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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A crise me pegou ...

Faz tempo que não tenho postado no blog, porque as coisas não andavam nada bem em meu trabalho e eu estava extremamente desanimada para tudo, inclusive para blogar. A semana começou turbulenta, com o Sindicato fazendo paralisação na porta de minha empresa em função da demissão em massa anunciada na semana anterior. Na sexta-feira, o pior aconteceu: fui demitida, juntamente com 240 outros colegas.

Foi a primeira vez, em 12 anos, que fui demitida. Desde que comecei a trabalhar na área administrativa, em 1997, eu sempre pedia demissão de um emprego, para começar em outro. Fazia 5 meses que eu estava neste emprego. Recusei uma proposta e uma entrevista em duas empresas diferentes, para ir trabalhar ali e deu no que deu. Sou uma desempregada agora. Como podem imaginar, passei o Carnaval muito depressiva, sem ânimo para nada. Tudo bem que eu não pulo Carnaval e nem olho os desfiles das Escolas de Samba, mas como desempregada, nem pude pensar em sair e gastar, já que não sei quando voltarei ao mercado de trabalho e preciso economizar cada centavo, já que sou a única provedora de minha casa. Meus filhos dependem de mim para nosso sustento, pois moro sozinha com eles e sou descasada. Já comecei a fazer cortes, iniciando pela creche particular da minha filha. Ela iniciaria no Jardim de Infância neste ano e eu optei por deixá-la na escola particular, ao invés de matriculá-la na escola pública, já que eu recebia o reembolso-creche da empresa em que trabalhava. Sem salário e sem reembolso, não tive alternativa, senão tirá-la dessa escola e batalhar para tentar conseguir uma vaga em uma escola pública, cujas aulas começam na semana que vem. Se não conseguir, paciência, ela ficará comigo e eu mesma a ensinarei, afinal, é somente Jardim de Infância, e não 1º ou 2º ano do Ensino Fundamental.

Já faz um tempo que tenho pensado em trabalhar por conta própria e acho que vou fazer isso mesmo, já que no passado eu me sustentava com aulas particulares, na época em que estava na faculdade. Tudo bem que eu era solteira e morava com meus pais, mas penso em "atacar" em várias frentes nas áreas em que domino conhecimento, pois sou formada em Matemática e sou fluente em Inglês e Espanhol. Alguém precisa de uma aula particular? Estamos aí ... :-)

Enfim ... o ano começa realmente em março e eu estou com um novo desafio e em busca de novas perspectivas. Espero que 2009 seja mais generoso comigo daqui por diante.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Ficar com os avós pode ser pior para os bebês?

Segundo um estudo britânico feito recentemente, sim.

Os avós trazem coisas positivas e negativas, segundo os pesquisadores.

Muitos dos bebês que ficam aos cuidados dos avós enquanto os pais trabalham talvez se saíssem melhor em creches e na escola maternal, afirma um estudo britânico.

Os avós com frequência podem ajudar a desenvolver o vocabulário de um bebê, mas talvez não possam oferecer outras experiências educacionais e sociais que uma criança necessita, dizem pesquisadores do Institute of Education, em Londres.

Eles verificaram que crianças que foram cuidadas pelos avós aos nove meses de idade foram consideradas como tendo mais problemas de comportamento aos três anos do que as que ficaram aos cuidados de uma creche, escolinha, babá ou outro membro da família.
Um artigo sobre o trabalho será publicado na próxima edição da revista científica Journal of Social Policy, da editora Cambridge University Press.
Motivos
A pesquisa envolveu 4.800 crianças britânicas nascidas em 2000 e 2001 que estão sendo monitoradas por um estudo de longo prazo, o Millennium Cohort Study.

