sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Criança, A Alma do Negócio

Recebi este documentário em uma lista de discussão que participo e outros dois blogs postaram hoje sobre o assunto, então resolvi fazer o mesmo.

Meus filhos, infelizmente, assistem a muita televisão. A grande culpada sou eu, pois eu também sou uma adicta da televisão a cabo e dos seriados americanos. Desde pequena, eu sempre gostei de assistir televisão. Lembro que eu preferia ficar em casa, assistindo desenho, do que ir brincar lá fora. Mesmo assistindo muita televisão, eu também sempre fui uma leitora voraz, preferindo ler a assistir televisão.
Eu me preocupo muito com meus filhos assistem na TV e eu sempre digo a meu filho: "Desenho violento, não!". E também digo a eles que não devemos comprar tudo o que vemos na propaganda, pois eles sempre me pedem o que vêem na televisão.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Fita Azul


A Geovana, do Ô Menino Rude!!! me ofereceu esta fita azul, que diz: "Muito obrigado. Você faz diferença em minha vida, você é especial para mim".

Quem faz a diferença em minha vida: Deus, meus pais, meus filhos, meus amigos reais e meus amigos virtuais, a quem dedico esta fita:

Seminha, do Universo Gentil

Socorro, de As Borboletas de Fevereiro

Sonia, do Compartilhando as Letras

Drika, de [ drika.org ]

Max, de Max

E para não ficar um Clube da Luluzinha, para

meu amigo Juca, da Lavanderia Virtual.

Obrigado, queridos amigos, por fazer a diferença em minha vida!

Adoro todos vocês!!!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Amigos de Infância

A semana passada foi muito interessante, pois encontrei vários amigos de infância no orkut: a Ana, a Iara, o Ângelo e o Marcos. Fazia 25 anos que eu havia perdido o contato com a Iara e fiquei muito feliz de reencontrá-la. Já retomamos o contato e estamos trocando e-mails. Acho que fazia o mesmo tempo que eu não tinha notícias do Ângelo, apesar de nossos pais terem sido muito próximos, quando éramos pequenos. A Ana não está de fato no orkut, mas eu encontrei o filho dela lá, o adicionei no meu msn e no sábado à noite, pude ter um longo papo com ela. O Marcos, meu querido amigo e namorado da adolescência, me telefonou na sexta, me contando que está lançando um livro de poesias e depois me escreveu: "Algumas poesias tu reconhecerás, pois foram feitas pra ti." Ainda lembro das belas e tocantes poesias que ele escrevia e das que ele dedicou para mim, quando fomos namorados. Ainda faltam encontrar alguns amigos que não estão na internet, como o Ivo e o Zeca. Só consegui encontrar a irmã do Zeca no orkut e descobri que ela é vegetariana, como eu.
Apesar de ter me mudado muitas vezes quando criança, pois meu pai estava constantemente mudando de emprego e carregando a família para um lado e para outro, consegui manter alguns amigos de infância de Charqueadas, onde moramos por 8 anos (divididos em dois períodos de 4 anos, com um intervalo de um ano, no qual moramos em Minas Gerais).
Fiz o jardim de infância com o Ivo e o Ângelo e também as séries iniciais. A partir da 4ª série, fui colega também da Ana, do Marcos, da Iara e do Zeca.
O Zeca foi meu primeiro namorado, aos 12 anos. Foi um amor puro e inocente, diferente dos namoros dos jovens de hoje em dia. O máximo que fazíamos era pegar na mão. Beijo na boca? Que nada. Só dançávamos de rosto colado durante as músicas lentas (que época boa era aquela!).
A Ana e a Iara eram minhas vizinhas, além de serem minhas colegas de escola e companheiras de brincadeiras. Brincamos muito de Susi, de subir nas árvores e andamos de bicicleta. Morávamos na Vila Residencial da Aços Finos Piratini, onde tínhamos plena liberdade para brincar na rua, sem trânsito ou perigo. Íamos juntas às reuniões dançantes e disputávamos as atenções dos meninos: o Ivo, o Marcos e o Zeca. Eu lembro de ter chorado em uma reunião dançante da festa junina, porque o Zeca dançou com a Iara e não comigo. Lembro também do Marcos me convidando para dançar e deixando o Zeca louco de ciúmes. Lembro da Ana também chorar de ciúmes, quando o Marcos me convidava para dançar e não a ela.
O Ivo era meu amigo e disputava o status de ser o melhor da turma comigo. Lembro dele tirar uma nota baixa em uma prova e de eu procurá-lo para dar-lhe apoio, pois sabia que ele estava chateado com isso, uma vez que ele era muito exigente consigo mesmo. Ele era o menino mais bonito da turma e o mais cobiçado pelas meninas, mas para mim, ele era apenas um grande amigo.
O Ângelo foi meu colega, mas ele repetiu de ano na 6ª série e se tornou colega de meu irmão, tornando-se mais amigo dele do que de mim, pois tinham maiores afinidades. Eu só o via com freqüência, porque meus pais eram muito amigos dos pais dele.
Quando eu estava com 13 anos, meu pai saiu da Aços Finos Piratini e tivemos que ir embora de Charqueadas. Eu sofri muito, pois estava no início da adolescência e tive que deixar todos meus amigos e nem pude cursar a 8ª série com eles. Como tínhamos a casa lá e um apartamento em Porto Alegre, passamos o verão parte lá e parte em POA, até que nos mudamos definitivamente para Porto Alegre, quando meu pai vendeu a casa. Chorei muito naquele dia, pois sabia que não veria mais meus amigos diariamente e teria que entrar em uma nova escola e fazer novos amigos. Foram tempos difíceis para mim, pois era a novata na escola e as turmas já estavam formadas, de maneira que tive dificuldades em me entrosar. Meus pais também estavam com dificuldades financeiras e tive que encarar uma nova realidade, a de um nível social mais baixo do que estava acostumada.
Apesar de tudo, nunca perdi o contato com a Ana, pois éramos muito amigas e sempre demos um jeito de trocar correspondência (naquela época nem existia a internet ainda, no longíquo ano de 1982), nos telefonar e visitar uma à outra, nos anos que se seguiram, mesmo depois que ela foi embora de Charqueadas.
Eu encontrava a Ana, o Marcos e o Ivo na UFRGS e cheguei a namorar com o Marcos, durante o verão de 1988, quando ambos estávamos com 19 anos, mas depois disso, fiquei 15 anos sem vê-lo. Encontrei o Zeca uma vez em 1989 e nunca mais o vi. Fiquei 25 anos sem ter contato com a Iara e o Ângelo, até que finalmente os encontrei no orkut na semana passada.
São tantas histórias, tantas recordações, de meus amigos que nunca saíram de minha memória e de meu coração, pois eles foram parte importante de minha infância e início da adolescência.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Um Dia Histórico

