pensando no caso da menina Isabella, como seu pai e a madrasta se sentem, uma vez que a menina estava sob sua responsabilidade e a criança morreu. Imagino a dor dessa mãe, que entregou sua filha viva e íntegra, para passar o fim de semana com o pai e lhe devolvem a criança morta. Não tenho opinião formada sobre o assunto: não acuso o pai e a madrasta de serem os autores do crime, porque só sei o que vejo na mídia. Mas fico pensando: eles foram negligentes, ao permitir que a criança morresse, quando estava sob sua responsabilidade. Eu sei, acidentes acontecem, mas neste caso, é difícil supor que foi um mero acidente. Quem é o culpado? Não sei. Só sei a dor que ficou para essa mãe e eu me solidarizo, como mãe que também sou.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Eu, meus filhos e meus pais

Quando eu ainda era casada, eu me ressentia muito de ter que sair para trabalhar e deixar meu filho chorando, pois meu marido não ganhava o suficiente para que eu pudesse largar meu emprego e me dedicar a ser somente mãe em tempo integral. Eu sempre saía do apartamento de meus pais com o coração apertado, onde tinha deixado meu filho, para poder ir trabalhar. Dois anos depois, sendo já nascida minha filha, eu dei graças a Deus por ter meu trabalho, pois pude sair de casa com meus filhos e desistir de um casamento insatisfatório e infeliz e de um marido insensível e egoísta que, além de tudo, era violento com nosso filho. Com o apoio de meus pais, aluguei um apartamento para morar com meus filhos e, desde então, sou a única provedora de meu lar. Quantas vezes pensei comigo mesma: "Virei o homem da casa!" Não dependi absolutamente para nada de meu ex-marido para poder reconstruir minha vida, muito pelo contrário, ele "esqueceu" que tinha filhos comigo nos primeiros meses pós-separação. Minha filha passou o primeiro ano de sua vida, sem saber que tinha um pai, já que ele sequer compareceu ao seu aniversário de um ano, apesar de ter sido convidado. Ele tampouco compareceu ao aniversário de nosso filho naquele mesmo ano, mesmo tendo sido convidado. Os pais dele, que nunca aceitaram nosso relacionamento e nosso casamento, primeiro aparentaram felicidade com nossa separação e depois também ignoraram solenemente a mim e meus filhos, depois de ter passado todo meu casamento falando da primeira ex-mulher e dos filhos do casamento anterior de meu ex-marido. Mesmo tendo eu os convidado inúmeras vezes para nos visitar e ver seus netos, dá para contar nos dedos as vezes que eles botaram os pés em meu apartamento nos últimos três anos.



Quem sempre foi meu suporte e minha "terra firme" são meus pais, incansáveis e totalmente dedicados a me ajudar no cuidado e criação de meus filhos. São eles quem levam e buscam meus filhos na escola todos os dias, enquanto trabalho. A eles, todo meu amor e agradecimento, por serem esses pais tão maravilhosos, que mesmo ambos com mais de 70 anos, me ajudam como se tivessem menos de 50. Sem eles, eu não estaria onde estou hoje e tampouco meus filhos teriam o amor de dois avós amorosos e dedicados. Minha filha, até bem pouco tempo, chamava minha mãe de "minha mãe outra" e meu pai era o único pai com quem ela conviveu. Meus filhos amam os avós de todo coração e é a eles a quem apelam, quando eu lhes digo um "não".

A meus pais, a quem devo tudo o que sou hoje.