Os problemas de comportamento relatados pareceram afetar crianças de todos os níveis sociais.
As pesquisadoras Kirstine Hansen e Denise Hawkes também constataram que crianças de três anos que, aos nove meses de idade, ficaram na escola maternal e em creches, com frequência estavam mais preparadas para a vida escolar do que as que tinham sido cuidadas pelos avós, babás, pessoas da família ou amigos.
Em média, elas conseguiram mais pontos em uma avaliação que mediu sua compreensão de cores, letras, números, tamanhos, comparações e formas.
Entretanto, crianças cujas mães tinham alto nível educacional apresentaram vocabulários maiores se criadas por um dos avós - na maioria dos casos, a avó materna.
O estudo não investigou os motivos pelos quais as crianças deixadas aos cuidados dos avós parecem apresentar mais problemas de comportamento.
Os pesquisadores mencionaram, no entanto, estudos anteriores que concluíram que ambientes pré-escolares como a escola maternal podem ajudar as crianças a desenvolver o traquejo social de que necessitam para se relacionar com os colegas.
"Crianças que são cuidadas pelos avós, por outro lado, passam mais tempo com adultos", disseram.
Ao concluir o estudo, os pesquisadores argumentaram que avós que cuidam dos netos merecem apoio, ao invés de críticas.
Meus filhos sempre ficaram com meus pais, em especial minha mãe, para eu poder sair para trabalhar desde que eles tinham 5 meses de idade, cada um. Sem a ajuda preciosa dela, eu teria gasto uma fortuna em escolinha e eles não teriam sido cuidados com o amor e carinho de uma avó devotada. Se eu não tivesse opção, lógico, os teria deixado na escolinha. Mas, enquanto bebê pequeninos, nada melhor que minha mãe para cuidar deles!
Lógico que deixar os filhos serem cuidados pela avó tem suas desvantagens, já que ela os mima muito, mas quem não gosta de receber um carinho de avó? Que meus filhos aproveitem ao máximo a avó que eu nunca tive e nem pude curtir. Minha avó materna morreu antes de eu nascer e eu sempre morei longe de minha avó paterna, que, além de tudo, nunca foi carinhosa ou amorosa como as avós devem ser. Assim, eu nunca fui mimada por nenhuma avó e acho o máximo que meus filhos possam curtir seus avós, enquanto os têm. Se é pior para eles em termos de comportamento, pode ser, mas em termos de amor, é muito melhor.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Amigos de Infância

A semana passada foi muito interessante, pois encontrei vários amigos de infância no orkut: a Ana, a Iara, o Ângelo e o Marcos. Fazia 25 anos que eu havia perdido o contato com a Iara e fiquei muito feliz de reencontrá-la. Já retomamos o contato e estamos trocando e-mails. Acho que fazia o mesmo tempo que eu não tinha notícias do Ângelo, apesar de nossos pais terem sido muito próximos, quando éramos pequenos. A Ana não está de fato no orkut, mas eu encontrei o filho dela lá, o adicionei no meu msn e no sábado à noite, pude ter um longo papo com ela. O Marcos, meu querido amigo e namorado da adolescência, me telefonou na sexta, me contando que está lançando um livro de poesias e depois me escreveu: "Algumas poesias tu reconhecerás, pois foram feitas pra ti." Ainda lembro das belas e tocantes poesias que ele escrevia e das que ele dedicou para mim, quando fomos namorados. Ainda faltam encontrar alguns amigos que não estão na internet, como o Ivo e o Zeca. Só consegui encontrar a irmã do Zeca no orkut e descobri que ela é vegetariana, como eu.
Apesar de ter me mudado muitas vezes quando criança, pois meu pai estava constantemente mudando de emprego e carregando a família para um lado e para outro, consegui manter alguns amigos de infância de Charqueadas, onde moramos por 8 anos (divididos em dois períodos de 4 anos, com um intervalo de um ano, no qual moramos em Minas Gerais).
Fiz o jardim de infância com o Ivo e o Ângelo e também as séries iniciais. A partir da 4ª série, fui colega também da Ana, do Marcos, da Iara e do Zeca.
O Zeca foi meu primeiro namorado, aos 12 anos. Foi um amor puro e inocente, diferente dos namoros dos jovens de hoje em dia. O máximo que fazíamos era pegar na mão. Beijo na boca? Que nada. Só dançávamos de rosto colado durante as músicas lentas (que época boa era aquela!).
A Ana e a Iara eram minhas vizinhas, além de serem minhas colegas de escola e companheiras de brincadeiras. Brincamos muito de Susi, de subir nas árvores e andamos de bicicleta. Morávamos na Vila Residencial da Aços Finos Piratini, onde tínhamos plena liberdade para brincar na rua, sem trânsito ou perigo. Íamos juntas às reuniões dançantes e disputávamos as atenções dos meninos: o Ivo, o Marcos e o Zeca. Eu lembro de ter chorado em uma reunião dançante da festa junina, porque o Zeca dançou com a Iara e não comigo. Lembro também do Marcos me convidando para dançar e deixando o Zeca louco de ciúmes. Lembro da Ana também chorar de ciúmes, quando o Marcos me convidava para dançar e não a ela.
O Ivo era meu amigo e disputava o status de ser o melhor da turma comigo. Lembro dele tirar uma nota baixa em uma prova e de eu procurá-lo para dar-lhe apoio, pois sabia que ele estava chateado com isso, uma vez que ele era muito exigente consigo mesmo. Ele era o menino mais bonito da turma e o mais cobiçado pelas meninas, mas para mim, ele era apenas um grande amigo.
O Ângelo foi meu colega, mas ele repetiu de ano na 6ª série e se tornou colega de meu irmão, tornando-se mais amigo dele do que de mim, pois tinham maiores afinidades. Eu só o via com freqüência, porque meus pais eram muito amigos dos pais dele.
Quando eu estava com 13 anos, meu pai saiu da Aços Finos Piratini e tivemos que ir embora de Charqueadas. Eu sofri muito, pois estava no início da adolescência e tive que deixar todos meus amigos e nem pude cursar a 8ª série com eles. Como tínhamos a casa lá e um apartamento em Porto Alegre, passamos o verão parte lá e parte em POA, até que nos mudamos definitivamente para Porto Alegre, quando meu pai vendeu a casa. Chorei muito naquele dia, pois sabia que não veria mais meus amigos diariamente e teria que entrar em uma nova escola e fazer novos amigos. Foram tempos difíceis para mim, pois era a novata na escola e as turmas já estavam formadas, de maneira que tive dificuldades em me entrosar. Meus pais também estavam com dificuldades financeiras e tive que encarar uma nova realidade, a de um nível social mais baixo do que estava acostumada.
Apesar de tudo, nunca perdi o contato com a Ana, pois éramos muito amigas e sempre demos um jeito de trocar correspondência (naquela época nem existia a internet ainda, no longíquo ano de 1982), nos telefonar e visitar uma à outra, nos anos que se seguiram, mesmo depois que ela foi embora de Charqueadas.
Eu encontrava a Ana, o Marcos e o Ivo na UFRGS e cheguei a namorar com o Marcos, durante o verão de 1988, quando ambos estávamos com 19 anos, mas depois disso, fiquei 15 anos sem vê-lo. Encontrei o Zeca uma vez em 1989 e nunca mais o vi. Fiquei 25 anos sem ter contato com a Iara e o Ângelo, até que finalmente os encontrei no orkut na semana passada.
São tantas histórias, tantas recordações, de meus amigos que nunca saíram de minha memória e de meu coração, pois eles foram parte importante de minha infância e início da adolescência.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Um Dia Histórico