Hoje é um dia histórico: foi eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos da América. Eu não costumo falar de eleições e política no blog, mas não poderia ficar indiferente a esta eleição americana. Depois de ver um homem do povo, trabalhador, assumir a presidência do Brasil e um índio, na Venezuela, agora vejo um negro assumindo a presidência daquele que já foi o país mais poderoso do mundo.

Não sou fã ardorosa dos Estados Unidos, mas tampouco sou anti-americana. É bem verdade que adoro os seriados americanos e prefiro a televisão deles à nossa, mas também sei que há muita coisa que não presta por lá. É reter o que é bom e descartar o que é ruim. Da mesma maneira, sei que nem todos os americanos são cegos e arrogantes, pois já estive lá e conheci muitas pessoas que gostavam de confraternizar com estrangeiros e eram extremamente agradáveis e gentis. Infelizmente, eram a minoria, pois a maioria costuma ignorar solenemente quem não é de seu país.



Em janeiro de 1996, eu fui a New York estudar inglês no ELS Language Center e fiquei hospedada no Wagner College, em Staten Island, no dormitório dos estudantes, Harbor View Hall, um imponente edifício de 14 andares. Os três primeiros andares eram para uso exclusivo dos estudantes estrangeiros e os restantes, para os estudantes regulares, americanos, do College. Compartilhávamos o mesmo refeitório e os estudantes americanos nos ignoravam solenemente, os únicos que conversavam conosco eram os que faziam algum estágio ou trabalho no ELS.


Após minha estada de 4 semanas em New York, viajei para New Hampshire, indo de trem até Boston, onde meu amigo me buscou e levou para sua casa. Fiquei hospedada com ele e sua família e dormi no quarto de sua filha caçula, que tinha 15 anos. A cidadezinha que morava era Center Harbor, a aproximadamente uma hora de Concord, a capital de New Hampshire. (Nessa cidade foi filmado "Num Lago Dourado", com Henry e Jane Fonda e Katherine Hepburn). As pessoas eram extremamente corteses e educadas e notei que praticamente não haviam negros por lá, diferentemente de New York. Como eu era hóspede de "Mr. and Mrs. Holly", eu nunca saberei se as pessoas me tratavam bem por serem assim mesmo ou porque eu era hóspede dos Holly. De qualquer maneira, tive uma excelente impressão de New Hampshire, o estado das pontes cobertas e das corridas de cachorro na neve.

Eu tive uma breve experiência do "American Life Style" e muitos brasileiros me perguntavam porque é que eu não ficava por lá, ilegal mesmo. Eu respondia que não. Eu consegui meus visto de estudante e turista legalmente e queria sair legalmente do país. Meu objetivo não era ir e ficar lá ilegalmente. Eu não queria ser uma "cucaracha". Se eu tiver que morar um dia lá, que seja de maneira legal. Mas confesso que não tenho muita vontade de passar o resto da minha vida nesse país. Gostaria de morar por alguns anos, mas não para sempre.

Em 2001, tive a oportunidade de ir morar e trabalhar legalmente nos EUA por um período de três anos, mas estava casada na época e meu ex-marido não quis arriscar a largar tudo e ir para lá, pois o visto de trabalho seria válido somente para mim, não para ele. Ele teria que ir com visto de "cônjuge" e não poderia trabalhar legalmente lá. Hoje, olho para trás e penso na oportunidade perdida, mas o caso é que na época eu teria que decidir tudo em menos de duas semanas e preferi declinar a oferta. Se me oferecessem essa oportunidade hoje, eu iria sim. E levaria meus filhos junto comigo, é claro. Seria muito bom para eles viver no estrangeiro por um tempo, pois iriam adquirir muita experiência de vida e visão de mundo. Mas essa experiência teria que ser temporária, não definitiva.


Enfim, gostei ir e conhecer os Estados Unidos, mas não é meu sonho morar lá em definitivo. E que Deus abençoe Barack Obama e que ele tenha sabedoria ao dirigir a América.