Hoje é um dia histórico: foi eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos da América. Eu não costumo falar de eleições e política no blog, mas não poderia ficar indiferente a esta eleição americana. Depois de ver um homem do povo, trabalhador, assumir a presidência do Brasil e um índio, na Venezuela, agora vejo um negro assumindo a presidência daquele que já foi o país mais poderoso do mundo.

Não sou fã ardorosa dos Estados Unidos, mas tampouco sou anti-americana. É bem verdade que adoro os seriados americanos e prefiro a televisão deles à nossa, mas também sei que há muita coisa que não presta por lá. É reter o que é bom e descartar o que é ruim. Da mesma maneira, sei que nem todos os americanos são cegos e arrogantes, pois já estive lá e conheci muitas pessoas que gostavam de confraternizar com estrangeiros e eram extremamente agradáveis e gentis. Infelizmente, eram a minoria, pois a maioria costuma ignorar solenemente quem não é de seu país.



Em janeiro de 1996, eu fui a New York estudar inglês no ELS Language Center e fiquei hospedada no Wagner College, em Staten Island, no dormitório dos estudantes, Harbor View Hall, um imponente edifício de 14 andares. Os três primeiros andares eram para uso exclusivo dos estudantes estrangeiros e os restantes, para os estudantes regulares, americanos, do College. Compartilhávamos o mesmo refeitório e os estudantes americanos nos ignoravam solenemente, os únicos que conversavam conosco eram os que faziam algum estágio ou trabalho no ELS.


Após minha estada de 4 semanas em New York, viajei para New Hampshire, indo de trem até Boston, onde meu amigo me buscou e levou para sua casa. Fiquei hospedada com ele e sua família e dormi no quarto de sua filha caçula, que tinha 15 anos. A cidadezinha que morava era Center Harbor, a aproximadamente uma hora de Concord, a capital de New Hampshire. (Nessa cidade foi filmado "Num Lago Dourado", com Henry e Jane Fonda e Katherine Hepburn). As pessoas eram extremamente corteses e educadas e notei que praticamente não haviam negros por lá, diferentemente de New York. Como eu era hóspede de "Mr. and Mrs. Holly", eu nunca saberei se as pessoas me tratavam bem por serem assim mesmo ou porque eu era hóspede dos Holly. De qualquer maneira, tive uma excelente impressão de New Hampshire, o estado das pontes cobertas e das corridas de cachorro na neve.

Eu tive uma breve experiência do "American Life Style" e muitos brasileiros me perguntavam porque é que eu não ficava por lá, ilegal mesmo. Eu respondia que não. Eu consegui meus visto de estudante e turista legalmente e queria sair legalmente do país. Meu objetivo não era ir e ficar lá ilegalmente. Eu não queria ser uma "cucaracha". Se eu tiver que morar um dia lá, que seja de maneira legal. Mas confesso que não tenho muita vontade de passar o resto da minha vida nesse país. Gostaria de morar por alguns anos, mas não para sempre.

Em 2001, tive a oportunidade de ir morar e trabalhar legalmente nos EUA por um período de três anos, mas estava casada na época e meu ex-marido não quis arriscar a largar tudo e ir para lá, pois o visto de trabalho seria válido somente para mim, não para ele. Ele teria que ir com visto de "cônjuge" e não poderia trabalhar legalmente lá. Hoje, olho para trás e penso na oportunidade perdida, mas o caso é que na época eu teria que decidir tudo em menos de duas semanas e preferi declinar a oferta. Se me oferecessem essa oportunidade hoje, eu iria sim. E levaria meus filhos junto comigo, é claro. Seria muito bom para eles viver no estrangeiro por um tempo, pois iriam adquirir muita experiência de vida e visão de mundo. Mas essa experiência teria que ser temporária, não definitiva.


Enfim, gostei ir e conhecer os Estados Unidos, mas não é meu sonho morar lá em definitivo. E que Deus abençoe Barack Obama e que ele tenha sabedoria ao dirigir a América.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Primeiro dia de aula

Hoje foi o primeiro dia de meu filho na escola pública. Depois de três anos estudando em escolinhas particulares, ele foi cursar o Jardim B em uma escola estadual. Eu, mais ansiosa do que ele, pois minha mãe me disse que eles não pedem muito material escolar. Como assim? Minha filha ainda está em uma escolinha particular e a lista de material escolar é imensa, assim como era a lista de meu filho nos anos anteriores. Lápis de cor, canetinha, giz de cera, pincel, cola colorida, purpurina, massa de modelar, cartolina, papel celofane, gessado, laminado, jogo didático, livro, blocos de papel para desenho, uma lista interminável. Como pode ser diferente na escola pública? Para não faltar ao trabalho, minha mãe foi à reunião de pais deste primeiro dia de aulas, mas sinto que fiquei com um monte de perguntas na ponta da língua. Vou ter que dar um jeito de ir conhecer a professora de meu filho, a sala de aula, ver o método de ensino que utilizam em aula, o material de que eles dispõem. Bem, o fato é que estudei a maior parte de minha vida em escola pública e aprendi bem, tanto que fui aprovada no meu primeiro vestibular para uma universidade federal, então por que seria diferente agora? Pretendo acompanhar de perto o desempenho de meus filhos na escola, assim como meus pais fizeram a vida toda comigo e meu irmão. Aliás, já acompanho, checo diariamente a agenda da escola, respondo recados da professora e ajudo nas tarefas de casa de meu filho, porque minha filha ainda não recebeu nenhuma.

Um pouco antes do almoço, liguei para ver como estavam as crianças e tive o seguinte diálogo com meu filho:

- Hoje é teu primeiro dia na escola nova, meu filho, que legal, né?

- Mas mãe, eu não gosto de escola!

- Bem, tu não tens muita escapatória. Todo mundo tem que ir para a escola. Eu fui, teu tio Fábio foi, teus avós foram ...

- Mas e se eu não gostar da escola nova?

- Claro que vais gostar.

- Mesmo?

- Mesmo.

- Então tá bom, vou à escola.

Ele estava bastante ansioso em relação à escola nova, já que deixou todos seus amigos na escola em que estudava antes. Volta e meia, encontramos algum coleguinha na rua, que diz que todos estão morrendo de saudades do Gabriel. Bom sinal, de que ele era querido por seus colegas.

É isso. Início de ano letivo, escola nova, amigos novos. Vamos ver como será 2008.